﻿{"id":21136,"date":"2013-06-04T17:09:08","date_gmt":"2013-06-04T20:09:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21136"},"modified":"2013-06-04T17:11:15","modified_gmt":"2013-06-04T20:11:15","slug":"nao-se-fazem-mais-daisies-como-antigamente-ainda-bem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=21136","title":{"rendered":"N\u00e3o se fazem mais Daisies como antigamente \u2013 ainda bem!"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><em>Por Caroline Chang (nossa editora que\u00a0assistiu \u00e0 pr\u00e9-estreia de &#8220;O grande Gatsby&#8221; em S\u00e3o Paulo)<\/em><\/p>\n<blockquote><p>Um cupcake. Foi o que me lembrou, esteticamente, a nova vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica de O grande Gastby que estreia no pa\u00eds no final desta semana. Que filme LINDO. Que fotografia. Que dire\u00e7\u00e3o de arte. Que figurino. Que atores lindos. Que cartaz estiloso. Que fotografia. Que tudo. Nenhum chef p\u00e2tissier faria uma guloseima t\u00e3o vistosa. Com, de quebra, uma incr\u00edvel e energizante trilha sonora que junta foxtrote com m\u00fasica eletr\u00f4nica, Charleston com funk.<\/p>\n<p>Quem teria se sa\u00eddo melhor no papel do misterioso e irresist\u00edvel Jay Gatsby? Robert Redford, da c\u00e9lebre adapta\u00e7\u00e3o de 1974, ou Leonardo di Caprio? Quem d\u00e1 mais? Minha opini\u00e3o: o segundo est\u00e1 bem no papel, sem d\u00favida (sou f\u00e3), mas creio que o sorriso do Robert Redford se adequa mais \u00e0 imagem de \u201csorriso como o qual s\u00f3 vemos quatro ou cinco vezes na vida\u201d, segundo o narrador.<\/p>\n<p>Mas o que me chamou aten\u00e7\u00e3o, mesmo, foi o sinal dos tempos e Carrey Mulligan no papel de Daisy, outrora vivido por Mia Farrow. S\u00e9rio. O jeitinho passivo-agressivo da Mia Farrow sempre me incomodou (fiquei muito feliz quando\u00a0 ela saiu de cena da vida do Woody Allen e a Diane Keaton p\u00f4de voltar aos filmes dele). A Mia-Daisy era, a meu ver, a exata imagem da \u201cbela tolinha\u201d que, segundo a pr\u00f3pria personagem, \u00e9 tudo o que uma mulher pode ser nessa vida. J\u00e1 o personagem encarnado pela Carey parece ter uma fagulha de descontentamento com o status quo da \u00e9poca em que mulher n\u00e3o podia ter outra profiss\u00e3o sen\u00e3o esposa, sendo financeira e moralmente dependente do marido. \u00c9 uma mulher rica, linda, ador\u00e1vel, meiga, na Long Island de 1922, um tanto infeliz com o marido infiel &#8211; fato; mas, me pareceu, j\u00e1 com uma centelha de rebeldia e necessidade de autoafirma\u00e7\u00e3o &#8211; que acarretariam na revolu\u00e7\u00e3o\u00a0 sexual e na emancipa\u00e7\u00e3o feminina, talvez?<\/p>\n<p>Quem foi mesmo que disse que uma adapta\u00e7\u00e3o sempre traz em si as marcas da \u00e9poca em que \u00e9 feita? Pois \u00e9. \u00a0Ainda bem que n\u00e3o se fazem mais Daisies como antigamente.<i><\/i><\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_21137\" style=\"width: 442px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Gatsby_daisi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-21137\" class=\" wp-image-21137  \" alt=\"Gatsby_daisy\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Gatsby_daisi.jpg\" width=\"432\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Gatsby_daisi.jpg 600w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/Gatsby_daisi-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 432px) 100vw, 432px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-21137\" class=\"wp-caption-text\">Carrey Mulligan \u00e9 Daisy na nova adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;O Grande Gatsby&#8221;<\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Caroline Chang (nossa editora que\u00a0assistiu \u00e0 pr\u00e9-estreia de &#8220;O grande Gatsby&#8221; em S\u00e3o Paulo) Um cupcake. 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