﻿{"id":3981,"date":"2010-11-11T10:07:41","date_gmt":"2010-11-11T12:07:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=3981"},"modified":"2010-11-11T14:53:45","modified_gmt":"2010-11-11T16:53:45","slug":"em-sua-cronica-luis-augusto-fischer-reflete-sobre-a-feira-do-livro-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=3981","title":{"rendered":"Em sua cr\u00f4nica, Lu\u00eds Augusto Fischer reflete sobre a Feira do Livro de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><strong>DE TUDO<\/strong><\/p>\n<p><em>Lu\u00eds Augusto Fischer*<\/em><\/p>\n<p>&#8211; FEIRA \u2013 Sensa\u00e7\u00e3o meio ruim de andar na Feira examinando as bancas: o cen\u00e1rio parece tomado por sebos a desovar estoques de livros irrelevantes e por institui\u00e7\u00f5es com escassa rela\u00e7\u00e3o com o livro. (Para dar um exemplo, apenas: por que bom motivo h\u00e1 um estande do Tribunal do Trabalho ali, bem no mei\u00e3o de tudo?) Para achar publica\u00e7\u00e3o relevante, \u00e9 preciso muita paci\u00eancia. Em 2010, algumas perguntas se imp\u00f5em: por que mesmo acabou o desconto, que era uma das grandes atra\u00e7\u00f5es da Feira? E por que mesmo n\u00e3o fazem mais a lista dos mais comprados? Quem \u00e9 que a Feira quer circulando e comprando os livros?<\/p>\n<p>&#8211; ANIMAL AGONIZANTE \u2013 Deve voltar a cartaz em seguida uma adapta\u00e7\u00e3o para o palco de O Animal Agonizante, romance de Philip Roth, com uma atua\u00e7\u00e3o excelente de Luiz Paulo Vasconcellos no papel daquele melanc\u00f3lico professor de literatura, um veterano das fantasias de 1968 que pretendeu viver com sexo livre e sem la\u00e7o significativo com uma parceira. Tudo no lugar: a gente ri, pensa, sente, quase chora, tudo numa levada c\u00eanica amena, sem apela\u00e7\u00e3o sensacionalista alguma, mas profunda o suficiente, capaz de nos fazer experimentar o espelho revelador que uma grande narra\u00e7\u00e3o pode oferecer. A dire\u00e7\u00e3o de Luciano Alabarse volta ao drama contempor\u00e2neo otimamente, porque n\u00e3o se a v\u00ea \u2013 diretor de drama, como de cinema, precisa ter suas marcas, mas \u00e9 t\u00e3o melhor quanto mais se pare\u00e7a \u00e0quele ideal do juiz de futebol, que deixa rolar o jogo e n\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o sobre si.<\/p>\n<p>&#8211; DOR SEM FORMA NEM TAMANHO \u2013 Morreu no domingo o jovem Floriano Xavier Reckziegel, filho de duas figuras queridas, a Isabel e o Roque. Nessa hora em que o futuro \u00e9 abruptamente interrompido fiquei repassando um vasto passado que compartilho com eles: o Roque e eu (mais o Cajo) faz\u00edamos artesanato, num hippismo adolescente magn\u00edfico, ele um artista talentoso desde menino; por um tempo de juventude, moramos juntos (ele, eu, o C\u00edcero e depois o ent\u00e3o Nestorzinho), e foi nessa \u00e9poca que ele e a Isabel se conheceram, ela uma ex-aluna minha, talentosa desde sempre, depois colega de profiss\u00e3o da maior compet\u00eancia. Tanto la\u00e7o bom, que n\u00f3s temos a fortuna de poder recordar. A mem\u00f3ria, talvez a suprema humanidade. O Floriano n\u00e3o vai usufruir dela; ficamos n\u00f3s com a tarefa.<\/p>\n<p>&#8211; PREGO \u2013 Foi exatamente uma dor desse tipo, pela morte do meu irm\u00e3o, S\u00e9rgio \u201cPrego\u201d, que gerou o livro Puro Enquanto, pela L&amp;PM (obrigado, Ivan, Lima, Cac\u00e1), reunindo o material in\u00e9dito dele mais um conjunto de depoimentos sobre ele (a mem\u00f3ria, que nos faz ser o que somos). Foi h\u00e1 mais de tr\u00eas anos, e desde ent\u00e3o muita gente de mobilizou para que na segunda que vem, dia 15, \u00e0s 18h (no Memorial, Sala dos Jacarand\u00e1s), a gente pudesse fazer o lan\u00e7amento.<\/p>\n<p><em>* O texto acima foi originalmente publicado no Segundo Caderno do Jornal Zero Hora em 9 de novembro de 2010.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DE TUDO Lu\u00eds Augusto Fischer* &#8211; FEIRA \u2013 Sensa\u00e7\u00e3o meio ruim de andar na Feira examinando as bancas: o cen\u00e1rio parece tomado por sebos a desovar estoques de livros irrelevantes e por institui\u00e7\u00f5es com escassa rela\u00e7\u00e3o com o livro. 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