﻿{"id":21630,"date":"2013-07-19T18:20:28","date_gmt":"2013-07-19T21:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21630"},"modified":"2013-07-19T18:20:28","modified_gmt":"2013-07-19T21:20:28","slug":"cinco-curiosidades-sobre-julio-cortazar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21630","title":{"rendered":"Cinco curiosidades sobre J\u00falio Cort\u00e1zar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/julio-cortazar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-21634 alignright\" alt=\"julio-cortazar\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/julio-cortazar.jpg\" width=\"247\" height=\"335\" \/><\/a>1. Cort\u00e1zar come\u00e7ou a escrever aos oito anos de idade, &#8220;com uma novela que est\u00e1 guardada com cuidado (por minha m\u00e3e), apesar de minhas tentativas desesperadas de queim\u00e1-la&#8221;. Certa vez, um parente descobriu alguns de seus poemas e disse \u00e0 sua m\u00e3e que &#8220;obviamente, esses poemas n\u00e3o eram dele&#8221;, o que causou uma grande tristeza no garoto.<\/p>\n<p>2. Ele era f\u00e3 de boxe e jazz e isso aparece em muitas de suas hist\u00f3rias, como &#8220;O perseguidor&#8221; e &#8220;Fim de jogo&#8221;. No caso do esporte, a rela\u00e7\u00e3o extrapola a arte: houve uma \u00e9poca em que ele trabalhou como comentarista de boxe numa r\u00e1dio, mas foi demitido porque ficava t\u00e3o animado durante as transmiss\u00f5es a ponto de n\u00e3o ser compreendido pelos ouvintes! Mas voltando \u00e0 literatura, os termos do boxe foram usados por Cort\u00e1zar para explicar o que fazia: &#8220;a novela se ganha por contagem de pontos, j\u00e1 o conto, por nocaute&#8221;.<\/p>\n<p>3. N\u00e3o gostava de literatura &#8220;cabeluda&#8221; (como se referia \u00e0 literatura er\u00f3tica). Ele considerava &#8220;sujos&#8221; os seus contos &#8220;Tu m\u00e1s profunda piel&#8221; e &#8220;La se\u00f1orita Cora&#8221; e sobre eles disse: &#8220;em toda a minha obra n\u00e3o fui capaz de escrever uma s\u00f3 vez a palavra buceta, que pelo menos em duas ocasi\u00f5es me fez mais falta do que cigarros&#8221;.<\/p>\n<p>4. Julio nunca parou de crescer &#8211; literalmente. Sofria de acromegalia, doen\u00e7a semelhante ao gigantismo, mas que se manifesta na idade adulta. Aos 60 anos, Cort\u00e1zar continuava crescendo, tinha p\u00e9s e m\u00e3os disformes. Ao morrer, com 70 anos, media 2,14m. Al\u00e9m disso, envelhecia lentamente, sempre aparentando ser mais jovem. O amigo Carlos Fuentes contava que, certa vez, quando foi visit\u00e1-lo, quem abriu a porta foi um rapaz que aparentava ter 20 e poucos anos. Ele pediu ao garoto que chamasse seu pai, mas era o pr\u00f3prio Cort\u00e1zar (j\u00e1 com 50 anos de idade!) quem o recebia.<\/p>\n<p>5. Devido aos lugares onde viveu nos primeiros anos de vida, Julio n\u00e3o conseguia pronunciar o &#8220;r&#8221; do castelhano e ent\u00e3o falava tudo com &#8220;r&#8221; mais gutural, como os franceses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Cort\u00e1zar come\u00e7ou a escrever aos oito anos de idade, &#8220;com uma novela que est\u00e1 guardada com cuidado (por minha m\u00e3e), apesar de minhas tentativas desesperadas de queim\u00e1-la&#8221;. 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