﻿{"id":29034,"date":"2020-11-25T16:23:13","date_gmt":"2020-11-25T18:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=29034"},"modified":"2020-11-25T16:26:24","modified_gmt":"2020-11-25T18:26:24","slug":"maradona-ao-sol-e-a-sombra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=29034","title":{"rendered":"Maradona ao sol e \u00e0 sombra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ele foi um g\u00eanio indom\u00e1vel. Um baixinho gigantesco que correu como ningu\u00e9m com uma bola. Ele escorregou, caiu, levantou, equilibrou-se na linha t\u00eanue dos prazeres da vida. Ele foi o mais &#8220;prima-dona&#8221; dos jogadores, o mais argentino dos argentinos. Maradona levantou olas e ta\u00e7as. Segurou na m\u00e3o de Deus e a pegou emprestada. E marcou seu nome na hist\u00f3ria dos que jamais ser\u00e3o esquecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">R.I.P. Diego Maradona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para lembr\u00e1-lo e homenage\u00e1-lo, compartilhamos aqui trechos de\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp&amp;FiltroStr=futebol+ao+sol&amp;FiltroCampo=Titulo&amp;I1.x=0&amp;I1.y=0\" target=\"_blank\">Futebol ao sol e \u00e0 sombra<\/a>, <\/em>livro que Eduardo Galeano escreveu sobre os momentos inesquec\u00edveis e emblem\u00e1ticos do &#8220;f\u00fatbol&#8221;:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi em 1973. Jogavam as equipes infantis de Argentinos Juniors e River Plate, em Buenos Aires. O n\u00famero 10 do Argentinos recebeu a bola de seu goleiro, evitou o beque central do River e come\u00e7ou a corrida. V\u00e1rios jogadores foram ao seu encontro: passou a bola por fora de um deles, entre as pernas de outro, e enganou mais um de calcanhar. Depois, sem parar, deixou paralisados os zagueiros e botou o goleiro ca\u00eddo no ch\u00e3o, e se meteu caminhando com a bola na meta rival. No campo tinham ficado sete meninos fritos e quatro que n\u00e3o conseguiam fechar a boca. Aquela equipe de garotinhos, os Cebollitas, estava invicta h\u00e1 cem partidas e tinha chamado a aten\u00e7\u00e3o dos jornalistas. Um dos jogadores, Veneno, que tinha treze anos, declarou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Jogamos para nos divertir. Nunca vamos jogar por dinheiro. Quando entra dinheiro, todos se matam para ser estrelas, e ent\u00e3o chega a hora da inveja e do ego\u00edsmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falou abra\u00e7ado ao jogador mais querido de todos, que tamb\u00e9m era o mais alegre e o mais baixinho: Diego Armando Maradona, que tinha doze anos e acabava de fazer aquele gol incr\u00edvel. Maradona tinha o costume de p\u00f4r a l\u00edngua de fora quando estava em pleno impulso. Todos os seus gols tinham sido feitos com a l\u00edngua de fora. De noite dormia abra\u00e7ado com a bola e de dia fazia prod\u00edgios com ela. Vivia numa casa pobre de um bairro pobre e queria ser t\u00e9cnico industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(Texto &#8220;Gol de Maradona&#8221;)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-CEBOLLITA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-29035\" alt=\"MARADONA CEBOLLITA\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-CEBOLLITA-1024x990.jpg\" width=\"450\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-CEBOLLITA-1024x990.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-CEBOLLITA-300x290.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-CEBOLLITA.jpg 1302w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Copa de 86, participaram catorze pa\u00edses europeus e seis americanos, al\u00e9m do Marrocos, Coreia do Sul, Iraque e Arg\u00e9lia. (&#8230;) . Mas aquele foi o Mundial de Maradona. Contra a Inglaterra, Maradona vingou com dois gols de esquerda o orgulho p\u00e1trio ferido nas Malvinas: fez um com a m\u00e3o esquerda, que ele chamou de m\u00e3o de Deus, e o outro com a perna esquerda, depois de ter derrubado no ch\u00e3o a defesa inglesa. A Argentina disputou a final contra a Alemanha. Foi de Maradona o passe decisivo, que deixou sozinho Burruchaga para que a Argentina se impusesse por 3 a 2 e ganhasse o campeonato quando o rel\u00f3gio j\u00e1 marcava o fim da partida, mas antes tinha havido outro gol memor\u00e1vel: Valdano arrancou com a bola desde o arco argentino, cruzou toda a cancha e quando Schumacher saiu para cortar, colocou-a rente \u00e0 trave direita. Valdano vinha falando com a bola, vinha lhe suplicando: \u2013 Por favor, entre. A Fran\u00e7a se classificou em terceiro lugar, seguida pela B\u00e9lgica. O ingl\u00eas Lineker liderou a lista de artilheiros, com seis gols. Maradona fez cinco, como o brasileiro Careca e o espanhol Butrague\u00f1o.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<em>Trecho do texto &#8220;O Mundial de 86&#8221;<\/em>)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-87.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-29036\" alt=\"MARADONA 87\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-87-906x1024.jpg\" width=\"450\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-87-906x1024.jpg 906w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-87-265x300.jpg 265w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-87.jpg 1700w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jogou, venceu, mijou, perdeu. A an\u00e1lise acusou a presen\u00e7a de efedrina e Maradona acabou de mau jeito seu Mundial de 94. A efedrina, que n\u00e3o \u00e9 considerada droga estimulante no esporte profissional dos Estados Unidos e de muitos outros pa\u00edses, \u00e9 proibida nas competi\u00e7\u00f5es internacionais. Houve estupor e esc\u00e2ndalo. Os trov\u00f5es da condena\u00e7\u00e3o moral ensurdeceram o mundo inteiro, mas mal ou bem se fizeram ouvir algumas vozes de apoio ao \u00eddolo ca\u00eddo. E n\u00e3o s\u00f3 na sua dolorida e at\u00f4nita Argentina, mas tamb\u00e9m em lugares t\u00e3o long\u00ednquos como Bangladesh, onde uma manifesta\u00e7\u00e3o numerosa rugiu nas ruas repudiando a FIFA e exigindo o retorno do expulso. Afinal de contas, julg\u00e1-lo era f\u00e1cil, e era f\u00e1cil conden\u00e1-lo, mas n\u00e3o era t\u00e3o f\u00e1cil esquecer que Maradona vinha cometendo h\u00e1 anos o pecado de ser o melhor, o delito de denunciar de viva voz as coisas que o poder manda calar e o crime de jogar com a canhota, que segundo o Pequeno Larousse Ilustrado significa \u201ccom a esquerda\u201d e tamb\u00e9m significa \u201co contr\u00e1rio de como se deve fazer\u201d. Diego Armando Maradona nunca tinha usado estimulantes, nas v\u00e9speras das partidas, para multiplicar seu corpo. \u00c9 verdade que se metera com coca\u00edna, mas se dopava em festas tristes, para esquecer ou ser esquecido, quando j\u00e1 estava encurralado pela gl\u00f3ria e n\u00e3o podia viver sem a fama que n\u00e3o o deixava viver. Jogava melhor do que ningu\u00e9m, apesar da coca\u00edna, e n\u00e3o por causa dela. Estava esgotado pelo peso de sua pr\u00f3pria personagem. Tinha problemas na coluna vertebral, desde o long\u00ednquo dia em que a multid\u00e3o havia gritado seu nome pela primeira vez. Maradona carregava uma carga chamada Maradona, que fazia sua coluna estalar. O corpo como met\u00e1fora: suas pernas do\u00edam, n\u00e3o podia dormir sem comprimidos. N\u00e3o tinha demorado a perceber que era insuport\u00e1vel a responsabilidade de trabalhar como deus nos est\u00e1dios, mas desde o princ\u00edpio soube que era imposs\u00edvel deixar de faz\u00ea-lo. \u201cNecessito que me necessitem\u201d, confessou, quando j\u00e1 tinha h\u00e1 muitos anos o halo na cabe\u00e7a, submetido \u00e0 tirania do rendimento sobre-humano, intoxicado de cortisona, analg\u00e9sicos e ova\u00e7\u00f5es, acossado pelas exig\u00eancias de seus devotos e pelo \u00f3dio dos que ofendera. O prazer de derrubar \u00eddolos \u00e9 diretamente proporcional \u00e0 necessidade de t\u00ea-los. Na Espanha, quando Goicoechea pegou-o por tr\u00e1s e sem a bola e o deixou fora das canchas por v\u00e1rios meses, n\u00e3o faltaram fan\u00e1ticos 196 que carregaram nos bra\u00e7os o culpado deste homic\u00eddio premeditado, e em todo o mundo n\u00e3o faltaram pessoas dispostas a comemorar a queda do arrogante argentininho intruso nos p\u00edncaros, o novo-rico que tinha fugido da fome e se dava ao luxo da insol\u00eancia e da fanfarronice. Depois, em N\u00e1poles, Maradona foi Santa Maradonna e S\u00e3o Gennaro se transformou em S\u00e3o Gennarmando. Nas ruas vendiam-se imagens da divindade de cal\u00e7\u00f5es, iluminada pela coroa da virgem ou envolta no manto sagrado do santo que sangra a cada seis meses, e tamb\u00e9m vendiam-se ata\u00fades dos times do norte da It\u00e1lia e garrafinhas com l\u00e1grimas de Silvio Berlusconi. Os meninos e os cachorros usavam perucas de Maradona. Havia uma bola ao p\u00e9 da est\u00e1tua de Dante e o trit\u00e3o da fonte vestia a camisa azul do N\u00e1poles. Havia mais de meio s\u00e9culo que o time da cidade n\u00e3o ganhava um campeonato, cidade condenada \u00e0s f\u00farias do Ves\u00favio e \u00e0 derrota eterna nos campos de futebol, e gra\u00e7as a Maradona, o sul obscuro tinha conseguido, finalmente, humilhar o norte branco que o desprezava. Campeonato atr\u00e1s de campeonato, nos est\u00e1dios italianos e europeus, o N\u00e1poles vencia, e cada gol era uma profana\u00e7\u00e3o da ordem estabelecida e uma revanche contra a hist\u00f3ria. Em Mil\u00e3o odiavam o culpado desta afronta dos pobres que deixaram seu lugar, chamavam-no presunto cacheados. E n\u00e3o s\u00f3 em Mil\u00e3o: no Mundial de 90, a maioria do p\u00fablico castigava Maradona com furiosas vaias toda vez que tocava a bola, e a derrota argentina frente \u00e0 Alemanha foi comemorada como uma vit\u00f3ria italiana. Quando Maradona disse que queria ir embora de N\u00e1poles, houve os que lhe lan\u00e7aram pelas janelas bonecos de cera atravessados por alfinetes. Prisioneiro 197 da cidade que o adorava e da camorra, a m\u00e1fia dona da cidade, ele j\u00e1 estava jogando contra a vontade, no contrap\u00e9; e ent\u00e3o, explodiu o esc\u00e2ndalo da coca\u00edna. Maradona transformou-se subitamente em Maracoca, um delinquente que se tinha feito passar por her\u00f3i. Mais tarde, em Buenos Aires, a televis\u00e3o transmitiu o segundo acerto de contas: a deten\u00e7\u00e3o, ao vivo, como se fosse uma partida, para deleite dos que desfrutaram o espet\u00e1culo do rei nu que a pol\u00edcia levava preso. \u201c\u00c9 um doente\u201d, disseram. E disseram: \u201cEst\u00e1 acabado\u201d. O messias convocado para redimir a maldi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos italianos do sul tinha sido, tamb\u00e9m, o vingador da derrota argentina na guerra das Malvinas, mediante um gol velhaco e outro gol fabuloso, que deixou os ingleses girando como pi\u00f5es durante alguns anos; mas na hora da queda, o Pibe de Ouro n\u00e3o passou de um farsante cheirador e putanheiro. Maradona tinha tra\u00eddo os meninos e desonrado o esporte. Deram-no como morto. Mas o cad\u00e1ver levantou-se de um salto. Cumprida a penit\u00eancia da coca\u00edna, Maradona foi o bombeiro da sele\u00e7\u00e3o argentina, que estava queimando suas \u00faltimas possibilidades de chegar ao Mundial de 94. Gra\u00e7as a Maradona, chegou l\u00e1. E no Mundial, Maradona era outra vez, como nos velhos tempos, o melhor de todos, quando estourou o esc\u00e2ndalo da efedrina. A m\u00e1quina do poder o tinha jurado. Ele lhe dizia de tudo, e isso tem seu pre\u00e7o, o pre\u00e7o se paga \u00e0 vista e sem descontos. E o pr\u00f3prio Maradona ofereceu a justificativa, por sua tend\u00eancia suicida de servir-se de bandeja na boca de seus muitos inimigos e por essa irresponsabilidade infantil que o impele a precipitar-se em todas as armadilhas que se abrem em seu caminho. Os mesmos jornalistas que o pressionam com os microfones reprovam sua arrog\u00e2ncia e suas zangas e o acusam de falar demais. N\u00e3o lhes falta raz\u00e3o; mas n\u00e3o \u00e9 isso que n\u00e3o podem perdoar nele: na verdade, n\u00e3o gostam do que \u00e0s vezes diz. Este garoto respond\u00e3o e esquentado tem o costume de lan\u00e7ar golpes para cima. Em 86 e em 94, no M\u00e9xico e nos Estados Unidos, denunciou a ditadura onipotente da televis\u00e3o, que obrigava os jogadores a extenuar-se ao meio-dia, esturricando-se ao sol, e em mil e uma ocasi\u00f5es, ao longo de toda a sua acidentada carreira, Maradona disse coisas que mexeram em casa de marimbondos. Ele n\u00e3o foi o \u00fanico jogador desobediente, mas foi sua voz que deu resson\u00e2ncia universal \u00e0s perguntas mais insuport\u00e1veis: Por que o futebol n\u00e3o \u00e9 regido pelas leis universais do direito do trabalho? Se \u00e9 normal que qualquer artista conhe\u00e7a os lucros do show que oferece, por que os jogadores n\u00e3o podem conhecer as contas secretas da opulenta multinacional do futebol? Havelange se cala, ocupado com outros afazeres, e Joseph Blatter, burocrata da FIFA que nunca chutou uma bola mas anda em limusines de oito metros com motorista negro, limita-se a comentar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 O \u00faltimo astro argentino foi Di St\u00e9fano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Maradona foi, finalmente, expulso do Mundial de 94, os campos de futebol perderam seu rebelde mais clamoroso. E perderam tamb\u00e9m um jogador fant\u00e1stico. Maradona \u00e9 incontrol\u00e1vel quando fala, mas muito mais quando joga: n\u00e3o h\u00e1 quem possa prever as diabruras deste criador de surpresas, que jamais se repete e goza desconcertando os computadores. N\u00e3o \u00e9 um jogador veloz, tourinho de pernas curtas, mas leva a bola costurada no p\u00e9 e tem olhos em todo o corpo. Seus malabarismos inflamam o campo. Ele pode resolver uma partida disparando um tiro fulminante de costas para o gol ou servindo um passe imposs\u00edvel, de longe, quando est\u00e1 cercado por milhares de pernas inimigas, e n\u00e3o h\u00e1 quem o pare quando se lan\u00e7a a driblar advers\u00e1rios. No fr\u00edgido futebol do fim de s\u00e9culo, que exige ganhar e pro\u00edbe divertir-se, este homem \u00e9 um dos poucos que demonstra que a fantasia tamb\u00e9m pode ser eficaz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(<em>Texto &#8220;Maradona&#8221;<\/em>)<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-94.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-29037\" alt=\"MARADONA 94\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-94-849x1024.jpg\" width=\"450\" height=\"542\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-94-849x1024.jpg 849w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-94-248x300.jpg 248w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/MARADONA-94.jpg 1122w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ele foi um g\u00eanio indom\u00e1vel. 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