﻿{"id":28008,"date":"2017-04-26T16:31:30","date_gmt":"2017-04-26T19:31:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=28008"},"modified":"2017-04-26T16:44:01","modified_gmt":"2017-04-26T19:44:01","slug":"mostra-com-as-primeiras-fotos-de-henri-cartier-bresson-estao-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=28008","title":{"rendered":"Mostra com as primeiras fotos de Henri Cartier-Bresson est\u00e3o em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>At\u00e9 24 de junho, oitenta fotografias do in\u00edcio da carreira de Henri Cartier-Bresson, o mais influente fot\u00f3grafo do s\u00e9culo XX, poder\u00e3o ser vistas em S\u00e3o Paulo.\u00a0A mostra <i>Henri Cartier-Bresson: Primeiras Fotografias<\/i>\u00a0traz fotos cl\u00e1ssicas e algumas in\u00e9ditas, percorrendo o caminho do jovem fot\u00f3grafo, entre 1932 e 1935.<\/p>\n<blockquote><p><strong><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cartier_bresson_olhar_seculo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28014\" alt=\"cartier_bresson_olhar_seculo\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cartier_bresson_olhar_seculo-201x300.jpg\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cartier_bresson_olhar_seculo-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cartier_bresson_olhar_seculo-689x1024.jpg 689w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/cartier_bresson_olhar_seculo.jpg 1669w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Henri Cartier-Bresson torna-se fot\u00f3grafo no dia de 1932 em que compra uma Leica em Marselha. \u00c9 seu batismo de fogo. O artista encontra seu instrumento. Imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar das palavras de Paul Morand: &#8220;Aos doze anos, me deram uma bicicleta. Depois, nunca mais me encontraram&#8230;&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Leica ser\u00e1 seu objeto mitol\u00f3gico. Dela nunca mais se separar\u00e1, seja no exterior, seja na intimidade. Na rua, em casa, na casa das pessoas, em todos os lugares e o tempo todo, nunca se sabe. N\u00e3o \u00e9 um h\u00e1bito de artista, mas de ca\u00e7ador de recompensas. Sempre pronto para atirar, \u00e0 espreita, de sobreaviso. mas isso n\u00e3o impede o sentimento. Raras vezes se viu identifica\u00e7\u00e3o t\u00e3o completa entre um homem e uma m\u00e1quina, uma osmose t\u00e3o feliz entre uma alma e um mecanismo. Como um casal de amantes, poder\u00edamos dizer que ele era a contraparte dela, e ela a contraparte dele. Eles parecem feitos um para o outro. Ao prolongar seu olhar da maneira mais natural poss\u00edvel, a m\u00e1quina faz parte dele. <\/strong>(<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?FiltroStr=cartier&amp;FiltroCampo=ALL&amp;I1.x=0&amp;I1.y=0&amp;Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp\" target=\"_blank\">Trecho de\u00a0<em>Cartier Bresson, o olhar do s\u00e9culo<\/em>, de Pierre Assouline, publicado pela L&amp;PM em formatos convencional, pocket e e-book<\/a>)<\/p><\/blockquote>\n<p>A partir do dia em que comprou sua Leica, Cartier-Bresson criou uma das mais originais e influentes narrativas visuais da hist\u00f3ria da fotografia.<\/p>\n<p>Antes de ser fot\u00f3grafo, no entanto, Cartier-Bresson dedicou-se \u00e0 pintura e foi disc\u00edpulo de Andr\u00e9 Lhote, o cubista que tamb\u00e9m foi professor de Tarsila do Amaral. E foi com seu mestre que ele descobriu que poderia usar a propor\u00e7\u00e3o \u00e1urea e a simetria na constru\u00e7\u00e3o de suas fotos. Essa liga\u00e7\u00e3o com a pintura \u00e9 not\u00e1vel nas 58 imagens selecionadas pelo curador Jo\u00e3o Kulcs\u00e1r para a exposi\u00e7\u00e3o\u00a0<i>Henri Cartier-Bresson: Primeiras Fotografias<\/i> que est\u00e1 aberta ao p\u00fablico na Galeria de Fotos do SESI-SP.<\/p>\n<p>Lhote \u00e9 apenas uma das (boas) influ\u00eancias de Cartier-Bresson. Filho de uma fam\u00edlia rica, que foi a maior produtora de linhas de costura na Europa (pelo menos at\u00e9 o come\u00e7o dos anos 1960), Cartier-Bresson foi amigo de pintores Max Ernst e Matisse e ele mesmo chegou a pintar algumas telas surrealistas, at\u00e9 encontrar a escritora <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=638453&amp;ID=516429\" target=\"_blank\">Gertrude Stein<\/a>, mecenas dos vanguardistas parisienses, que o fez abandonar definitivamente as tintas e os pinc\u00e9is. Ela examinou suas pinturas, despachando-o com uma \u00fanica frase: \u201cMelhor voc\u00ea se dedicar aos neg\u00f3cios da fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>De fato, Cartier-Bresson teria sido apenas mais um entre os pintores surrealistas. Ou outro milion\u00e1rio exc\u00eantrico, se uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica n\u00e3o surgisse em sua vida. Seu amigo Robert Capa, que fundou com ele a hoje gigantesca ag\u00eancia Magnum Photos, jogou a p\u00e1 de cal em seus sonhos de pintor: \u201cMelhor voc\u00ea se dedicar ao fotojornalismo, ou v\u00e3o grudar um r\u00f3tulo (surrealista) em voc\u00ea do qual jamais conseguir\u00e1 se livrar\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o surrealismo n\u00e3o saiu da cabe\u00e7a de Cartier-Bresson, que cultivava o desejo de filmar com o espanhol Luis Bu\u00f1uel, um dos pioneiros do cinema surrealista. Acabou virando assistente de Jean Renoir, que aceitou uma encomenda do Partido Comunista Franc\u00eas para fazer um filme de propaganda (<i>La Vie Est \u00e0 Nous<\/i>, de 1936), que ajudou a conduzir a Frente Popular ao poder. Cartier-Bresson fez posteriormente outros filmes pol\u00edticos de apoio \u00e0 causa republicana durante a Guerra Civil Espanhola.<\/p>\n<p>As 58 imagens da mostra foram produzidas em v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 B\u00e9lgica, Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia e M\u00e9xico \u2013 e cobrem desde exerc\u00edcios formalistas baseados nos prim\u00f3rdios do construtivismo russo at\u00e9 o registro realista de um bordel mexicano, passando por uma emula\u00e7\u00e3o do estilo de Kert\u00e9sz, o fot\u00f3grafo h\u00fangaro que Cartier-Bresson venerava \u2013 e que teve uma atua\u00e7\u00e3o marcante na Paris dos anos 1920, at\u00e9 emigrar, em 1937, para os EUA.<\/p>\n<div id=\"attachment_28013\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_FRANCE.Marseille_The-Allee-du-Prado_1932.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28013\" class=\" wp-image-28013  \" alt=\"Marselha, Fran\u00e7a, 1932 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_FRANCE.Marseille_The-Allee-du-Prado_1932.jpg\" width=\"447\" height=\"665\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_FRANCE.Marseille_The-Allee-du-Prado_1932.jpg 932w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_FRANCE.Marseille_The-Allee-du-Prado_1932-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_FRANCE.Marseille_The-Allee-du-Prado_1932-689x1024.jpg 689w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28013\" class=\"wp-caption-text\">Marselha, Fran\u00e7a, 1932 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_28009\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Belgica_1932.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28009\" class=\" wp-image-28009  \" alt=\"Bruxelas, B\u00e9lgica, 1932 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Belgica_1932.jpg\" width=\"447\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Belgica_1932.jpg 932w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Belgica_1932-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28009\" class=\"wp-caption-text\">Bruxelas, B\u00e9lgica, 1932 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_28011\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Prostitutas_Mexico_1934.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28011\" class=\" wp-image-28011  \" alt=\"EXCLUSIVO DIRETO DA FONTE\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Prostitutas_Mexico_1934.jpg\" width=\"447\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Prostitutas_Mexico_1934.jpg 932w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Prostitutas_Mexico_1934-300x203.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28011\" class=\"wp-caption-text\">Prostitutas mexicanas em 1934 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_28012\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Valencia_Espanha_1933.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-28012\" class=\" wp-image-28012  \" alt=\"Val\u00eancia, Espanha, 1933 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Valencia_Espanha_1933.jpg\" width=\"447\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Valencia_Espanha_1933.jpg 932w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cartier_Bresson_Valencia_Espanha_1933-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-28012\" class=\"wp-caption-text\">Val\u00eancia, Espanha, 1933 \/ Foto: Henri Cartier-Bresson<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><i>Henri Cartier-Bresson: Primeiras Fotografias<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Galeria de Fotos do Sesi: Av. Paulista, 1.313, Fone: 3146-7439<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">De segunda a domingo das 10h \u00e0s 20h<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">At\u00e9 25 de junho<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Gr\u00e1tis<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 24 de junho, oitenta fotografias do in\u00edcio da carreira de Henri Cartier-Bresson, o mais influente fot\u00f3grafo do s\u00e9culo XX, poder\u00e3o ser vistas em S\u00e3o Paulo.\u00a0A mostra Henri Cartier-Bresson: Primeiras Fotografias\u00a0traz fotos cl\u00e1ssicas e algumas in\u00e9ditas, percorrendo o caminho do jovem fot\u00f3grafo, entre 1932 e 1935. 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