﻿{"id":6242,"date":"2011-03-01T17:38:46","date_gmt":"2011-03-01T20:38:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=6242"},"modified":"2014-08-25T15:02:18","modified_gmt":"2014-08-25T18:02:18","slug":"17-quando-brad-pitt-fez-o-meu-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=6242","title":{"rendered":"17. &#8220;Quando Brad Pitt fez o meu papel&#8230;&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ERA-UMA-VEZ-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-6244\" title=\"ERA UMA VEZ 2\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ERA-UMA-VEZ-2-1024x122.jpg\" width=\"450\" height=\"53\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ERA-UMA-VEZ-2-1024x122.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ERA-UMA-VEZ-2-300x35.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/ERA-UMA-VEZ-2.jpg 1121w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>*Por Ivan Pinheiro Machado<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/sete_anos_tibet.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-6246\" title=\"sete_anos_tibet\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/sete_anos_tibet-181x300.jpg\" width=\"145\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/sete_anos_tibet-181x300.jpg 181w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/sete_anos_tibet-620x1024.jpg 620w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/sete_anos_tibet.jpg 1254w\" sizes=\"auto, (max-width: 145px) 100vw, 145px\" \/><\/a>Heinrich Harrer estava muito \u00e0 vontade naquele belo sal\u00e3o no Frankfurter Hoff, melhor hotel de Frankfurt e um dos mais aristocr\u00e1ticos da Alemanha. Na Feira Internacional do Livro de Frankfurt de 1999, ele curtia o incr\u00edvel \u00eaxito internacional do seu livro \u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=912229&amp;ID=626281\" target=\"_blank\">Sete anos no Tibet<\/a>\u201d, publicado com sucesso h\u00e1 mais de 45 anos e que acabara de ser subitamente re-catapultado\u00a0\u00e0 categoria de best-seller gra\u00e7as\u00a0\u00e0\u00a0\u00a0badala\u00e7\u00e3o em torno do rec\u00e9m-lan\u00e7ado filme de Jean-Jacques Annaud. Seu agente, Paul Marsh, falecido em 2009, organizara um coquetel convidando os editores dos quase 80 pa\u00edses que publicavam o livro (foi traduzido em 53 idiomas e, em 1954, quando lan\u00e7ado nos Estados Unidos foi best-seller com mais de 3 milh\u00f5es de livros vendidos). Eu estava l\u00e1 como editor brasileiro de Harrer. Ele tinha rec\u00e9m completado seus 86 anos e conversava individualmente com todos os editores presentes\u00a0no coquetel. Quando chegou a minha vez, ele foi especialmente simp\u00e1tico\u00a0ao saber\u00a0que eu era brasileiro. Fez v\u00e1rias perguntas a respeito da realidade do pa\u00eds e me contou rapidamente a incr\u00edvel aventura que ele viveu na Amaz\u00f4nia. Mr. Harrer decididamente n\u00e3o gostava de uma vida pacata. Depois de fugir de uma pris\u00e3o na \u00cdndia, de atravessar o Himalaia a p\u00e9 e passar\u00a0sete anos no Tibet, decidiu explorar a \u00a0misteriosa Amaz\u00f4nia. Foi no ano de 1957 e, acompanhado de seu amigo, o pr\u00edncipe Leopoldo III da B\u00e9lgica, subiu de barco o rio Amazonas at\u00e9 pr\u00f3ximo de sua nascente no Peru. A aventura durou\u00a0sete meses e ele pegou uma mal\u00e1ria que, segundo\u00a0disse\u00a0\u201cme acompanha at\u00e9 hoje\u201d. Mais que a aventura amazonense de Mr. Harrer,\u00a0 marcou-me uma frase sua a respeito do filme: \u201cO Brad Pitt fez muito bem o meu papel. N\u00e3o reclamo. A \u00fanica restri\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele est\u00e1 muito s\u00e9rio e eu era mais expansivo&#8230;\u201d Que tal?<\/p>\n<div id=\"attachment_6252\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/brad.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6252\" class=\"size-medium wp-image-6252 \" title=\"Sete anos no Tibet\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/brad-300x200.jpg\" width=\"210\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/brad-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/brad.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6252\" class=\"wp-caption-text\">Cena do filme &#8220;Sete anos no Tibet&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Pra quem j\u00e1 esqueceu, Harrer\/Brad Pitt era alem\u00e3o e chegou ao Tibet fugido de um campo de prisioneiros ingl\u00eas na \u00cdndia em 1945. L\u00e1, ele conheceu o jovem 14\u00ba Dalai Lama de quem foi durante\u00a0sete anos uma esp\u00e9cie de tutor, ensinando l\u00ednguas, geografia e rela\u00e7\u00f5es com o Ocidente. O livro e o filme contam a estadia tibetana de Harrer encarnado por Brad Pitt. Dalai Lama est\u00e1 vivo (e bem vivo) defendendo a causa da independ\u00eancia tibetana. Heinrich Harrer foi tamb\u00e9m um grande defensor da causa e morreu em 2006 aos 93 anos na \u00c1ustria.<\/p>\n<div id=\"attachment_6249\" style=\"width: 220px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6249\" class=\"size-medium wp-image-6249 \" title=\"Harrer e o Dalai Lama\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/DalaieHarrer3-300x228.jpg\" width=\"210\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/DalaieHarrer3-300x228.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/DalaieHarrer3.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><p id=\"caption-attachment-6249\" class=\"wp-caption-text\">Harrer e o Dalai Lama<\/p><\/div>\n<p>Na d\u00e9cada de 1940, Heinrich Harrer foi um dos grandes esportistas alem\u00e3es, atleta ol\u00edmpico em esportes de inverno e alpinista famoso, tendo escalado grandes montanhas no Alasca, nos Andes, na \u00c1frica, Nova Guin\u00e9, Europa e \u00c1sia. Seu nome, como esportista, chegou a ser explorado na propaganda do regime de Adolph Hitler. Mais tarde, ele reconheceu que cometera um grande erro, permitindo que associassem o seu nome ao nazismo e, logo ap\u00f3s a guerra,\u00a0Harrer reconheceu o mal que Hitler causou ao mundo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=6329\" target=\"_blank\"><strong><em>Para ler o pr\u00f3ximo post da s\u00e9rie &#8220;Era uma vez uma editora&#8230;&#8221; clique aqui.<\/em><\/strong><\/a><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Ivan Pinheiro Machado Heinrich Harrer estava muito \u00e0 vontade naquele belo sal\u00e3o no Frankfurter Hoff, melhor hotel de Frankfurt e um dos mais aristocr\u00e1ticos da Alemanha. 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