﻿{"id":21733,"date":"2013-08-01T11:25:58","date_gmt":"2013-08-01T14:25:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21733"},"modified":"2013-08-01T11:25:58","modified_gmt":"2013-08-01T14:25:58","slug":"o-homero-do-oceano-pacifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21733","title":{"rendered":"O Homero do Oceano Pac\u00edfico"},"content":{"rendered":"<p>Albert Camus afirmou que Herman Melville era o Homero do Oceano Pac\u00edfico. Com uma literatura\u00a0 perpassada pela busca da perfei\u00e7\u00e3o\u00a0 e pela constante luta entre o Bel e o Mal,\u00a0o autor de <em>Moby Dick\u00a0<\/em>cantou\u00a0o mar como nenhum outro. Nascido\u00a0em Nova York no primeiro dia de agosto de 1819,\u00a0Herman Melville\u00a0era herdeiro\u00a0&#8211; tanto de pai, quanto de m\u00e3e &#8211; de uma gloriosa e s\u00f3lida tradi\u00e7\u00e3o familiar. A tradi\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o\u00a0teve\u00a0for\u00e7as para\u00a0sustentar-se durante os anos da depress\u00e3o econ\u00f4mica e\u00a0a fortuna\u00a0da fam\u00edlia Melville desapareceu como sal na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Depois da morte do pai, aos vinte anos,\u00a0Melville embarcou como camareiro em um navio que zarpava para Liverpool. Surgia a\u00ed sua paix\u00e3o pelo mar.<\/p>\n<p>Em 1841, veio outra viagem, dessa vez\u00a0no baleeiro <em>Acushnet<\/em>\u00a0que rumava para o Pac\u00edfico, e que mais tarde seria a inspira\u00e7\u00e3o para <em>Moby Dick. <\/em>Quando o navio lan\u00e7ou \u00e2ncora nas Marquesas, em julho de 1842, Melville e seu companheiro, o personagem\u00a0Toby de seu livro <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=912229&amp;ID=517472\" target=\"_blank\"><em>Taipi<\/em><\/a>, desertaram do navio e moraram com os canibais, deixando a ilha quatro semanas mais tarde, dessa vez a bordo de um baleeiro australiano, o <em>Lucy Ann<\/em>. Com outros membros da tripula\u00e7\u00e3o, Melville participou de um motim no <em>Lucy Ann<\/em>, foi legalmente confinado em Taiti, fugiu com um companheiro para uma ilha vizinha e chegou a Honolulu em outro balleiro.<\/p>\n<p>Em Honolulu,\u00a0quando a fragada <em>Unided State <\/em>aportou de uma viagem para Boston, Melville alistou-se na Marinha. A disciplina naval, no entanto, o deixou nauseado e, a partir de seus 25 anos,\u00a0ele embarcou\u00a0em outra viagem: a literatura. <em>Taipi <\/em>foi o primeiro desses livros.<\/p>\n<p>Em 1851,\u00a0foi lan\u00e7ado\u00a0<em>Moby Dick<\/em>, obra que,\u00a0atualmente, \u00e9 considerada uma das mais importantes da literatura ocidental. Mas que, na \u00e9poca de sua publica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fez muito sucesso entre os leitores. O motivo da impopularidade\u00a0inicial foi que o escritor optou por tratar de temas mais complexos e elaborados, enquanto as pessoas esperavam por relatos de aventuras mais simples como aquelas que estavam em seus primeiros livros.<\/p>\n<p>Herman Melville morreu em 28 de setembro de 1891, depois de abandonar a carreira de escritor. Deixou alguns manuscritos incompletos, entre eles <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=544810\" target=\"_blank\"><em>Billy Budd, marinheiro<\/em><\/a>, descoberto apenas em 1920.<\/p>\n<div id=\"attachment_21736\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/melville_jovem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21736\" class=\" wp-image-21736    \" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/melville_jovem.jpg\" width=\"354\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/melville_jovem.jpg 552w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/melville_jovem-230x300.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21736\" class=\"wp-caption-text\">A imagem mais jovial que se tem de Herman Melville<\/p><\/div>\n<blockquote><p><em>Seis meses em pleno mar! Sim, leitor, por minha vida, seis meses sem ver terra firme, navegando em busca de baleia, deixando o sol crestante do Equador, e jogados pelas vagas do poderoso Pac\u00edfico &#8211; o c\u00e9u em cima, o mar em torno de n\u00f3s, e nada mais! Faz semanas e semanas, todas as nossas provis\u00f5es de v\u00edveres frescos se esgotaram.<\/em> (Trecho inicial de <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=912229&amp;ID=517472\" target=\"_blank\"><em>Taipi<\/em><\/a>, de Herman Melville)<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Albert Camus afirmou que Herman Melville era o Homero do Oceano Pac\u00edfico. Com uma literatura\u00a0 perpassada pela busca da perfei\u00e7\u00e3o\u00a0 e pela constante luta entre o Bel e o Mal,\u00a0o autor de Moby Dick\u00a0cantou\u00a0o mar como nenhum outro. 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