﻿{"id":9433,"date":"2011-07-17T09:00:27","date_gmt":"2011-07-17T12:00:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=9433"},"modified":"2011-07-15T18:01:01","modified_gmt":"2011-07-15T21:01:01","slug":"autor-de-hoje-jane-austen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=9433","title":{"rendered":"Autor de hoje: Jane Austen"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_jane_austen.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-9434\" title=\"topo_jane_austen\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_jane_austen-1024x135.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"59\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_jane_austen-1024x135.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_jane_austen-300x39.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/topo_jane_austen.jpg 1219w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Steventon, Inglaterra, 1775 &#8211; \u2020 Winchester, Inglaterra, 1817<\/p>\n<p>Filha de um pastor anglicano, pertencente \u00e0 aristocracia rural inglesa, encontrou, na experi\u00eancia de viver em um presbit\u00e9rio, material suficiente para a cria\u00e7\u00e3o de narrativas. Em sua obra, trata o cotidiano de pessoas comuns, contribuindo para dar ao romance ingl\u00eas o primeiro impulso para a modernidade. Sua aguda percep\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica revela-se na ironia do estilo, dissimulado pela leveza da narrativa. Com temas de aparente trivialidade, criou romances de amor, construindo um mundo denso. Neles a a\u00e7\u00e3o, o senso c\u00f4mico e a t\u00e9cnica do of\u00edcio oferecem um quadro de cr\u00edtica social contr\u00e1rio \u00e0 falsidade, \u00e0 vulgaridade e \u00e0 presun\u00e7\u00e3o. Sua obra mais conhecida, Orgulho e preconceito, mostra a supera\u00e7\u00e3o das barreiras de diferen\u00e7a social, colocando em evid\u00eancia o escasso poder de decis\u00e3o concedido \u00e0 mulher.<\/p>\n<p>OBRAS PRINCIPAIS: <em>Raz\u00e3o e sensibilidade<\/em>, 1811; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=363727\" target=\"_blank\">Orgulho e preconceito<\/a><\/em>, 1813; <em>Emma<\/em>, 1816; <em>A abadia de Northanger<\/em>, 1817; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=645033\" target=\"_blank\">Persuas\u00e3o<\/a><\/em>, 1818<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\">JANE AUSTEN por Elizamari R. Becker<\/span><\/p>\n<p>A perman\u00eancia de Jane Austen junto ao p\u00fablico leitor pode ser explicada, em primeiro lugar, pela natureza de seu confronto com os romancistas de sua \u00e9poca, mostrando-se ela bastante sens\u00edvel ao gosto liter\u00e1rio em voga ao escrever A abadia de Northanger, no qual satiriza o romance g\u00f3tico. Em segundo lugar, pelo car\u00e1ter de modernidade conferido ao conjunto de sua obra, como resultado da escolha de temas que circulam em torno de pequenos n\u00facleos de pessoas aparentemente comuns, em cen\u00e1rios tamb\u00e9m limitados, e que focalizam pequenos incidentes da vida cotidiana.<\/p>\n<p>De natureza recatada, Jane Austen viveu uma vida pacata e sem grandes acontecimentos, o que lhe rendeu estudos biogr\u00e1ficos que a apontam como contemplativa, devido \u00e0 ambienta\u00e7\u00e3o quase claustrof\u00f3bica de seus romances. Em raz\u00e3o disso, sua arte tem sido designada miniaturista. Suas personagens s\u00e3o provincianas de classe m\u00e9dia, cuja maior preocupa\u00e7\u00e3o parece girar em torno do casamento \u2013 casamento por amor, seguran\u00e7a financeira, status social \u2013, tema que ela explora com uma ironia sutil e um humor refinado. Sua apurada vis\u00e3o acerca dos relacionamentos humanos, retratando com vivacidade a vida da classe m\u00e9dia brit\u00e2nica do s\u00e9culo XVIII, trouxe para sua obra de fic\u00e7\u00e3o uma sens\u00edvel mudan\u00e7a na caracteriza\u00e7\u00e3o das personagens femininas. Suas hero\u00ednas s\u00e3o, apesar de sua condi\u00e7\u00e3o social pouco confort\u00e1vel, fortes a ponto de n\u00e3o se sujeitarem ao que a sociedade delas espera, quando n\u00e3o travam uma luta \u00edntima intensa contra os pr\u00f3prios sentimentos, como as hero\u00ednas em<em> Emma<\/em> e <em>Orgulho e preconceito<\/em>. Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o belas, ou pelo menos n\u00e3o possuem a beleza fr\u00e1gil e enternecedora que a maioria das hero\u00ednas rom\u00e2nticas normalmente exibem. Assim o s\u00e3o Elizabeth Bennet, de <em>Orgulho e preconceito<\/em>, cuja beleza \u00e9 descrita como toler\u00e1vel, e Catherine Morland, de A abadia de Northanger, descrita como \u201cuma magricela de apar\u00eancia desajeitada, p\u00e1lida, de cabelos escuros escorridos e fei\u00e7\u00f5es marcadas\u201d.<\/p>\n<p>Sandra M. Gilbert e Sandra Gubar, em seu <em>The Madwoman in the Attic<\/em>, logram aproxim\u00e1-la a outras escritoras de sua \u00e9poca \u2013 tais como Charlotte e Emily Bront\u00eb, Mary Shelley, Emily Dickinson e outras \u2013 no maior desconforto de que compartilham: a ang\u00fastia da autoria. Toda uma tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que s\u00f3 concebia textos oriundos de uma autoria masculina e patriarcal for\u00e7ou-a ao anonimato, mas n\u00e3o a impediu de criticar os danos causados \u00e0s mulheres inseridas em uma cultura criada por homens e para homens. Esse poder econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico masculino v\u00ea-se representado em sua obra nas muitas dramatiza\u00e7\u00f5es de como importa \u00e0 sobreviv\u00eancia da mulher saber angariar a aprova\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o dos homens, bem como buscar aqueles que sejam mais sens\u00edveis, embora permane\u00e7am como representantes de toda a autoridade. Dessa forma, Austen soube representar como nenhuma outra escritora de sua \u00e9poca tanto o papel de subordina\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade patriarcal, quanto suas restritas \u2013 ainda que existentes \u2013 a\u00e7\u00f5es no sentido de melhorar sua condi\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio familiar e social.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Steventon, Inglaterra, 1775 &#8211; \u2020 Winchester, Inglaterra, 1817 Filha de um pastor anglicano, pertencente \u00e0 aristocracia rural inglesa, encontrou, na experi\u00eancia de viver em um presbit\u00e9rio, material suficiente para a cria\u00e7\u00e3o de narrativas. Em sua obra, trata o cotidiano de pessoas comuns, contribuindo para dar ao romance ingl\u00eas o primeiro impulso para a modernidade. 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