﻿{"id":2124,"date":"2010-08-11T13:59:08","date_gmt":"2010-08-11T13:59:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=2124"},"modified":"2015-08-03T17:30:33","modified_gmt":"2015-08-03T20:30:33","slug":"as-ultimas-palavras-dos-escritores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=2124","title":{"rendered":"As \u00faltimas palavras dos escritores"},"content":{"rendered":"<p>O site do jornal brit\u00e2nico <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/\" target=\"_blank\">The Guardian<\/a> publicou uma mat\u00e9ria bem legal sobre as \u00faltimas palavras de c\u00e9lebres escritores. Selecionamos algumas delas (em tradu\u00e7\u00e3o livre):<\/p>\n<div id=\"attachment_2125\" style=\"width: 455px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/printguardian.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2125\" class=\"size-full wp-image-2125 \" title=\"printguardian\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/printguardian.jpg\" width=\"445\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/printguardian.jpg 445w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/printguardian-300x233.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2125\" class=\"wp-caption-text\">The Guardian publicou uma sele\u00e7\u00e3o de &#8220;\u00faltimas palavras&#8221; \/ Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=625152\" target=\"_blank\">Mark Twain<\/a>: <em>Death, the only immortal, who treats us alike, whose peace and refuge are for all. The soiled and the pure, the rich and the poor, the loved and the unloved. <\/em>(\u201cMorte, a \u00fanica imortal, que nos trata da mesma forma, para a qual paz e ref\u00fagio s\u00e3o para todos. O sujo e o puro, o rico e o pobre, o amado e o n\u00e3o-amado.\u201d)<br \/>\nEssa nota foi encontrada no leito de morte do autor de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=616211&amp;ID=937074\" target=\"_blank\"><em>Tom Sawyer<\/em><\/a> e publicada em uma colet\u00e2nea de 1935. Depois de sofrer um ataque card\u00edaco em Bermudas, Twain voltou para sua casa em Connecticut para se recuperar. Previu em 1909 que iria \u201csair de cena\u201d com o cometa Halley &#8211; que tinha aparecido no ano de seu nascimento. E morreu um dia depois da maior aproxima\u00e7\u00e3o do astro com a Terra. De acordo com seu bi\u00f3grafo, ele disse: \u201c&#8217;Adeus&#8217;, e o Dr. Quintard, que estava perto, achou que ele tinha acrescentado: \u2018Se n\u00f3s nos encontrarmos\u2019 \u2013 mas as palavras foram muito fracas.&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=625181\" target=\"_blank\">Emily Dickinson<\/a>:<em> I must go in, the fog is rising.<\/em> (\u201cEu devo ir, o nevoeiro est\u00e1 aumentando.\u201d)<br \/>\nA sa\u00fade de Dickinson piorou consideravelmente nos \u00faltimos anos de sua vida, at\u00e9 que ela finalmente ficou presa \u00e0 cama, limitando-se a escrever pequenas notas. Seu m\u00e9dico considerou como causa da morte a doen\u00e7a de Bright, um mal renal agora chamado de nefrite.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=064809\" target=\"_blank\">Robert Louis Stevenson<\/a>: <em>What\u2019s that? Do I look strange?<\/em> (\u201cO que \u00e9 isso? Eu pare\u00e7o estranho?\u201d)<br \/>\nCom a sa\u00fade debilitada desde 1880 (ele morreu em 1894), o autor de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=927494\" target=\"_blank\"><em>O m\u00e9dico e o monstro<\/em><\/a> mudou-se para Samoa na tentativa de uma recupera\u00e7\u00e3o. Stevenson provavelmente morreu de hemorragia cerebral. De acordo com sua bi\u00f3grafa, \u201cno fim da tarde, ele desceu as escadas falando sobre um tour de palestras na Am\u00e9rica que estava ansioso por fazer, j\u00e1 que estava \u2018se sentindo t\u00e3o bem\u2019&#8230; de repente ele colocou as duas m\u00e3os sobre a cabe\u00e7a e gritou: \u2018o que \u00e9 isso?\u2019 A\u00ed ele perguntou logo depois: \u2018eu pare\u00e7o estranho?\u2019\u201d E logo que fez isso caiu de joelhos ao lado dela.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=935383\" target=\"_blank\">Anton Tch\u00e9khov<\/a>: <em>It&#8217;s a long time since I drank champagne. <\/em>(&#8220;Fazia muito tempo que eu n\u00e3o bebia champanhe.&#8221;)<br \/>\nJ\u00e1 doente terminal, foi com a esposa Olga para Badenweiler, no interior da Alemanha. Mais tarde, ela recordou seus \u00faltimos momentos: \u201cAnton sentou-se estranhamente reto e disse alta e claramente (embora n\u00e3o soubesse quase nada de alem\u00e3o): \u2018Ich sterbe\u2019 (estou morrendo). O doutor o acalmou, pegou uma seringa, aplicou uma inje\u00e7\u00e3o e pediu champagne. Anton pegou uma ta\u00e7a cheia, examinou-a, olhou pra mim e disse: \u2018Fazia muito tempo que eu n\u00e3o bebia champagne\u2019. A\u00ed ele bebeu tudo, colocou a ta\u00e7a do seu lado esquerdo sem fazer barulho e eu s\u00f3 tive tempo de correr at\u00e9 ele, me inclinar sobre a cama e cham\u00e1-lo, mas ele tinha parado de respirar e estava dormindo tranquilamente como uma crian\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=628162\" target=\"_blank\">Franz Kafka<\/a>: <em>Dearest Max, my last request: Everything I leave behind me &#8230; in the way of diaries, manuscripts, letters (my own and others&#8217;), sketches, and so on, (is) to be burned unread.<\/em> (\u201cQuerido Max, meu \u00faltimo pedido: tudo que eu deixo pra tr\u00e1s&#8230; di\u00e1rios, manuscritos, cartas (minhas pr\u00f3prias e de outros), sketches, e assim por diante, deve ser queimado antes que possa ser lido.\u201d)<br \/>\nO bilhete foi deixado por Kafka pouco antes de morrer de tuberculose em um sanat\u00f3rio perto de Viena. Como se sabe, Max Brod n\u00e3o cumpriu o \u00faltimo pedido do amigo, o que resultou agora, em 2010, numa grande disputa judicial pelos direitos do material deixado por Kafka.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=604415\" target=\"_blank\">Virg\u00ednia Woolf<\/a>: <em>I feel certain that I&#8217;m going mad again\u2026<\/em> (\u201cTenho certeza de que estou enlouquecendo de novo&#8230;\u201d)<br \/>\nTemendo que estivesse a beira de mais uma crise, Woolf suicidou-se enchendo seus bolsos de pedras e afongando-se no Rio Ouse. O corpo s\u00f3 foi encontrado vinte dias depois. O bilhete que deixou para o marido dizia: \u201cTenho certeza de que estou enlouquecendo de novo&#8230; Eu sinto que n\u00e3o podemos passar novamente por outro daqueles tempos terr\u00edveis. E n\u00e3o acho que vou me recuperar dessa vez. Comecei a ouvir vozes e n\u00e3o consigo me concentrar. Ent\u00e3o estou fazendo o que parece ser o melhor a fazer&#8230; Eu n\u00e3o posso continuar a estragar a sua vida por mais tempo. Eu n\u00e3o acho que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes do que n\u00f3s fomos.\u201d<\/p>\n<p><em>Leia a \u00edntegra da mat\u00e9ria <\/em><a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/books\/gallery\/2010\/aug\/03\/authors-last-words-death\" target=\"_blank\"><em>aqui<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O site do jornal brit\u00e2nico The Guardian publicou uma mat\u00e9ria bem legal sobre as \u00faltimas palavras de c\u00e9lebres escritores. Selecionamos algumas delas (em tradu\u00e7\u00e3o livre): Mark Twain: Death, the only immortal, who treats us alike, whose peace and refuge are for all. 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