﻿{"id":8115,"date":"2011-05-22T10:00:36","date_gmt":"2011-05-22T13:00:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=8115"},"modified":"2011-05-20T18:15:16","modified_gmt":"2011-05-20T21:15:16","slug":"autor-de-hoje-honore-de-balzac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=8115","title":{"rendered":"Autor de hoje: Honor\u00e9 de Balzac"},"content":{"rendered":"<div id=\"_mcePaste\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;\"><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_balzac.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-8119\" title=\"topo_balzac\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_balzac-1024x142.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"62\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_balzac-1024x142.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_balzac-300x41.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_balzac.jpg 1037w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;\"><em>Tours, Fran\u00e7a, 1799 &#8211;\u00a0<span style=\"color: #333333; font-family: Arial, Verdana, Arial, sans-serif; line-height: 18px;\">\u2020 <\/span>Paris, Fran\u00e7a, 1850<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Honor\u00e9 de Balzac nasceu em Tours, em 20 de maio de 1799, filho do campon\u00eas Bernard-Fran\u00e7ois Balssa (mais tarde Honor\u00e9 mudou o nome para Balzac, precedido de um aristocr\u00e1tico <em>de<\/em>) e de Anne-Charlotte-Laure Sallambie. A m\u00e3e de Balzac, 33 anos mais jovem que Bernard, era filha de uma modesta burguesia da prov\u00edncia e teve uma rela\u00e7\u00e3o distante e ao mesmo tempo marcante com o filho mais jovem, Honor\u00e9. Ele conheceu na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia a solid\u00e3o e a dureza dos internatos, onde fez sua forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Formou-se em Direito, profiss\u00e3o que jamais praticou. Aventurou-se em numerosos neg\u00f3cios em busca de fortuna, fracassando nisso de maneira sistem\u00e1tica. Paralelamente ao sonho de enriquecer, escreveu uma das maiores e mais consistentes obras da hist\u00f3ria da literatura mundial. Morreu em 18 de agosto de 1850.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Obras principais\u00a0(Quase a totalidade da obra de Balzac foi publicada sob o t\u00edtulo geral de <em>A com\u00e9dia humana<\/em>): <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=743316\" target=\"_blank\">A pele de Onagro<\/a><\/em>, 1831; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=716182\" target=\"_blank\">Eug\u00e9nie Grandet<\/a><\/em>, 1833; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=072828\" target=\"_blank\">O Pai Goriot<\/a><\/em>, 1834; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=849292\" target=\"_blank\">O l\u00edrio do vale<\/a><\/em>, 1835; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=921131\" target=\"_blank\">A mulher de trinta anos<\/a><\/em>, 1835; <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=733536\" target=\"_blank\"><em>Ilus\u00f5es<\/em><em> perdidas<\/em><\/a>,\u00a01843; <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=749173\" target=\"_blank\"><em>Esplendores<\/em><em> e mis\u00e9rias das cortes\u00e3s<\/em><\/a>, 1847.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">HONOR\u00c9 DE BALZAC por Ivan Pinheiro Machado<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><em>A com\u00e9dia humana<\/em> \u00e9 o t\u00edtulo geral que d\u00e1 unidade a obra de Honor\u00e9 de Balzac, composta de 89 romances, novelas e hist\u00f3rias curtas. Esse enorme painel do s\u00e9culo XVIII foi ordenado pelo autor em seis subs\u00e9ries: <em>Cenas<\/em><em> da vida privada<\/em>, <em>Cenas<\/em><em> da vida provinciana<\/em>, <em>Cenas<\/em><em> da vida parisiense<\/em>, <em>Cenas<\/em><em> da vida militar<\/em>, <em>Estudos<\/em><em> filos\u00f3ficos<\/em> e <em>Estudos<\/em><em> anal\u00edticos<\/em>.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><em>A com\u00e9dia humana<\/em> \u00e9 um monumental conjunto de hist\u00f3rias, em que cerca de 2.500 personagens se movimentam por v\u00e1rios livros, ora como protagonistas, ora como coadjuvantes. Genial observador do seu tempo, Balzac soube como ningu\u00e9m captar o \u201cesp\u00edrito\u201d do s\u00e9culo XVIII. A Fran\u00e7a, os franceses e a Europa no per\u00edodo entre a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e a Restaura\u00e7\u00e3o t\u00eam nele um pintor magn\u00edfico e preciso. Friedrich Engels, em uma carta a Karl Marx, dizia que \u201ceu aprendi mais em Balzac sobre a sociedade francesa da primeira metade do s\u00e9culo, inclusive nos seus pormenores econ\u00f4micos (por exemplo, a redistribui\u00e7\u00e3o da propriedade real e pessoal depois da Revolu\u00e7\u00e3o), do que em todos os livros dos historiadores, economistas e estat\u00edsticos da \u00e9poca, todos juntos (&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Tido como o inventor do romance moderno, Balzac deu tal dimens\u00e3o aos seus personagens que, j\u00e1 no s\u00e9culo XVIII, mereceu de Hippolyte Taine, o maior cr\u00edtico liter\u00e1rio do seu tempo, a seguinte observa\u00e7\u00e3o: \u201cComo William Shakespeare, Balzac \u00e9 o maior reposit\u00f3rio de documentos que possu\u00edmos sobre a natureza humana\u201d. Esse criador de milhares de personagens foi \u2013 quem sabe \u2013 o mais <em>balzaquiano<\/em> de todos. Obcecado pela id\u00e9ia da gl\u00f3ria liter\u00e1ria e da fortuna, adolescente ainda, convenceu sua fam\u00edlia de recursos limitados a sustent\u00e1-lo em Paris por no m\u00e1ximo dois anos, tempo suficiente para que ele se consagrasse como escritor e jornalista. Come\u00e7ou a vida liter\u00e1ria publicando obras de terceira categoria sob pseud\u00f4nimo. Era a cl\u00e1ssica \u201cpena de aluguel\u201d. Escrevia sob encomenda hist\u00f3rias de aventuras, policiais, romances a\u00e7ucarados, folhetins baratos, qualquer coisa que lhe rendesse algum dinheiro.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Somente em 1829, dez anos depois de sua chegada a Paris, Balzac sente-se seguro para colocar o seu verdadeiro nome na capa de um romance. \u00c9 quando sai <em>A Bretanha em 1799<\/em> \u2013 um romance hist\u00f3rico em que tentava seguir o estilo de Sir Walter Scott, o grande romancista ingl\u00eas de seu tempo. Paralelamente \u00e0 enorme produ\u00e7\u00e3o que detona a partir de 1830, seus del\u00edrios de grandeza levam-no a criar neg\u00f3cios que v\u00e3o desde gr\u00e1ficas e revistas at\u00e9 minas de prata. No entanto, fracassa como homem de neg\u00f3cios. Falido e endividado, reage criando obras-primas para pagar seus credores em uma destrutiva jornada de trabalho de at\u00e9 dezoito horas di\u00e1rias. \u201cDurmo \u00e0s seis da tarde e acordo \u00e0 meia-noite, \u00e0s vezes passo 48 horas sem dormir&#8230;.\u201d queixava-se em cartas aos seus amigos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Em 1833, teve a antevis\u00e3o do conjunto de sua obra e passou a formar uma grande \u201csociedade\u201d, com fam\u00edlias, cortes\u00e3s, nobres, burgueses, not\u00e1rios, personagens de car\u00e1ter melhor ou pior, vigaristas, homens honrados e avarentos, que se cruzariam em v\u00e1rias hist\u00f3rias diferentes sob o t\u00edtulo geral de <em>A com\u00e9dia humana<\/em>. Vale ressaltar que em sua imensa galeria de tipos, Balzac criou um espetacular conjunto de personagens femininos que \u2013 como dizem unanimemente seus bi\u00f3grafos e cr\u00edticos \u2013 tem uma dimens\u00e3o muito maior do que o conjunto dos seus personagens masculinos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\">Aos 47 anos, massacrado pelo trabalho, pela p\u00e9ssima alimenta\u00e7\u00e3o e o tormento das d\u00edvidas que n\u00e3o o abandonaram pela vida inteira, ainda que com projetos e esbo\u00e7os para pelo menos vinte romances, Balzac j\u00e1 n\u00e3o escrevia mais. Consagrado e reconhecido na Fran\u00e7a e na Europa inteira como um grande escritor, havia constru\u00eddo em fren\u00e9ticos dezoito anos esse monumento com quase uma centena de hist\u00f3rias. Morreu em 18 de agosto de 1850, aos 51 anos, pouco depois de ter casado com a condessa polonesa Eveline Hanska, o grande amor de sua vida.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tours, Fran\u00e7a, 1799 &#8211;\u00a0\u2020 Paris, Fran\u00e7a, 1850 Honor\u00e9 de Balzac nasceu em Tours, em 20 de maio de 1799, filho do campon\u00eas Bernard-Fran\u00e7ois Balssa (mais tarde Honor\u00e9 mudou o nome para Balzac, precedido de um aristocr\u00e1tico de) e de Anne-Charlotte-Laure Sallambie. 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