﻿{"id":8901,"date":"2011-06-26T10:00:45","date_gmt":"2011-06-26T13:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=8901"},"modified":"2011-06-26T18:35:41","modified_gmt":"2011-06-26T21:35:41","slug":"autor-de-hoje-eca-de-queiroz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=8901","title":{"rendered":"Autor de hoje: E\u00e7a de Queiroz"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/eca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-8909\" title=\"eca\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/eca-1024x141.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/eca-1024x141.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/eca-300x41.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/eca.jpg 1034w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>P\u00f3voa do Varzim, Portugal, 1845 &#8211; \u2020\u00a0Paris, Fran\u00e7a, 1900<\/em><\/p>\n<p>Viveu sua inf\u00e2ncia no interior de Portugal, na casa dos av\u00f3s maternos. Estudou Direito em Coimbra, onde \u00a0 escreveu e publicou folhetins liter\u00e1rios de tend\u00eancias realistas. Bacharel, mudou-se para Lisboa, onde abriu um escrit\u00f3rio de advocacia, exercendo tamb\u00e9m o jornalismo. Depois de morar em \u00c9vora, retorna para a capital, integrando-se ao grupo liter\u00e1rio Cen\u00e1culo. Em Lisboa, participa das Confer\u00eancias do Cassino Lisbonense, freq\u00fcentando o meio liter\u00e1rio no qual pontificavam Antero de Quental e Ramalho Ortig\u00e3o. Com esse, publicou a novela <em>O mist\u00e9rio da estrada de Sintra<\/em> (1870), al\u00e9m dos artigos intitulados <em>As farpas<\/em> (1871), s\u00e1tira aos costumes burgueses. Participou intensamente da vida liter\u00e1ria de seu tempo, contribuindo para a introdu\u00e7\u00e3o do Realismo em Portugal. Foi diplomata em Havana, na Inglaterra e em Paris, onde terminou seus dias como c\u00f4nsul. \u00c9 considerado o principal romancista portugu\u00eas.<\/p>\n<p>OBRAS PRINCIPAIS: <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=817171\">O crime do Padre Amaro<\/a><\/em>, 1876; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=718082&amp;ID=818353\">O primo Bas\u00edlio<\/a><\/em>, 1878; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_buscaprodutos.asp&amp;FiltroStr=os+maias&amp;FiltroCampo=Titulo&amp;I1.x=0&amp;I1.y=0\">Os Maias<\/a><\/em>, 1880;<em> <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=718082&amp;ID=516283\">A rel\u00edquia<\/a>, <\/em>1887; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=718082&amp;ID=948072\">A ilustre casa de Ramires<\/a><\/em>, 1900; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=908351\">A cidade e as serras<\/a><\/em>, 1901<\/p>\n<blockquote><p>E\u00c7A DE QUEIROZ<br \/>\npor <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=69\">Luiz Antonio de Assis Brasil<\/a><\/p>\n<p>Falar em E\u00e7a de Queiroz \u00e9 dizer Portugal, especialmente aquele Portugal oitocentista, pequeno-burgu\u00eas, constitucional e conservador. Muito se tem falado na import\u00e2ncia da literatura como a melhor forma de conhecimento de determinado universo hist\u00f3rico-cultural. Assim o \u00e9; no caso de E\u00e7a, por\u00e9m, n\u00e3o conhecemos apenas aquele Portugal, mas tamb\u00e9m uma proje\u00e7\u00e3o do que deveria ser Portugal. Com ironias de vitr\u00edolo, o grande autor nos d\u00e1 a conhecer um cat\u00e1logo de imperfei\u00e7\u00f5es lusas, consubstanciadas em personagens que, n\u00e3o sendo meros tipos liter\u00e1rios, s\u00e3o exemplos de personagens magn\u00edficas: a timidez sonhadora e in\u00fatil (e transgressora) de Lu\u00edsa, que trai o marido com o primo Bas\u00edlio; a circunspec\u00e7\u00e3o tola e vazia de um Conselheiro Ac\u00e1cio, do mesmo romance, um homem capaz de discorrer pomposamente sobre as maiores banalidades; a pervers\u00e3o de um Padre Amaro e de um C\u00f4nego Dias, cl\u00e9rigos vencidos pela cupidez, homens sem ideal, aproveitadores da situa\u00e7\u00e3o de desvantagem das paroquianas; a \u00a0impossibilidade de nobreza pessoal e familiar nos dias c\u00ednicos da contemporaneidade, como se v\u00ea em <em><a href=\"http:\/\/lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=718082&amp;ID=948072\" target=\"_blank\">A ilustre casa de Ramires<\/a><\/em>; o brutal retrato da sociedade lisboeta, eivada de v\u00edcios, tal como representada em <em><a href=\"http:\/\/lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp&amp;FiltroStr=maias&amp;FiltroCampo=Titulo&amp;I1.x=0&amp;I1.y=0\" target=\"_blank\">Os Maias<\/a><\/em>; o retrato psicol\u00f3gico mais feliz em toda a literatura portuguesa, aparente na personagem Artur Corvelo, de <em>A capital<\/em>, um homem que n\u00e3o sabe o que fazer com um talento duvidoso e que acaba na mesma mis\u00e9ria de quando estava em Oliveira de Azem\u00e9is, antes de tentar a vida em Lisboa; o p\u00e2ndego e bajulador Rapos\u00e3o, nessa obra sempre citada e sempre lida com o maior gosto, por sua atualidade,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=718082&amp;ID=516283\" target=\"_blank\">A rel\u00edquia<\/a><\/em>.<\/p>\n<p>Se E\u00e7a de Queiroz tivesse escrito apenas esses livros, j\u00e1 teria seu nome consagrado, mas sua atua\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria foi muito al\u00e9m, exercendo, com igual compet\u00eancia, o jornalismo, a cr\u00edtica de literatura, o conto e a pequena novela. Em seu tempo, E\u00e7a de Queiroz significou a virada que veio inserir seu pa\u00eds na modernidade que, no caso, significava o Realismo. Foi E\u00e7a \u2013 na companhia de alguns colegas fi\u00e9is de Coimbra \u2013 que veio materializar esse movimento transformador. O Realismo de E\u00e7a foi importante n\u00e3o apenas no plano das inquieta\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas. Isso seria diminu\u00ed-lo. O Realismo de E\u00e7a simbolizou a abertura de novos tempos, alterando a sociedade, reavaliando-a e estabelecendo novos par\u00e2metros de entendimento do pr\u00f3prio conceito de cultura em a\u00e7\u00e3o. A imagem que temos de Portugal seria radicalmente diversa, n\u00e3o fosse a obra de E\u00e7a de Queiroz. N\u00e3o \u00e9 exagero consagr\u00e1-lo, portanto, como um dos fundadores de sua p\u00e1tria.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00f3voa do Varzim, Portugal, 1845 &#8211; \u2020\u00a0Paris, Fran\u00e7a, 1900 Viveu sua inf\u00e2ncia no interior de Portugal, na casa dos av\u00f3s maternos. 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