﻿{"id":5145,"date":"2011-01-04T14:03:26","date_gmt":"2011-01-04T16:03:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=5145"},"modified":"2014-08-25T11:04:32","modified_gmt":"2014-08-25T14:04:32","slug":"um-brinde-com-woody-allen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=5145","title":{"rendered":"9. Um brinde com Woody Allen"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/ERA-UMA-VEZ-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5154 aligncenter\" title=\"ERA UMA VEZ 2\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/ERA-UMA-VEZ-2-1024x122.jpg\" width=\"450\" height=\"53\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/ERA-UMA-VEZ-2-1024x122.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/ERA-UMA-VEZ-2-300x35.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/ERA-UMA-VEZ-2.jpg 1121w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Por Ivan Pinheiro Machado*<\/em><\/p>\n<p>Quando publicamos <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=673729&amp;ID=848281\" target=\"_blank\">Cuca Fundida<\/a><\/em>, em 1978, Woody Allen ainda n\u00e3o era Woody Allen. Se \u00e9 que me entendem. S\u00f3 no ano seguinte ele ganharia todos os Oscars a que tinha direito com seu consagrad\u00edssimo \u201cAnnie Hall\u201d, que no Brasil foi pateticamente batizado\u00a0de \u201cNoivo neur\u00f3tico, noiva nervosa\u201d. O livro foi uma indica\u00e7\u00e3o de Luis Fernando Ver\u00edssimo, sempre muito bem informado sobre literatura americana. Al\u00e9m disso, houve o acaso de eu encontrar em Frankfurt, na Feira de 1977, o agente de Allen. Avalizado pelo ent\u00e3o editor da Nova Fronteira, Roberto Rieth Correa, fizemos o segundo contrato internacional da L&amp;PM. Ruy Castro foi o tradutor e lan\u00e7amos <em>Cuca Fundida<\/em> no final de 1978. Em <a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Cuca-fundida.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5151\" title=\"Cuca fundida\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Cuca-fundida-194x300.jpg\" width=\"176\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Cuca-fundida-194x300.jpg 194w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Cuca-fundida-664x1024.jpg 664w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/Cuca-fundida.jpg 1590w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><\/a>mar\u00e7o do ano seguinte, Woody Allen foi \u201cOscarizado\u201d e o livro decolou na lista dos mais vendidos. Depois disso, editamos <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=527090&amp;ID=708053\">Sem Plumas<\/a><\/em> e <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=527090&amp;ID=615263\" target=\"_blank\">Que Loucura!<\/a><\/em>, hoje reeditados na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket, e mais os roteiros <em>Manhattan<\/em> e <em>Play it again Sam<\/em>, as pe\u00e7as de teatro <em>L\u00e2mpada Flutuante<\/em> e <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=619066&amp;ID=635452\" target=\"_blank\">Adult\u00e9rios<\/a><\/em> e um livro em quadrinhos, <em>O nada e mais alguma coisa<\/em>. O Paulo Lima, que como voc\u00eas sabem \u00e9 o \u201cL\u201d da L&amp;PM, estava em Nova York no final dos anos 80 e resolveu arriscar uma segunda-feira no Michael\u2019s, um tradicional pub na 55th Street (East side), onde Woody Allen costuma (ou costumava) tocar seu clarinete acompanhado de sua banda. O Lima \u00e9 um cara de sorte,<em> habitu\u00e9<\/em> de N. York (<a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=5037\" target=\"_blank\">veja o post<\/a> em que ele abafou no Limelight como s\u00f3sia do Spielberg) e achou que era uma noite prop\u00edcia para o Woody aparecer por l\u00e1. Ele nunca avisa quando vai, mas se for, \u00e9 sempre numa segunda-feira. N\u00e3o deu outra. Paulo Lima estava rec\u00e9m brindando com sua jovem companhia, quando o astro surgiu no palco. Tocou cerca de uma hora e, em seguida, foi jantar num lugar mais ou menos protegido dos curiosos, no pr\u00f3prio restaurante. Paulo Lima n\u00e3o confessa, mas tenho certeza de que ele quis impressionar sua companhia. Levantou-se e para espanto da mo\u00e7a ele disse \u201cVou l\u00e1 bater um papo como o Woody Allen\u201d. Ela gaguejou: \u201cmas e os seguran\u00e7as?\u201d (havia um par de trogloditas de 2 metros e meio de altura impedindo a aproxima\u00e7\u00e3o dos curiosos). \u201cDeixa comigo\u201d sussurrou o Lima. E foi na dire\u00e7\u00e3o da mesa onde Woody Allen jantava com Mia Farrow e um casal de amigos, Kirk Douglas e sua mulher. Quando o gorila deu um passo para impedir que prosseguisse, Paulo Lima, no seu impec\u00e1vel ingl\u00eas de Cambridge falou alto \u201csou o editor brasileiro de Mr. Allen\u201d. Ele ouviu, virou-se e, vendo Lima luzindo no seu terno preto e gravata Herm\u00e9s, pediu que ele passasse. Afinal, era o seu editor e, nos pa\u00edses civilizados, esta \u00e9 uma profiss\u00e3o importante. Lima conversou rapidamente, apresentou-se, fez uns poucos coment\u00e1rios e pediu para o gar\u00e7om 5 ta\u00e7as de Dom Perignon ano 1963 para um brinde com Woody, senhora e seus convidados. A seguir, cumprimentou-os e retirou-se para a sua mesa, olhado com inveja e admira\u00e7\u00e3o por todo o Michael\u2019s. Na mesa, sua jovem acompanhante estava perplexa e encantada com aquela contundente demonstra\u00e7\u00e3o de prest\u00edgio&#8230;<\/p>\n<p>Abaixo, voc\u00ea pode conhecer o Michael\u00b4s Pub em\u00a0um v\u00eddeo que mostra Woody Allen tocando\u00a0ao lado\u00a0Eddy Davis:<\/p>\n<p><object width=\"442\" height=\"337\" classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YZ2jGywOhfk?fs=1&amp;hl=pt_BR\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed width=\"442\" height=\"337\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/YZ2jGywOhfk?fs=1&amp;hl=pt_BR\" allowFullScreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=5326\" target=\"_blank\"><strong>Para ler o pr\u00f3ximo post da s\u00e9rie &#8220;Era uma vez uma editora&#8230;&#8221; clique aqui.<\/strong><\/a><br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ivan Pinheiro Machado* Quando publicamos Cuca Fundida, em 1978, Woody Allen ainda n\u00e3o era Woody Allen. Se \u00e9 que me entendem. S\u00f3 no ano seguinte ele ganharia todos os Oscars a que tinha direito com seu consagrad\u00edssimo \u201cAnnie Hall\u201d, que no Brasil foi pateticamente batizado\u00a0de \u201cNoivo neur\u00f3tico, noiva nervosa\u201d. O livro foi uma indica\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[777,1],"tags":[290,287,5795,23,616,1052,390,1051,848,288,289,286],"class_list":["post-5145","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-era-uma-vez-uma-editora","category-sem-categoria","tag-adulterios","tag-cuca-fundida","tag-era-uma-vez-uma-editora","tag-ivan-pinheiro-machado","tag-jazz","tag-michaels-pub","tag-nova-york","tag-oscar","tag-paulo-lima","tag-que-loucura","tag-sem-plumas","tag-woody-allen"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5145"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24908,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5145\/revisions\/24908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}