﻿{"id":4962,"date":"2010-12-22T16:18:51","date_gmt":"2010-12-22T18:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=4962"},"modified":"2010-12-22T22:48:11","modified_gmt":"2010-12-23T00:48:11","slug":"robin-woody","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=4962","title":{"rendered":"Robin Woody"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Paula Taitelbaum<\/em><\/p>\n<p>Ele rouba dos ricos (personagens) para dar aos pobres (de esp\u00edrito). \u00c9 um her\u00f3i, uma personalidade, uma lenda. E vive na pulsante floresta de Newyorkwood. Ele \u00e9 \u201cRobin\u201d Woody Allen e, mais uma vez, invadiu as ruas da Inglaterra para tentar acertar os cora\u00e7\u00f5es e mentes com sua c\u00e2mera. Em <em>Voc\u00ea vai conhecer o homem dos seus sonhos<\/em>, o cineasta parece estar no fundo da sala, espreitando como se fosse um ladr\u00e3o a espera da pr\u00f3xima v\u00edtima. S\u00f3 que dessa vez, no farfalhar do roteiro, h\u00e1 muito mais desconforto do que gra\u00e7a. Ter\u00e1 Woody preparado uma armadilha? O que ter\u00e1 ele escondido atr\u00e1s daquela cena? Qual o rastro que deixar\u00e1 dessa vez? No lugar de respostas, quando os cr\u00e9ditos sobem, pairam d\u00favidas. E fica a sensa\u00e7\u00e3o de que ele cansou e simplesmente&#8230; <em>cut<\/em>. Passou a l\u00e2mina no rolo. Mas ent\u00e3o,\u00a0mudam\u00a0os dias no calend\u00e1rio e surge outra hip\u00f3tese. A de que \u201cRobin\u201d Woody Allen n\u00e3o estava nem um pouco interessado em resolver as tramas que criou. Ao contr\u00e1rio. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 a menor import\u00e2ncia se o bando de personagens ir\u00e1 resolver os seus conflitos: o casamento vai dar certo? O filho \u00e9 meu? O livro vai ser um sucesso? Vou conseguir ter o meu pr\u00f3prio neg\u00f3cio? Ningu\u00e9m sabe.\u00a0Porque a vida \u00e9 assim: apesar de desejarmos demais, n\u00e3o somos capazes de descobrir o que vai acontecer na cena seguinte da nossa exist\u00eancia.\u00a0 Ou seja:\u00a0sem final, a moral da hist\u00f3ria\u00a0\u00e9 sentida na pele. O futuro permanece uma inc\u00f3gnita. E s\u00f3 o que resta \u00e9 a certeza de que, na janela ao lado, pode haver algu\u00e9m que nos livre do peso da realidade. No caso do filme, os quatro personagens principais usam um coadjuvante como muleta para seguir em frente.\u00a0H\u00e1 uma vidente carinhosa, um chefe rico e charmoso, uma garota de programa gostosa, uma vizinha doce e deslumbrante. Todos eles\u00a0se revelem\u00a0uma fonte de prazer ou al\u00edvio. Mas n\u00e3o se iluda: mesmo encontrando o seu coadjuvante perfeito, isso n\u00e3o quer dizer que vai dar tudo certo. Talvez d\u00ea. Talvez n\u00e3o d\u00ea. Pensando bem, quem quiser saber o final da sua hist\u00f3ria que consulte uma cartomante. Ou v\u00e1 viver na floresta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/CARTAZ-WOODY.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4963  aligncenter\" title=\"CARTAZ WOODY\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/CARTAZ-WOODY.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/CARTAZ-WOODY.jpg 315w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/CARTAZ-WOODY-203x300.jpg 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paula Taitelbaum Ele rouba dos ricos (personagens) para dar aos pobres (de esp\u00edrito). \u00c9 um her\u00f3i, uma personalidade, uma lenda. E vive na pulsante floresta de Newyorkwood. 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