﻿{"id":2062,"date":"2010-08-05T14:41:12","date_gmt":"2010-08-05T14:41:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=2062"},"modified":"2010-08-06T12:53:27","modified_gmt":"2010-08-06T12:53:27","slug":"flp-flp-flp-flip-fliiip-fliiip-floooop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=2062","title":{"rendered":"Flp, Flp, Flp, flip, fliiip, fliiip, FLOOOOP!!"},"content":{"rendered":"<p><em>Marcos e Rachel Ribas moram h\u00e1 anos em Paraty e s\u00e3o donos do <a href=\"http:\/\/www.ecparaty.org.br\/\" target=\"_blank\">Teatro Espa\u00e7o<\/a><\/em><em>. Com exclusividade para o Blog da L&amp;PM, Marcos escreveu um texto sobre a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, evento que ele acompanha (como morador da cidade) desde antes da primeira edi\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/paratybx66d.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2075\" title=\"Marcos e Rachek Ribas\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/paratybx66d.jpg\" alt=\"\" width=\"445\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/paratybx66d.jpg 445w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/paratybx66d-300x288.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\">\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Marcos Ribas<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>A nave m\u00e3e baixa finalmente sobre o Arei\u00e3o do Pontal, ao lado da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia, o hospital da cidade.<br \/>\nVai come\u00e7ar a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (FLIP), provavelmente o maior evento liter\u00e1rio do mundo com este formato.<br \/>\nLembro de quando, em 2002, Liz Calder e Louis Baum (seu marido) convidaram Rachel e eu para jantar e para falar sobre o plano que ela tinha de fazer um evento liter\u00e1rio em Paraty, num formato que ela conheceu numa cidade pequena da Inglaterra.<br \/>\nConfesso que achei a ideia meio maluca. Imaginei alguns autores estrangeiros lendo seus textos liter\u00e1rios, que eram reproduzidos em tradu\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea por pessoas sem muita forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, e me lembrei da express\u00e3o italiana \u201ctraduttore, traditore\u201d. Mas ouvi com aten\u00e7\u00e3o. Afinal, aquela mulher (muito simp\u00e1tica, diga-se de passagem) era a co-fundadora da Bloomsbury Publishing, a editora do Harry Potter.<br \/>\nPerguntei se eles tinham j\u00e1 o principal que, naturalmente, era o dinheiro para o evento. Ela me disse que n\u00e3o. Que estava em contato com uma editora de S\u00e3o Paulo, mas que se dispunha a investir uns US$ 50.000,00 de dinheiro dela. Pensei \u201cque maluquice\u201d, mas educadamente disse: \u201cQue legal, que bom para Paraty. Vai em frente, faz a\u00ed.\u201d<br \/>\nE seguimos comendo da boa comida que ela servia, tomando do bom vinho e proseando sobre outros assuntos divertidos, como sempre acontecia nas nossas visitas daquela \u00e9poca.<br \/>\nCaramba, como aquilo deu certo! Como cresceu!<br \/>\nDe cima da ponte, olho para a nave m\u00e3e de um lado do Rio Perequ\u00ea-a\u00e7u e para as duas enormes tendas do outro lado e fico totalmente pasmado. Que coisa enorme que \u00e9 a Flip. Perto das duas tendas grandes, a Flipinha colore e transforma a Pra\u00e7a da Matriz, que praticamente desaparece no meio do colorido, dos bonecos gigantes, dos livros pendurados nas \u00e1rvores, e das muitas atividades oficiais e penetras. A Flip \u00e9 um fen\u00f4meno, um enorme fen\u00f4meno muito maior do que Paraty&#8230;<br \/>\nMas vamos voltar para a Liz Calder, a criadora da Festa, a inventora da Flip. Engra\u00e7ado este nome, n\u00e3o \u00e9? Flip. To flip em ingl\u00eas quer dizer fazer dar voltas. Palavra muito usada na express\u00e3o to flip the coin que significa literalmente jogar a moeda para cima, ou jogar cara ou coroa.<br \/>\nJ\u00e1 faz algum tempo que a gente n\u00e3o se encontra com calma para jantar e conversar fiado, como se dizia na minha cidade natal l\u00e1 do norte de Minas. E fico pensando como \u00e9 que a Liz, que j\u00e1 n\u00e3o tem mais casa em Paraty, que circula pelo evento mais como uma rainha m\u00e3e, se sente sobre tudo isto agora, oito Flips depois, fliping um or\u00e7amento de 6,3 milh\u00f5es de reais in the air. Quite a lot of coins, I would say.<br \/>\nSe a festa faz bem para a cidade? Acredito que sim, mas no come\u00e7o pensava: \u201ccomo ser\u00e1 que Paraty vai digerir a Flip?\u201d\u00a0 Hoje penso: \u201ccomo ser\u00e1 que a Flip vai digerir Paraty?\u201d O futuro dir\u00e1.<br \/>\nNo presente, n\u00e3o tenho do que me queixar. No Teatro Espa\u00e7o, nosso espet\u00e1culo est\u00e1 cheio. Lotado, mesmo na noite do show de abertura, que \u00e9 na Pra\u00e7a, quase aberto para o p\u00fablico e sempre com grandes nomes como Caetano, Gilberto Gil, este ano com Edu Lobo e (veja voc\u00ea) Fernando Henrique Cardoso.<br \/>\nS\u00f3 \u00e9 chato a hist\u00f3ria de n\u00e3o poder comer fora sem fazer fila, e a mania que o povo tem de me confundir com o Paulo Coelho&#8230;(hehe) Mas que fazer, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\nA Flip tem seus pr\u00f3s e tem seus contras, \u00e9 assim mesmo, \u00e9 natural. Quero ver a confer\u00eancia do Robert Crumb e do Gilbert Shelton (Fritz the Cat x Freak Brothers), o hor\u00e1rio s\u00f3 me permite assistir uma parte antes do nosso espet\u00e1culo e s\u00f3 consegui um ingresso. Tudo bem, fazer o que? A confus\u00e3o dos ingressos \u00e9 o problema maior que eles t\u00eam. Mesmo para n\u00f3s moradores.<br \/>\nEu n\u00e3o falo nada. Fico quieto, s\u00f3 no meu canto, mineiramente esperando. Olhando aquele mund\u00e3o de gente e esperando at\u00e9 que flooop, fliiip, fliip, fliip, flip, flip, flip, vupt! A nave m\u00e3e foi embora. Ufa! Paz de novo em Paraty&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos e Rachel Ribas moram h\u00e1 anos em Paraty e s\u00e3o donos do Teatro Espa\u00e7o. Com exclusividade para o Blog da L&amp;PM, Marcos escreveu um texto sobre a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, evento que ele acompanha (como morador da cidade) desde antes da primeira edi\u00e7\u00e3o. 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