﻿{"id":661,"date":"2010-04-26T19:16:35","date_gmt":"2010-04-26T19:16:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=661"},"modified":"2010-04-26T19:32:39","modified_gmt":"2010-04-26T19:32:39","slug":"duas-opinioes-sobre-a-alice-de-burton","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=661","title":{"rendered":"Duas opini\u00f5es sobre a <i>Alice<\/i> de Burton"},"content":{"rendered":"<p>O frenesi para ver a adapta\u00e7\u00e3o de Tim Burton de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=646636&amp;ID=723316\" target=\"_blank\"><strong>Alice no Pa\u00eds das Maravilhas<\/strong><\/a><\/em> levou a Paula, coordenadora do n\u00facleo de comunica\u00e7\u00e3o da L&amp;PM, e a T\u00e1ssia, assessora de imprensa, ao cinema no final de semana de estreia do filme no Brasil. As impress\u00f5es das duas a gente publica agora:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"alicepost\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/alicepost.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"240\" \/><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/alicepost.jpg\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Que<\/strong><strong> pa\u00eds das maravilhas \u00e9 esse?<\/strong><\/p>\n<p><em>Por<\/em><em> Paula Taitelbaum<br \/>\n<\/em>Eu juro que fui preparada para assistir a uma vers\u00e3o da hist\u00f3ria. Juro que eu sabia que, para gostar do filme, teria que deixar o mundo liter\u00e1rio e entrar de cabe\u00e7a no mundo visual (e virtual). Eu j\u00e1 tinha sido avisada \u2013 e bem avisada pela m\u00eddia \u2013 de que a Alice de Burton era outra. Mesmo assim, n\u00e3o adiantou. Como grande amante do livro, n\u00e3o consegui gostar do filme. Acho at\u00e9 que prefiro a primeira vers\u00e3o da Disney.<br \/>\nMas nem tudo me desagradou, \u00e9 claro. O figurino de Alice \u00e9 dos melhores. E desde que a mo\u00e7a entra na toca do coelho, troca de roupa cada vez que diminui ou aumenta de tamanho, o que acontece v\u00e1rias vezes. At\u00e9 a armadura com a qual ela enfrenta o drag\u00e3o malvado \u00e9 digna de uma diva pop. Mas tirando isso, sa\u00ed com a sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 muito marketing para pouco enredo.<br \/>\nNa minha humilde opini\u00e3o (essa pseudocr\u00edtica n\u00e3o passa de algo pessoal com a qual voc\u00ea tem todo o direito de n\u00e3o concordar), o que mais me irritou foi a luta do bem contra o mal. Enquanto no livro n\u00e3o h\u00e1 mocinhos e bandidos, no filme h\u00e1 her\u00f3is e vil\u00f5es. No Pa\u00eds das Maravilhas original todos s\u00e3o malucos, mas em suas maluquices ironizam o mundo real de forma inteligente. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o rir quando se l\u00ea o livro. No Pa\u00eds das Maravilhas de Tim Burton, os loucos, com destaque para o Chapeleiro Johnny Deep, s\u00e3o melanc\u00f3licos p\u00e1rias dignos de pena. E piedade n\u00e3o me parece um sentimento que Lewis Carroll quisesse estimular. Mas da\u00ed voltamos ao in\u00edcio: o filme prop\u00f5e-se a ser uma vers\u00e3o, n\u00e3o uma adapta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nS\u00f3 que a adapta\u00e7\u00e3o de Burton, volto a repetir, n\u00e3o me convenceu. Mesmo sendo g\u00f3tico, o diretor \u00e9 norte-americano demais para a inglesa Alice. Na verdade, acho at\u00e9 que ele se enganou de filme: o que Burton fez foi filmar <em>O M\u00e1gico de Oz<\/em>. Assista ao filme e depois me diga: Alice n\u00e3o est\u00e1 mais pra Dorothy? O Chapeleiro n\u00e3o est\u00e1 a cara de um espantalho? A Rainha Branca n\u00e3o \u00e9 igualzinha \u00e0 Bruxa Boa do Leste? A Rainha Vermelha n\u00e3o poderia ser a Bruxa M\u00e1 do Oeste?<br \/>\nMas n\u00e3o desanime: minha filha de nove anos gostou&#8230;<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAlice para crian\u00e7as. S\u00f3 para crian\u00e7as.<\/strong><\/p>\n<p><em>Por<\/em><em> T\u00e1ssia Kastner<br \/>\n<\/em>Na edi\u00e7\u00e3o de bolso de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas, publicada pela L&amp;PM, a obra \u00e9 apresentada como \u201cO mais estranho e fascinante livro para crian\u00e7as (s\u00f3 para crian\u00e7as?)\u201d. O sucesso da hist\u00f3ria atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, entre adultos e crian\u00e7as, est\u00e1 em n\u00e3o ter solu\u00e7\u00e3o para as perguntas. Tim Burton, em sua adapta\u00e7\u00e3o para o cinema, tem uma resposta: sim, s\u00f3 para crian\u00e7as.<br \/>\nPorque a hist\u00f3ria que nos conta o aclamado diretor \u00e9 uma narrativa linear, permeada por todos os principais elementos j\u00e1 consolidados no imagin\u00e1rio popular sobre o que \u00e9 a hist\u00f3ria da Alice de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=505364\" target=\"_blank\">Lewis Carroll<\/a>. Uma menina, um coelho branco, um chapeleiro, um gato risonho, rainhas, charadas. Tudo isso est\u00e1 l\u00e1, devidamente organizado. Para Tim Burton, Alice tem 19 anos, est\u00e1 prestes a ser pedida em casamento, diz que precisa de um tempo para pensar e sai a perseguir um coelho \u2013 aquele coelho que todos conhecemos. O caminho, como tamb\u00e9m sabemos, a levar\u00e1 ao buraco \u201cporta de entrada\u201d do mundo que teimava em existir em seus sonhos desde os cinco anos \u2013 primeira vez que estivera no Pa\u00eds das Maravilhas.<br \/>\nA partir da\u00ed, muitas cenas de a\u00e7\u00e3o, t\u00edpicas dos cl\u00e1ssicos infantis e infanto-juvenis da Disney. O visual, todos sabem, enche os olhos, a linguagem 3D \u00e9 muito bem explorada e sem excessos. A queda de Alice no buraco \u00e9 um brilhante jogo de perspectiva e faz o 3D finalmente ser mais do que uma profus\u00e3o de objetos saltando da tela em dire\u00e7\u00e3o ao espectador.<br \/>\nQuem pouco aparece \u00e9 o Senhor Tempo, com exce\u00e7\u00e3o da cena do ch\u00e1, quando \u00e0 mesa, todos dizem que aguardavam Alice para a batalha que os libertaria daquele dia em que ela estivera l\u00e1 pela \u00faltima vez. Alice mal sabe que est\u00e1 atrasada. Responde sem d\u00favidas \u00e0 pergunta da lagarta azul: Sou Alice. A charada insol\u00favel vira quase um bord\u00e3o repetido ao longo do filme, e ela n\u00e3o ter resposta j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma perda de tempo.<br \/>\nCom um roteiro desprovido da fantasia do original de Carroll, restam apenas as persegui\u00e7\u00f5es e as atua\u00e7\u00f5es cuidadosamente afetadas de Johnny Depp e de Helena Bonham Carter. J\u00e1 Tim Burton est\u00e1 ali quase que somente pelas peles p\u00e1lidas e olheiras, sua heran\u00e7a expressionista, como se o excesso de cores do Pa\u00eds das Maravilhas tivesse tirado as formas e a est\u00e9tica que consagraram o diretor. As \u00e1rvores e seus troncos retorcidos s\u00e3o o que de mais pr\u00f3ximo h\u00e1 na linguagem tradicional do cineasta (bem parecido com <em>Noiva-Cad\u00e1ver<\/em>, anima\u00e7\u00e3o de 2005).<br \/>\nA beleza do cen\u00e1rio e o uso das cores s\u00e3o o mais interessante das duas horas de filme. Ainda que n\u00e3o seja o melhor de Tim Burton, a est\u00e9tica do diretor ainda faz valer o ingresso do cinema. J\u00e1 o on\u00edrico e fant\u00e1stico mundo de Alice, esse \u00e9 melhor buscar nos livros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O frenesi para ver a adapta\u00e7\u00e3o de Tim Burton de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas levou a Paula, coordenadora do n\u00facleo de comunica\u00e7\u00e3o da L&amp;PM, e a T\u00e1ssia, assessora de imprensa, ao cinema no final de semana de estreia do filme no Brasil. 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