﻿{"id":961,"date":"2010-05-14T12:32:00","date_gmt":"2010-05-14T12:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=961"},"modified":"2014-05-20T10:56:35","modified_gmt":"2014-05-20T13:56:35","slug":"balzac-o-homem-de-maus-negocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=961","title":{"rendered":"Balzac: o homem de (maus) neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac4-copy.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-962\" title=\"topobalzac4 copy\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac4-copy.jpg\" width=\"445\" height=\"70\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac4-copy.jpg 445w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac4-copy-300x47.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/a><br \/>\n<em>Por Ivan Pinheiro Machado<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=748315\" target=\"_blank\">Honor\u00e9 de Balzac<\/a> foi um homem estranho. Nasceu em 1799 em Tours, \u00e0 beira do rio Loire, em uma fam\u00edlia tipicamente provinciana e praticamente cresceu em um internato. Na solid\u00e3o de sua inf\u00e2ncia e pr\u00e9-adolesc\u00eancia, criou um mundo \u00e0 parte, onde desenvolveu sua incr\u00edvel capacidade de fabula\u00e7\u00e3o. A ambi\u00e7\u00e3o e a fantasia faziam parte de sua personalidade, herdada em parte de seu pai, 33 anos mais velho do que sua m\u00e3e, e cujo sobrenome Balssa, Honor\u00e9 transformou em Balzac (uma cidadezinha pr\u00f3xima a Tour e tamb\u00e9m nome de uma velha fam\u00edlia aristocrata). Discretamente, Monsieur Balzac acrescentou um \u201cde\u201d que, na \u00e9poca, era sinal de nobreza &#8211; e sentia enorme prazer em usar esta part\u00edcula. Em \u00faltima an\u00e1lise, queria ser rico. Fez neg\u00f3cios de todo o tipo: tentou adquirir sem sucesso a\u00e7\u00f5es de uma mina de prata na Sardenha, criou uma editora e uma fundi\u00e7\u00e3o de caracteres tipogr\u00e1ficos financiada com as magras economias de sua fam\u00edlia e foi \u00e0 fal\u00eancia acumulando d\u00edvidas que o perseguiriam pela vida inteira. Obcecado cr\u00edtico da imprensa, sonhava em ter seus pr\u00f3prios jornais. Em 1936, fundou o jornal La Chronique de Paris que quebrou em pouco tempo. Cinco anos mais tarde, j\u00e1 muito endividado, fundou\u00a0 a Revue Parisiense e inventou cole\u00e7\u00f5es de cl\u00e1ssicos para vender de porta em porta. Fracassou novamente.<br \/>\nE foi gra\u00e7as a este p\u00e9ssimo tino para os neg\u00f3cios, aliado a uma enorme ambi\u00e7\u00e3o, que a literatura ganhou um dos seus maiores g\u00eanios. Na verdade, sua imensa obra foi criada para ganhar a vida, ganhar dinheiro. Entregava livros contra o pagamento dos editores.<br \/>\nMas, no fundo, muito mais do que ser um escritor, o que Balzac queria era desfilar pelas Tullerias num fiacre, exibir-se como se fosse um nobre. No fim das contas, ele trabalhava dezoito, vinte horas por dia, para arrumar dinheiro e livrar-se dos credores que o perseguiam. Foi um best seller na sua \u00e9poca e um dos autores mais lidos e publicados na Europa. Ganhou dinheiro com a literatura. Mas morreu esgotado aos 51 anos quando rec\u00e9m realizara o seu sonho de comprar um palacete finamente decorado e casar com uma condessa de verdade.<br \/>\nSua rotina durante quase 20 anos foi acordar \u00e0 meia noite e escrever at\u00e9 as seis da tarde. S\u00f3 dormia 4 ou 5 horas e voltava ao trabalho extenuante na tentativa de cumprir prazos e entregar textos aos editores que lhe pagavam. Mesmo tento vivido a gl\u00f3ria das ruas, sendo reconhecido como escritor popular, foi sistematicamente desdenhado pela cr\u00edtica que jamais reconheceu seu valor em vida. Balzac morreu pobre, num palacete, sustentado pela Condessa Hanska, o amor de toda a sua vida. Mas sem conseguir seu grande objetivo que era&#8230; pagar as d\u00edvidas.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n\u2013 <\/strong><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=874\" target=\"_self\"><strong>Por que ler Balzac<br \/>\n<\/strong><\/a><strong>\u2013 <\/strong><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=774\" target=\"_blank\"><strong>Balzac: a volta ao Brasil mais de 20 anos depois<\/strong><\/a><br \/>\n<strong>\u2013 <\/strong><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=895\" target=\"_blank\"><strong>O monumento chamado Com\u00e9dia Humana<\/strong><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=981\" target=\"_blank\"><strong><em>CLIQUE AQUI PARA LER A PARTE 5 DESTA S\u00c9RIE.<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ivan Pinheiro Machado Honor\u00e9 de Balzac foi um homem estranho. 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