﻿{"id":22625,"date":"2013-11-01T09:57:01","date_gmt":"2013-11-01T11:57:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=22625"},"modified":"2013-11-01T09:57:01","modified_gmt":"2013-11-01T11:57:01","slug":"bukowski-no-novo-livro-de-david-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=22625","title":{"rendered":"Bukowski no novo livro de David Coimbra"},"content":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado, 2 de novembro \u00e0s 19h, David Coimbra autografa na Feira do Livro de Porto Alegre. <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=847372&amp;ID=937092\" target=\"_blank\">As velhinhas de Copacabana\u00a0e outras 49 cr\u00f4nicas que gostei de escrever<\/a>, <\/em>seu novo livro, traz textos que oferecem a experi\u00eancia genu\u00edna, gratificante e insubstitu\u00edvel do prazer da leitura. Entre o mais variados temas das cr\u00f4nicas, at\u00e9 Bukowski est\u00e1 presente:<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>O velho Buk<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Lembro bem quando me caiu nas m\u00e3os o meu primeiro Bukowski.<\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=822261\" target=\"_blank\">Cartas na rua<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Li aquilo e fiquei pensando: ent\u00e3o algu\u00e9m escreve assim! Algu\u00e9m que faz a hist\u00f3ria escorrer p\u00e1gina abaixo e faz com que ela penetre arav\u00e9s dos poros dos dedos do leitor e logo a hist\u00f3ria j\u00e1 se lhe infiltra nas veias e lhe toma o corpo e a mente e o leitor \u00e9 tomado, como se lhe atacasse a Bolha Assassina.<\/p>\n<p>Ah, o Velho Buk n\u00e3o era como aqueles estilistas nacionais, chatos para parecer profundos.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 desses por aqui, Deus! No col\u00e9gio, uma vez eles me vieram com <em>O tronco do ip\u00ea.<\/em><\/p>\n<p>Cara, foi uma dor ler <em>O tronco do ip\u00ea.<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Todas aquelas mocinhas que enrubesciam ao ver os rapag\u00f5es cofiando os bigodes.<\/p>\n<p>Passei a odiar personagens que cofiam.<\/p>\n<p>Um personagem simplesmente n\u00e3o pode cofiar.<\/p>\n<p>Sobre o que se trata <em>O tronco do ip\u00ea<\/em>? Quem \u00e9 mesmo o maldito autor de <em>O tronco do ip\u00ea<\/em>? N\u00e3o fa\u00e7o ideia.<\/p>\n<p>S\u00f3 sei que nunca mais quero ler <em>O tronco do ip\u00ea<\/em>, nem nada que seja remotamente parecido.<\/p>\n<p>Mas o velho Buk n\u00e3o tinha nada disso.<\/p>\n<p>O velho Buk escrevia sobre pessoas de verdade, que n\u00e3o falam por mes\u00f3clise.<\/p>\n<p>Bem.<\/p>\n<p>Tempos depois, algu\u00e9m me disse, acho at\u00e9 que foi meu amigo S\u00e9rgio L\u00fcdtke:<\/p>\n<p>&#8211; Todas as pessoas precisam ler o John Fante!<\/p>\n<p>Uau! Era importante aquilo. Fui ler o John Fante. <em>Pergunte ao p\u00f3.<\/em><\/p>\n<p><em><\/em>Mal abri o livro e com quem deparo na apresenta\u00e7\u00e3o? Ele: o Velho Buk. E o Velho Buk dizia ali, sobre o John Fante, o que eu dizia sobre o Velho Buk: que John Fante escrevia com as entranhas.<\/p>\n<p>Bukowski confessou ter se apaixonado de tal forma pelo personagem de Fante, um candidato a escritor chamado Arturo Bandini, que , certo dia, ao discutir com uma de suas ex-mulheres, brandou:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o me trate assim! Eu sou Arturo Bandini! Eu sou Arturo Bandini! Eu sou Arturo Bandini.<\/p>\n<p>Gostaria de poder dizer isso.<\/p>\n<p>Porque Arturo Bandini era um homem de verdade, que cedia aos seus desejos, sem ceder \u00e0 sua integridade. E \u00e9 disso que o mundo precisa: de pessoas que saibam aproveitar a vida sem se aproveitar das outras pessoas.<\/p>\n<p>(Cr\u00f4nica de <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=847372&amp;ID=937092\" target=\"_blank\"><em>As velhinhas de Copacabana<\/em><\/a>, de David Coimbra)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/velhinhas_copacabana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-22626\" alt=\"Capa_velhinhas_copacabana.indd\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/velhinhas_copacabana-686x1024.jpg\" width=\"405\" height=\"604\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/velhinhas_copacabana-686x1024.jpg 686w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/velhinhas_copacabana-201x300.jpg 201w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/velhinhas_copacabana.jpg 1665w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado, 2 de novembro \u00e0s 19h, David Coimbra autografa na Feira do Livro de Porto Alegre. 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