﻿{"id":4599,"date":"2015-12-08T09:55:23","date_gmt":"2015-12-08T11:55:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=4599"},"modified":"2015-12-08T09:55:43","modified_gmt":"2015-12-08T11:55:43","slug":"a-poeta-que-nasceu-casou-e-morreu-no-mesmo-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=4599","title":{"rendered":"A poeta portuguesa que nasceu, casou e morreu no mesmo dia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_4600\" style=\"width: 232px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/FLORBELA-E-SEU-PRIMEIRO-MARIDO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4600\" class=\"size-full wp-image-4600  \" title=\"FLORBELA E SEU PRIMEIRO MARIDO\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/FLORBELA-E-SEU-PRIMEIRO-MARIDO.jpg\" width=\"222\" height=\"383\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4600\" class=\"wp-caption-text\">Florbela Espanca, com dezenove anos, ao lado do primeiro marido<\/p><\/div>\n<p>Florbela Espanca era\u00a0l\u00edrica at\u00e9 no nome. Flertou com a morte em seus poemas, explicitou sua sedutora ang\u00fastia em versos, consagrou-se postumamente como uma das maiores poetas de l\u00edngua portuguesa. Em sua biografia, o dia 8 de dezembro aparece tr\u00eas vezes, formando um tri\u00e2ngulo de nascimento, amor e morte. Em 8 de dezembro de 1894, Florbela veio ao mundo\u00a0no Alentejo, em Portugal. Em 8 de dezembro de 1913, a jovem Florbela casou-se pela primeira vez. Em 8 de dezembro de 1930, Florbela optou por dormir e n\u00e3o mais acordar. Apesar de ser amplamente divulgado que\u00a0seu suic\u00eddio foi\u00a0planejado, essa afirma\u00e7\u00e3o ainda gera controv\u00e9rsias. O son\u00edfero Veronal, que ela tomava diariamente, era perigoso para quem tinha problemas pulmonares e card\u00edacos, como era seu caso. Associado ao cigarro, que ela fumava sem parar, a situa\u00e7\u00e3o poderia se agravar. No entanto, a hip\u00f3tese de premedita\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais aceita porque, ao ser encontrada j\u00e1 sem vida em seu quarto, havia sob a cama dois frascos de Veronal completamente vazios. Para completar, poucos dias antes de morrer, \u201cBela\u201d, como era conhecida, confessou a uma amiga de inf\u00e2ncia que, se passasse do dia do seu anivers\u00e1rio, morreria velha. O que n\u00e3o aconteceu. Florbela foi-se jovem, com apenas 36 anos. Em seus poemas, deixou claro que a morte era muito mais do que o fim: era a liberta\u00e7\u00e3o do sofrimento, era um passaporte para o infinito, era a forma de reencontrar o irm\u00e3o, Apeles, que morrera em um acidente a\u00e9reo. Foi ap\u00f3s a morte do irm\u00e3o, ali\u00e1s, que sua melancolia latejou de forma ainda mais intensa.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c0 MORTE<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Morte, minha Senhora Dona Morte,<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>T\u00e3o bom que deve ser o teu abra\u00e7o!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>L\u00e2nguido e doce como um doce la\u00e7o<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>E como uma raiz, sereno e forte.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>N\u00e3o h\u00e1 mal que n\u00e3o sare ou n\u00e3o conforte<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Tua m\u00e3o que nos guia passo a passo,<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Em ti, dentro de ti, no teu rega\u00e7o<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>N\u00e3o h\u00e1 triste destino nem m\u00e1 sorte.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Dona Morte dos dedos de veludo,<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Fecha-me os olhos que j\u00e1 viram tudo!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Prende-me as asas que voaram tanto!<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Vim da Moirama, sou filha de rei,<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>M\u00e1 fada me encantou e aqui fiquei<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00c0 tua espera,&#8230; quebra-me o encanto!<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em seus poemas e sonetos, Florbela Espanca n\u00e3o\u00a0explora somente\u00a0 a morte, mas tamb\u00e9m o amor e todas as sensa\u00e7\u00f5es que regem a vida. A L&amp;PM publica, na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp&amp;FiltroStr=florbela&amp;FiltroCampo=Autores&amp;I1.x=43&amp;I1.y=13\" target=\"_blank\">todos os seus poemas\u00a0em dois volumes<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Florbela Espanca era\u00a0l\u00edrica at\u00e9 no nome. Flertou com a morte em seus poemas, explicitou sua sedutora ang\u00fastia em versos, consagrou-se postumamente como uma das maiores poetas de l\u00edngua portuguesa. Em sua biografia, o dia 8 de dezembro aparece tr\u00eas vezes, formando um tri\u00e2ngulo de nascimento, amor e morte. 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