﻿{"id":8309,"date":"2011-05-29T09:00:24","date_gmt":"2011-05-29T12:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=8309"},"modified":"2011-05-27T17:52:39","modified_gmt":"2011-05-27T20:52:39","slug":"autor-de-hoje-joseph-conrad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=8309","title":{"rendered":"Autor de hoje: Joseph Conrad"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8310 aligncenter\" title=\"topo_conrad\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_conrad.jpg\" alt=\"\" width=\"507\" height=\"66\" \/><\/p>\n<p><em>Berditchov, Ucr\u00e2nia, 1857 &#8211;\u00a0\u2020\u00a0Bishopsbourne, Inglaterra, 1924<\/em><\/p>\n<p>Polon\u00eas (nascido em uma regi\u00e3o da atual Ucr\u00e2nia), naturalizado cidad\u00e3o brit\u00e2nico em 1886, Joseph Conrad trabalhou como marinheiro, viajando pela \u00c1sia, onde colheu material para a sua obra liter\u00e1ria, que foi escrita em ingl\u00eas. O conhecimento de um holand\u00eas que residia na Mal\u00e1sia motivou-o a escrever seu primeiro romance, A loucura do Almayer. A obra foi bem-aceita pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico devido ao tom ex\u00f3tico, estranho \u00e0 cultura inglesa. Mais tarde, Conrad fixou-se em Londres, onde se dedicou \u00e0 literatura. Embora o mar esteja presente em grande parte de seus romances, o escritor costumava declarar que sua obra tinha por objetivo chegar ao valor ideal das coisas, dos acontecimentos e dos seres. O romance Lord Jim \u00e9 considerado um dos livros mais importantes do s\u00e9culo XX. Nele o escritor refina a vis\u00e3o psicol\u00f3gica da personagem, um marinheiro ingl\u00eas que se v\u00ea atormentado pelo remorso por ter permitido o naufr\u00e1gio de seu navio.<\/p>\n<p>Obras principais: <em>A loucura do Almayer<\/em>, 1895; <em>Lord Jim<\/em>, 1900; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=939252\" target=\"_blank\">Tuf\u00e3o<\/a><\/em>, 1903; <em>Nostromo<\/em>, 1904; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=190833\" target=\"_blank\">O cora\u00e7\u00e3o das trevas<\/a><\/em>, 1906; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=616211&amp;ID=819171\" target=\"_blank\">A flecha de ouro<\/a><\/em>, 1919<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\">JOSEPH CONRAD por V\u00e2nia L. S. de Barros Falc\u00e3o<\/span><\/p>\n<p>Nascido Teodor J\u00f3sef Konrad Korzeniowski, adquiriu o dom\u00ednio da l\u00edngua inglesa entre 1878 e 1895, j\u00e1 adulto, fato relevante, pois \u00e9 considerado um de seus melhores estilistas, o que por si s\u00f3 justificaria a leitura de sua obra. \u00c9 interessante lembrar que Conrad \u00e9 filho de um escritor e tradutor, Apollo Korzeniowski, e assim foi inicialmente criado num ambiente familiar em que se valorizava a pr\u00f3pria l\u00edngua, os outros idiomas e a arte de escrever. O aspecto pol\u00edtico tamb\u00e9m teve grande import\u00e2ncia no cotidiano da fam\u00edlia, que foi deportada para uma prov\u00edncia distante na Sib\u00e9ria, de onde Conrad retornou \u00e0 Pol\u00f4nia, com seu pai enfermo e j\u00e1 \u00f3rf\u00e3o de m\u00e3e, em 1867. Aspectos de sua vida particular sugerem que a desfrutou num ritmo de aventura e drama (tentou o suic\u00eddio em 1878 por ter contra\u00eddo d\u00e9bitos).<\/p>\n<p>Buscou o mar como meio de vida, e certamente essa experi\u00eancia resultou na escolha de temas e personagens ligados \u00e0 vida mar\u00edtima para seus contos, como \u201cThe Lagoon\u201d, e romances, como Lord Jim e Victory (1915). Contudo, sua obra \u00e9 bem mais abrangente, e seus personagens s\u00e3o delineados com cuidado e profundidade. As viagens que realizou pelo Extremo Oriente e pela \u00c1frica oportunizaram um contato amplo com culturas diferentes da sua e uma viv\u00eancia que lhe permitiu escrever textos atraentes. Sua produ\u00e7\u00e3o exp\u00f5e amplo leque: contos, novelas, romances, pe\u00e7as de teatro, ensaios. Dentre eles, destacam-se: The Inheritors \u2013 An Extravagant Story (1901) e Romance \u2013 A novel (1903). Por um aspecto inusitado, foram escritos a quatro m\u00e3os, com a colabora\u00e7\u00e3o de Ford Madox (Hueffer) Ford. Quanto a inova\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, cr\u00edticos registram a mudan\u00e7a na seq\u00fc\u00eancia temporal de acontecimentos e a apresenta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o a partir do ponto de vista de v\u00e1rios personagens. Nostromo \u00e9 considerado por muitos sua obra-prima. O pr\u00f3prio autor, em nota pr\u00e9via publicada em 1917, explica que foi o texto que lhe exigiu a \u201cmais ansiosa medita\u00e7\u00e3o\u201d e que, ao escrev\u00ea-lo, \u201csentiu uma mudan\u00e7a sutil na natureza da inspira\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A partir de uma experi\u00eancia de juventude, no Golfo do M\u00e9xico, quando ouviu a hist\u00f3ria de um \u201chomem que teria roubado, sozinho, uma chata carregada de prata, em algum ponto do litoral, durante os percal\u00e7os de uma revolu\u00e7\u00e3o\u201d, e da leitura, cerca de 27 anos depois, de uma biografia de um marinheiro americano que \u201ctrabalhara, durante alguns meses a bordo de uma escuna, cujo mestre e propriet\u00e1rio era o ladr\u00e3o de quem ouvira falar na juventude\u201d, o romancista empenhou-se na escritura de uma obra que se passa no pa\u00eds imagin\u00e1rio de Costaguano, na Am\u00e9rica Latina. O ingl\u00eas Gould, dono da concess\u00e3o da mina de prata da cidade de Sulaco, e Nostromo, seu capataz italiano, vivem uma trama, envolvendo corrup\u00e7\u00e3o e instabilidade pol\u00edtica numa sociedade colonial governada pela oligarquia espanhola. O texto merece aten\u00e7\u00e3o pela oportunidade que oferece ao leitor brasileiro de refletir sobre o colonialismo e o p\u00f3scolonialismo em suas manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e sociais.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Berditchov, Ucr\u00e2nia, 1857 &#8211;\u00a0\u2020\u00a0Bishopsbourne, Inglaterra, 1924 Polon\u00eas (nascido em uma regi\u00e3o da atual Ucr\u00e2nia), naturalizado cidad\u00e3o brit\u00e2nico em 1886, Joseph Conrad trabalhou como marinheiro, viajando pela \u00c1sia, onde colheu material para a sua obra liter\u00e1ria, que foi escrita em ingl\u00eas. 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