﻿{"id":7298,"date":"2017-04-19T10:39:08","date_gmt":"2017-04-19T13:39:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=7298"},"modified":"2017-04-19T10:48:57","modified_gmt":"2017-04-19T13:48:57","slug":"quando-todo-dia-era-dia-de-indio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=7298","title":{"rendered":"Quando todo dia era dia de \u00edndio"},"content":{"rendered":"<p>Calcula-se que eles eram cerca de quatro milh\u00f5es, espalhados pela <em>Terra Brasilis<\/em>. Hoje, segundo o site da FUNAI, n\u00e3o passam de 460 mil. Os \u00edndios das Am\u00e9ricas \u2013 assim chamados porque, em um primeiro momento, Colombo acreditou ter chegado \u00e0s \u00cdndias \u2013 ganharam um dia s\u00f3 para eles em 19 de abril de 1940, durante o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano realizado na cidade de Patzcuaro no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>No Brasil, o 19 de abril s\u00f3 virou Dia do \u00cdndio tr\u00eas anos depois, quando Get\u00falio Vargas colocou a data no calend\u00e1rio oficial do pa\u00eds. Para marcar o dia, separamos alguns trechos de livros que trazem o \u00edndio como personagem principal ou como tema central. Vale a pena ler e descobrir uma \u00e9poca em que, como diria Baby do Brasil (ex Baby Consuelo), \u201ctodo dia era dia de \u00edndio\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Brasil-Terra_a_vista1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7299\" title=\"Brasil Terra_a_vista\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Brasil-Terra_a_vista1-179x300.jpg\" width=\"69\" height=\"122\" \/><\/a><em><strong>Com as cores do amanhecer tingindo a cena de dourado, os seis ou sete homens\u00a0 que estavam na praia juntaram seus arcos e flechas e se prepararam para um encontro com os desconhecidos. De onde viriam os rec\u00e9m-chegados? De alguma ilha ou de alguma terra al\u00e9m-mar? Vinham provavelmente da Terra Sem Males, julgaram os mais experientes: o lugar onde todos eram felizes e ningu\u00e9m morria, e que ficava para l\u00e1 da imensid\u00e3o das \u00e1guas salgadas<\/strong><\/em> (<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=610619&amp;ID=917384\" target=\"_blank\"><em>Brasil: Terra \u00e0 Vista!<\/em> <\/a>, de Eduardo Bueno)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Guarani-O-nv1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7300\" title=\"Guarani, O nv\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Guarani-O-nv1-181x300.jpg\" width=\"70\" height=\"119\" \/><\/a><em><strong>Nesse mesmo instante, dois segundos talvez depois que a \u00faltima flecha ca\u00edra no aposento, a folhagem do \u00f3leo que ficava fronteiro \u00e0 janela de Cec\u00edlia agitou-se e um vulto embalan\u00e7ando-se sobre o abismo, suspenso por um fr\u00e1gil galho de \u00e1rvore, veio cair sobre o peitoril. A\u00ed agarrando-se \u00e0 ombreira saltou dentro do aposento com uma agilidade extraordin\u00e1ria; a luz dando em cheio sobre ele desenhou o seu corpo flex\u00edvel e as suas formas esbeltas. Era Peri.<\/strong><\/em> (<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=292715&amp;ID=838454\" target=\"_blank\">O Guarani<\/a><\/em>, de Jos\u00e9 de Alencar)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/naufragiosnovo1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7304\" title=\"naufragiosnovo\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/naufragiosnovo1-177x300.jpg\" width=\"71\" height=\"119\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/naufragiosnovo1-177x300.jpg 177w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/naufragiosnovo1-606x1023.jpg 606w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/naufragiosnovo1.jpg 814w\" sizes=\"auto, (max-width: 71px) 100vw, 71px\" \/><\/a><em><strong>Toda essa gente \u00e9 guerreira e possui tanta ast\u00facia para proteger-se de seus inimigos como se fossem criados na It\u00e1lia e em cont\u00ednua guerra. Quando est\u00e3o em guerra costumam assentar suas casas nas encostas dos morros, fazendo cavernas nestes, que \u00e9 onde costumam dormir. As mulheres e as crian\u00e7as s\u00e3o levadas par as partes mais altas, atrav\u00e9s de estreitas trilhas que abrem. Os homens andam com o corpo totalmente pintado, como forma de camuflagem.<\/strong><\/em> (<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=610619&amp;ID=819200\" target=\"_blank\">Naufr\u00e1gios &amp; Coment\u00e1rios<\/a><\/em>, de \u00c1lvaro N\u00fa\u00f1es Cabeza de Vaca)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/paraisodestruido1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7303 alignleft\" title=\"paraisodestruido\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/paraisodestruido1-180x300.jpg\" width=\"72\" height=\"121\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/paraisodestruido1-180x300.jpg 180w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/paraisodestruido1-616x1024.jpg 616w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/paraisodestruido1.jpg 843w\" sizes=\"auto, (max-width: 72px) 100vw, 72px\" \/><\/a><strong><em>Certa vez, os \u00edndios vinham ao nosso encontro para nos receber, \u00e0 dist\u00e2ncia de dez l\u00e9guas de uma grande vila, com v\u00edveres e viandas delicadas e toda esp\u00e9cie de outras demonstra\u00e7\u00f5es de carinho. E tendo chegado ao lugar, deram-nos grande quantidade de peixe, de p\u00e3o e de outras viandas, assim como tudo quanto puderam dar. Mas es incontinenti que o Diabo se apoderara dos espanh\u00f3is e que passam a fio de espada, na minha presen\u00e7a e sem causa alguma&#8230;<\/em><\/strong> (<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=610619&amp;ID=735451\" target=\"_blank\">O para\u00edso destru\u00eddo<\/a><\/em>, de Frei Bartolom\u00e9 de Las Casas)<\/p>\n<p><em><strong><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/duas_viagens_ao_brasil2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7314\" title=\"duas_viagens_ao_brasil\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/duas_viagens_ao_brasil2-180x300.jpg\" width=\"73\" height=\"124\" \/><\/a>Dev\u00edamos tomar cuidados especiais com os Tupinamb\u00e1s duas vezes por ano, quando entravam com viol\u00eancia nas terras dos Tupiniquins. Uma dessas \u00e9pocas \u00e9 novembro, quando o milho, que eles chamam de abati, fica maduro, e com o qual preparam uma bebida que chamam de cauim. Para tanto tamb\u00e9m usam ra\u00edzes de mandioca, de que empregam um pouco na mistura.<\/strong><\/em> (<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=610619&amp;ID=748099\" target=\"_blank\">Duas viagens ao Brasil<\/a><\/em>, de Hans Staden)<\/p>\n<p><strong><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/menino_levado_ceu.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-28002\" alt=\"Capa_menino_levado_ceu.indd\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/menino_levado_ceu-209x300.jpg\" width=\"92\" height=\"131\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/menino_levado_ceu-209x300.jpg 209w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/menino_levado_ceu-715x1024.jpg 715w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/menino_levado_ceu.jpg 1893w\" sizes=\"auto, (max-width: 92px) 100vw, 92px\" \/><\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p><em id=\"__mceDel\"><strong><em>Do c\u00e9u a banda de dentro, \/ o menininho mostra a Terra, \/ e de dentro desse c\u00e9u ele descobre \/ que a terra dos caxinau\u00e1s n\u00e3o \u00e9 grande \/ e que os rios tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o largos. \/ Por exemplo, diz ele, apontando para baixo, \/ aquele rio ali \u00e9 s\u00f3 uma sucuri gigante \/ estendida no meio da relva! \/ E da Terra, quer dizer, do c\u00e9u da Terra, \/ quer dizer, do c\u00e9u aqui onde estou, \/ os narizes tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o grandes, \/ nem o meu corpo t\u00e3o doente quanto era, \/ porque do c\u00e9u da banda de dentro \/ tudo fica muito bonito, lindo de morrer, \/ e sabe disso at\u00e9 quem morre, \/ diz o menino levado ao c\u00e9u pela andorinha.<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em>(<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=648474&amp;ID=517474\" target=\"_blank\"><em>O menino levado ao c\u00e9u pela andorinha &#8211; Poemas e cantos ind\u00edgenas<\/em><\/a>, sele\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Capparelli)\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Calcula-se que eles eram cerca de quatro milh\u00f5es, espalhados pela Terra Brasilis. Hoje, segundo o site da FUNAI, n\u00e3o passam de 460 mil. Os \u00edndios das Am\u00e9ricas \u2013 assim chamados porque, em um primeiro momento, Colombo acreditou ter chegado \u00e0s \u00cdndias \u2013 ganharam um dia s\u00f3 para eles em 19 de abril de 1940, durante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1633,1628,1629,1626,1636,88,1635,1627,1260,1637,1631,1632,1630,1634],"class_list":["post-7298","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-alvaro-nunes-cabeza-de-vaca","tag-baby-do-brasil","tag-brasil-terra-a-vista","tag-dia-do-indio","tag-duas-viagens-ao-brasil","tag-eduardo-bueno","tag-frei-bartolome-de-las-casas","tag-funai","tag-getulio-vargas","tag-hans-staden","tag-jose-de-alencar","tag-naufragios-e-comentarios","tag-o-guarani","tag-o-paraiso-destruido"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7298"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7322,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7298\/revisions\/7322"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}