﻿{"id":7262,"date":"2011-04-18T11:07:31","date_gmt":"2011-04-18T14:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=7262"},"modified":"2011-04-18T11:07:31","modified_gmt":"2011-04-18T14:07:31","slug":"o-dia-em-que-o-cerebro-de-einstein-se-foi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=7262","title":{"rendered":"O dia em que o c\u00e9rebro de Einstein se foi"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Albert_Einstein.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7268 alignleft\" title=\"Albert_Einstein\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Albert_Einstein-237x300.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Albert_Einstein-237x300.jpg 237w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/Albert_Einstein.jpg 360w\" sizes=\"auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/><\/a>Inverno de 1955: Einstein est\u00e1 velho, esgotado. Seus raros visitantes n\u00e3o reconhecem mais o homem outrora risonho. O rosto est\u00e1 cavado. Rugas marcam cada pedacinho da pele. O olhar perdeu todo o brilho. Seu discurso \u00e9 desprovido de qualquer vigor, de qualquer otimismo. Ele v\u00ea o mundo correndo para a morte, levado pela loucura dos homens. Lamenta por vezes n\u00e3o ter consumado sua tarefa e lan\u00e7a seu doravante c\u00e9lebre: \u201cSe fosse para recome\u00e7ar, eu teria sido encanador&#8230;\u201d. Ele perdeu, um a um, todos os seus. Os que ele amara, os que haviam acompanhado os dias felizes e os dias de desespero, os que o haviam apoiado. (&#8230;) <\/em><em>Seu filho Hans Albert veio da Calif\u00f3rnia para ficar com ele. Einstein esbo\u00e7a um sorriso ao v\u00ea-lo. O filho senta-se na cabeceira do pai, coloca a m\u00e3o em cima da m\u00e3o do s\u00e1bio. Uma m\u00e3o fria, t\u00e3o fria. Permanecem calmos os dois. Einstein olha para o filho. O brilho do seu olhar renasce por um instante. (&#8230;) <\/em><em>Ele fica sozinho. Algu\u00e9m apagou a luz. Ou talvez seja seu olhar que n\u00e3o v\u00ea mais. Uma noite eterna \u2013 alguma vez acreditou nisso? N\u00e3o percebe mais o encadeamento dos minutos e das horas. Mas talvez o tempo tenha acelerado sua corrida. Diz a si mesmo que abra\u00e7ou o tempo, que o apertou com a mesma for\u00e7a, ele se lembra agora, com uma energia igual \u00e0quela que usara ao abra\u00e7ar o pai e a m\u00e3e, que foram esper\u00e1-lo na esta\u00e7\u00e3o de P\u00e1via quando ele tinha quinze anos e tinha abandonado, envergonhado, por\u00e9m determinado, o gin\u00e1sio de Munique. (&#8230;) <\/em><em>Agora ele tent<\/em><em>a mexer o bra\u00e7o, mas n\u00e3o tem mais for\u00e7as. Seu bra\u00e7o n\u00e3o mexe. Seu corpo n\u00e3o responde mais. Talvez o aneurisma tenha se rompido. A bomba explodiu no meio de sua barriga. O cataclismo interior foi desencadeado. A hemorragia interna. Ainda bem que ele aceitou as inje\u00e7\u00f5es. N\u00e3o sente a intensidade da dor. Algu\u00e9m acendeu a luz. Uma senhora de roupa branca. Ela se aproxima de seu rosto. Algumas palavras, cujo sentido ele mesmo n\u00e3o chega a captar, escapam de seus pr\u00f3prios l\u00e1bios. \u00c9 alem\u00e3o, o que ela pode compreender, essa senhora de roupa branca que aproximou o ouvido de sua boca? \u00c9 alem\u00e3o, colorido de sotaque su\u00e1bio. \u00c9 uma hora e quinze da manh\u00e3. Chegou a hora de Albert se juntar aos seus. <\/em>(trechos de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=638453&amp;ID=949362\">Albert Einstein<\/a><\/em>, de Laurent Seksik, <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=510927&amp;SubsecaoID=0&amp;Serie=Biografias\" target=\"_blank\">S\u00e9rie Biografias L&amp;PM<\/a>)<em>\u00a0<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Albert Einstein morreu em 18 de abril de 1955, aos 76 anos, v\u00edtima de um aneurisma que desencadeou uma hemorragia interna. Durante a aut\u00f3psia, sem que ningu\u00e9m percebesse, seu c\u00e9rebro foi roubado pelo patologista do Hospital de Princeton, o doutor Thomas Harvey. Harvey levou o c\u00e9rebro de Einstein para sua casa, onde o dissecou para estudos, na esperan\u00e7a de descobrir o que havia por dentro da mente do g\u00eanio. N\u00e3o chegou a grandes conclus\u00f5es, mas deixou uma boa hist\u00f3ria para contar. Ali\u00e1s, a\u00a0hist\u00f3ria do mist\u00e9rio envolvendo o sumi\u00e7o do c\u00e9rebro de Einstein deu origem a alguns document\u00e1rios. Um deles, exibido pela National Geographic, tem dublagem em portugu\u00eas. Mas aten\u00e7\u00e3o: se o seu est\u00f4mago for sens\u00edvel \u00e0 aut\u00f3psias, recomendamos assistir de olhos fechados:<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"427\" height=\"326\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube-nocookie.com\/v\/UYJOotTWaLQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"427\" height=\"326\" src=\"http:\/\/www.youtube-nocookie.com\/v\/UYJOotTWaLQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inverno de 1955: Einstein est\u00e1 velho, esgotado. 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