﻿{"id":895,"date":"2010-05-10T14:22:34","date_gmt":"2010-05-10T14:22:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=895"},"modified":"2014-05-20T10:11:34","modified_gmt":"2014-05-20T13:11:34","slug":"o-monumento-chamado-comedia-humana-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=895","title":{"rendered":"O monumento chamado Com\u00e9dia Humana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac3331.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-902\" title=\"topobalzac333\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac3331.jpg\" width=\"445\" height=\"70\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac3331.jpg 445w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/topobalzac3331-300x47.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/a><br \/>\n<em>&#8220;Aprendi mais sobre a sociedade francesa na Com\u00e9dia Humana (&#8230;) do que em todos os livros de economistas, historiadores e estat\u00edsticos da \u00e9poca, todos juntos&#8221; (F. Engels em carta a Karl Marx)<\/em><\/p>\n<p>&#8220;Sa\u00fada-me, pois estou seriamente na imin\u00eancia de tornar-me um g\u00eanio&#8221;.<\/p>\n<p>Esta mensagem pouco modesta foi enviada por <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=748315\" target=\"_blank\">Balzac<\/a> \u00e0 sua irm\u00e3 Laure quando &#8220;caiu a ficha&#8221; de que ele estava criando um grande projeto liter\u00e1rio. A chave de tudo foi conceber um mundo onde os personagens perambulariam por diferentes romances. Ou seja, o protagonista de uma hist\u00f3ria faria uma &#8220;ponta&#8221; em outra e, conforme a cronologia, esse mesmo personagem apareceria mais jovem num livro e mais velho em outro. Assim, Balzac criou uma grande galeria para pintar um retrato preciso do mundo e da \u00e9poca em que viveu.<\/p>\n<p>Este era o seu objetivo e a\u00ed estava a causa de sua euforia. O escritor franc\u00eas tinha a convic\u00e7\u00e3o de que, no final, o conjunto da sua obra seria um verdadeiro &#8220;estudo sociol\u00f3gico&#8221;, servindo de ferramenta para os pesquisadores &#8220;do futuro&#8221; saberem exatamente como eram as pessoas e como era o mundo daquela \u00e9poca. Do ponto de vista da t\u00e9cnica narrativa, esta ida e vinda de personagens \u00e9 a chave que torna a Com\u00e9dia Humana fascinante. Fatos ocorridos em um livro s\u00e3o citados em outro que, teoricamente, nada tem a ver com o primeiro. Quando um novo personagem entra num romance, frequentemente estabelece rela\u00e7\u00f5es de parentesco com outros personagens j\u00e1 citados em hist\u00f3rias anteriores. Enfim, a Com\u00e9dia \u00e9 uma verdadeira comunidade com aproximadamente 2.500 personagens que circulam e se entrela\u00e7am por 90 romances diferentes. H\u00e1 o banqueiro oficial que atua em dezenas de hist\u00f3rias, o poderoso Bar\u00e3o de Nuncingen (inspirado no bar\u00e3o de Rotschild) e o agiota que \u00e9 sempre o avarento Gobscek. Os m\u00e9dicos que atendem aos doentes da Com\u00e9dia s\u00e3o invariavelmente o jovem Bianchon e o experiente Dr. Desplein. Os &#8220;playboys&#8221;, ou melhor, os &#8220;d\u00e2ndis&#8221; nunca deixam de ser Henry de Marsay, Rastignac e Vandenesse, entre outros tantos canalhas fascinantes. E tamb\u00e9m h\u00e1 os tabeli\u00f5es, os militares, enfim, s\u00e3o muitos os personagens que \u00e0s vezes aparecem somente numa festa, num baile ou numa tarde de domingo nas Tulherias. Por\u00e9m, mais importante do que tudo e todos s\u00e3o as mulheres de Balzac. Mas isto fica para outro post.<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n\u2013 <a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=874\" target=\"_self\">Por que ler Balzac<br \/>\n<\/a>\u2013 <a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=774\" target=\"_blank\">Balzac: a volta ao Brasil mais de 20 anos depois<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=961\" target=\"_blank\"><strong><em>CLIQUE AQUI PARA LER A PARTE 4 DESTA S\u00c9RIE.<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Aprendi mais sobre a sociedade francesa na Com\u00e9dia Humana (&#8230;) do que em todos os livros de economistas, historiadores e estat\u00edsticos da \u00e9poca, todos juntos&#8221; (F. Engels em carta a Karl Marx) &#8220;Sa\u00fada-me, pois estou seriamente na imin\u00eancia de tornar-me um g\u00eanio&#8221;. 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