﻿{"id":7893,"date":"2011-05-15T09:00:59","date_gmt":"2011-05-15T12:00:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=7893"},"modified":"2011-05-15T18:36:09","modified_gmt":"2011-05-15T21:36:09","slug":"7893","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=7893","title":{"rendered":"Autor de hoje: Oscar Wilde"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_oscar_wilde.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7892\" title=\"topo_oscar_wilde\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_oscar_wilde.jpg\" alt=\"\" width=\"468\" height=\"63\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_oscar_wilde.jpg 888w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/topo_oscar_wilde-300x40.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Dublin, Irlanda, 1854 &#8211; \u2020 Paris, Fran\u00e7a, 1900<\/em><\/p>\n<p>De fam\u00edlia abastada, estudou em Oxford, onde liderou um movimento cultural que propunha o hedonismo extremado. <em>O retrato de Dorian Gray<\/em>, seu \u00fanico romance, que possui in\u00fameras tradu\u00e7\u00f5es em dezenas de l\u00ednguas, desde o seu lan\u00e7amento provocou rea\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas de ira e de admira\u00e7\u00e3o. Wilde tamb\u00e9m escreveu narrativas curtas, poemas e pe\u00e7as teatrais, sendo considerado o renovador da dramaturgia vitoriana. Em seus textos, critica a sociedade da \u00e9poca, marcada pelo preconceito e pelo apego \u00e0s conven\u00e7\u00f5es. Sua obra caracteriza-se pela concis\u00e3o verbal e pela eleg\u00e2ncia do estilo, veiculando uma vis\u00e3o de mundo amarga e cr\u00edtica. Embora, no in\u00edcio de sua carreira, agisse como um d\u00e2ndi, devido ao comportamento extravagante e \u00e0 pr\u00e1tica da arte pela arte, seu talento superou os obst\u00e1culos e sua obra permanece como representativa da melhor literatura da passagem do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Obras principais: <em>O pr\u00edncipe feliz e outros contos<\/em>, 1888;<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=191818\" target=\"_blank\"> <em>O retrato de Dorian Gray<\/em><\/a>, 1891; <em>A import\u00e2ncia de ser prudente<\/em>, 1895; <em>A balada do c\u00e1rcere de Reading<\/em>, 1898; <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=848380\" target=\"_blank\">De profundis<\/a><\/em>, 1905<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\">OSCAR WILDE por Vicente Saldanha<\/span><\/p>\n<p>Oscar Fingal O\u2019Flahertie Wills Wilde \u00e9 um autor normalmente associado a discuss\u00f5es est\u00e9ticas e temas pol\u00eamicos. Sua vida e sua obra se entrela\u00e7am e nos remetem a alguns aspectos importantes da Inglaterra vitoriana. Iniciou sua carreira liter\u00e1ria com poemas de inspira\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica e sobre temas variados. Um deles, \u201cRavenna\u201d, recebeu um importante pr\u00eamio liter\u00e1rio. Nele o poeta canta suas impress\u00f5es sobre a famosa cidade italiana em versos decass\u00edlabos com rimas emparelhadas. Em seguida, lan\u00e7ou <em>O pr\u00edncipe feliz <\/em>e outros contos. Trata-se de uma cole\u00e7\u00e3o de contos de fadas, originalmente escritos para seus filhos, em linguagem elegantemente simples e atmosfera charmosa. Um bom come\u00e7o para quem pretende iniciar-se na sua obra em prosa. Tamb\u00e9m merecem destaque outros contos, como \u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=673729&amp;ID=807126\" target=\"_blank\">O fantasma de Canterville<\/a>\u201d e \u201cA esfinge sem segredos\u201d. Com o romance <em>O retrato de Dorian Gray<\/em>, Wilde afirmou sua filia\u00e7\u00e3o ao movimento est\u00e9tico da \u201carte pela arte\u201d, segundo o qual a arte seria auto-suficiente e n\u00e3o necessitaria servir a nenhum prop\u00f3sito moral ou pol\u00edtico. \u00c9 emblem\u00e1tico, nesse sentido, o pref\u00e1cio da obra, composto de aforismos sobre a natureza da arte e da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. A narrativa, em si, \u00e9 uma f\u00e1bula moderna que discute valores morais e est\u00e9ticos da era vitoriana em uma tentativa de sobrepor-se \u00e0 tend\u00eancia moralizante das obras de fic\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. Al\u00e9m da poesia e da fic\u00e7\u00e3o, a obra teatral do escritor merece destaque. Entre suas pe\u00e7as, a mais conhecida \u00e9 <em>A import\u00e2ncia de ser prudente<\/em>. Trata-se de uma com\u00e9dia de erros em que os personagens exprimem opini\u00f5es c\u00e1usticas sobre temas variados como arte, casamento e cr\u00edtica liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>O sucesso teatral do autor, por\u00e9m, n\u00e3o durou muito. Seu envolvimento amoroso com lorde Alfred Douglas, um jovem aristocrata, desencadeou um longo e penoso processo criminal que levou \u00e0 condena\u00e7\u00e3o do escritor a trabalhos for\u00e7ados. De sua experi\u00eancia na pris\u00e3o resultou <em>A balada do c\u00e1rcere<\/em> de Reading. O poema trata de um condenado \u00e0 forca e das impress\u00f5es de Wilde acerca do c\u00e1rcere. O ritmo elegante e tristemente musical do texto, juntamente com as rimas nos versos pares, acentua a atmosfera opressiva e soturna da pris\u00e3o. Mais tarde, Wilde escreveu <em>De Profundis<\/em>, uma longa carta dirigida a Alfred Douglas, que se tornou uma esp\u00e9cie de r\u00e9quiem do tumultuado relacionamento e do pr\u00f3prio Wilde. Hoje, passado mais de um s\u00e9culo de sua morte, Oscar Wilde ainda \u00e9 um autor que merece ser lido e apreciado. A leitura de seu romance, de seus contos, poemas e pe\u00e7as, al\u00e9m de propiciar uma viagem no tempo de volta \u00e0 Inglaterra vitoriana, encanta pela eleg\u00e2ncia de suas palavras, pela espirituosidade, pela express\u00e3o de id\u00e9ias anticonvencionais e por uma sensibilidade acentuada.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET.\u00a0Todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Para melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dublin, Irlanda, 1854 &#8211; \u2020 Paris, Fran\u00e7a, 1900 De fam\u00edlia abastada, estudou em Oxford, onde liderou um movimento cultural que propunha o hedonismo extremado. O retrato de Dorian Gray, seu \u00fanico romance, que possui in\u00fameras tradu\u00e7\u00f5es em dezenas de l\u00ednguas, desde o seu lan\u00e7amento provocou rea\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas de ira e de admira\u00e7\u00e3o. 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