﻿{"id":242,"date":"2010-03-17T16:21:47","date_gmt":"2010-03-17T16:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=242"},"modified":"2010-03-17T18:16:32","modified_gmt":"2010-03-17T18:16:32","slug":"freud-explica-agora-em-livro-de-bolso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=242","title":{"rendered":"Freud explica: agora em livro de bolso"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Caroline Chang*<\/em><\/p>\n<p>Minha tia, uma das figuras principais da minha forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 psic\u00f3loga de orienta\u00e7\u00e3o freudiana. Numa certa fase da minha inf\u00e2ncia, eu dizia que, quando crescesse, queria ser <strong>&#8220;pepsic\u00f3loga&#8221;<\/strong>. Quando a realidade oferecia algum fen\u00f4meno, alguma rela\u00e7\u00e3o ou explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-evidente, mas inconsciente, logo aprendi a lascar, do alto do meu ent\u00e3o um metro de altura:<strong> &#8220;Freud explica&#8221; <\/strong>ou <strong>&#8220;Que lapso!&#8221;<\/strong>. Em seguida, quando meu pai e a minha m\u00e3e se separaram, e eu, em 1983 e com sete anos, passei a viver com o meu pai, a import\u00e2ncia do <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=937033\" target=\"_blank\">Freud<\/a> na minha vida recrudesceu. Passei a frequentar duas vezes por semana o consult\u00f3rio de uma &#8220;psi&#8221; (as diferencia\u00e7\u00f5es profissionais n\u00e3o eram claras para mim ent\u00e3o) que, entre uma brincadeira aqui e um jogo ali (meu preferido, e acho que o dela tamb\u00e9m, era o &#8220;Jogo da vida&#8221;), me incitava a falar e fazia perguntas, algumas das quais inc\u00f4modas. Na minha adolesc\u00eancia, o h\u00e1bito de falar para elocubrar j\u00e1 era parte de mim, e mais uma vez fiz psicoterapia, com uma freudiana-kleiniana. De forma que n\u00e3o considero um exagero dizer que devo muito a Freud, esse g\u00eanio da ra\u00e7a, &#8220;Sigi de ouro&#8221;, como lhe chamava a m\u00e3e. De forma que me senti imbu\u00edda n\u00e3o s\u00f3 de uma pesada responsabilidade moral e profissional, mas de um senso de responsabilidade \u00edntimo, talvez primo da gratid\u00e3o, quando, cerca de tr\u00eas anos antes de janeiro de 2010 (data em que a obra freudiana entraria em dom\u00ednio p\u00fablico), demos in\u00edcio \u00e0 necessariamente longa, lenta e pedregosa empreitada de publicar algumas de suas principais obras em formato de bolso.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/freud-copy.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-250\" title=\"freud copy\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/freud-copy.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"335\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/freud-copy.jpg 400w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/freud-copy-300x251.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Assim como acho que num mundo ideal todo mundo deveria\/poderia fazer psicoterapia ou an\u00e1lise pelo menos uma vez na vida, considero &#8211; respeitadas as leis de direito autoral &#8211; um motivo de comemora\u00e7\u00e3o para a humanidade quando obras do calibre das de Freud se tornam dispon\u00edveis em v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es, em v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es, editadas por diversos profissionais e pelas mais variadas casas. E creio que<strong> \u00e9 uma raz\u00e3o de orgulho para n\u00f3s, brasileiros, o fato de no nosso pa\u00eds haver uma tradi\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica forte a ponto de v\u00e1rias editoras respeitadas estarem neste momento trabalhando em novas edi\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es de Freud<\/strong>. (Eu, que cresci lendo t\u00e3o-somente as cole\u00e7\u00f5es Vaga-Lume e Pra Gostar de Ler, que era o que havia de dispon\u00edvel na \u00e9poca, garanto: quanto mais numerosas as op\u00e7\u00f5es, melhor para o p\u00fablico-leitor).<br \/>\nFoi um nervosismo, mas sobretudo um prazer, editar <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=629353\" target=\"_blank\"><em>O futuro de uma ilus\u00e3o<\/em><\/a> e<em> <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=529940\" target=\"_blank\">O mal-estar na cultura<\/a><\/em>, duas das obras chamadas &#8220;sociais&#8221; de Freud, com a colabora\u00e7\u00e3o de Renato Zwick (que n\u00e3o poupou esfor\u00e7os para alcan\u00e7ar, no portugu\u00eas, o mesmo n\u00edvel de clareza lingu\u00edstica e conceitual dos originais em alem\u00e3o); de Edson Sousa e Paulo Endo, profundos e apaixonados conhecedores n\u00e3o apenas da obra freudiana, mas da vida do pai da psican\u00e1lise; de M\u00e1rcio Seligmann-Silva, verdadeiro entusiasta das releituras que as novas tradu\u00e7\u00f5es de Freud proporcionar\u00e3o a todos, e que foi suficientemente audaz e suficientemente fiel ao esp\u00edrito revolucion\u00e1rio do autor ao propor &#8220;cultura&#8221; para tradu\u00e7\u00e3o de &#8220;Kultur&#8221;, em vez da tradu\u00e7\u00e3o tradicional, &#8220;civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;; e de Renata Udler Cromberg, que enriquece e atualiza a leitura de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=629353\" target=\"_blank\"><em>O futuro de uma ilus\u00e3o<\/em><\/a> com seu pref\u00e1cio, t\u00e3o humanista, t\u00e3o certo da possibilidade de melhora das pessoas.<br \/>\nEspero que os leitores gostem. Para aqueles que tomarem contato com Freud pela primeira vez por meio desses livros, que suas vidas sejam doravante iluminadas por essa intelig\u00eancia maior.<\/p>\n<p><strong>Boa leitura.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>* Caroline Chang \u00e9 editora e tradutora da L&amp;PM<\/em><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Caroline Chang* Minha tia, uma das figuras principais da minha forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 psic\u00f3loga de orienta\u00e7\u00e3o freudiana. Numa certa fase da minha inf\u00e2ncia, eu dizia que, quando crescesse, queria ser &#8220;pepsic\u00f3loga&#8221;. 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