﻿{"id":20121,"date":"2013-03-11T09:35:39","date_gmt":"2013-03-11T12:35:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=20121"},"modified":"2013-03-11T11:28:13","modified_gmt":"2013-03-11T14:28:13","slug":"o-sonho-de-publicar-a-interpretacao-dos-sonhos-de-freud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=20121","title":{"rendered":"O sonho de publicar &#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221;, de Freud"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cinco anos depois: sobre a experi\u00eancia de editar a primeira tradu\u00e7\u00e3o brasileira direta de <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?FiltroStr=a+interpreta%E7%E3o+dos+sonhos&amp;FiltroCampo=ALL&amp;Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp\" target=\"_blank\">&#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221;<\/a><\/strong><\/p>\n<p><em>Por Caroline Chang*<\/em><\/p>\n<p>Hoje fiz as contas: faz cinco anos que come\u00e7amos o projeto de publicar a obra de Freud, iniciando com <i>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/i>, traduzido direto do alem\u00e3o (coisa que n\u00e3o tinha sido feita, ainda; os leitores brasileiros liam <i>A interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> ou numa tradu\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o em ingl\u00eas de James Strachey, ou em espanhol). Vendo retrospectivamente, foi uma aventura e tanto, que relembro aqui.<\/p>\n<p>A ideia era nos prepararmos para a entrada da obra freudiana em dom\u00ednio p\u00fablico, que ocorreria em 1\u00ba de janeiro de 2010. Trata-se de um marco importante: a partir dessa data, qualquer pessoa ou editora que quisesse publicar os textos freudianos, em alem\u00e3o ou em tradu\u00e7\u00e3o, poderia faz\u00ea-lo, sob o ponto de vista legal de direitos autorais. O que significa que pela primeira vez o pensamento deste grande homem estaria (est\u00e1) dispon\u00edvel para os leitores em v\u00e1rias tradu\u00e7\u00f5es e edi\u00e7\u00f5es, numa pluralidade de op\u00e7\u00f5es e leituras que s\u00f3 posso ver como bem-vinda.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do projeto envolveu a Sociedade Psicanal\u00edtica de Porto Alegre. Quer\u00edamos um colegiado de estudiosos de Freud que pudesse nos apontar, dentre a imensid\u00e3o de textos escritos pelo pai da psican\u00e1lise, uma lista inicial de obras a serem editadas (sobre a f\u00e9rtil genialidade de Freud, n\u00e3o posso deixar de pensar: sorte nossa que n\u00e3o havia televis\u00e3o naquela \u00e9poca). N\u00e3o poderia ficar fora dessa lista<i> A interpreta\u00e7\u00e3o<\/i>, primeira obra psicanal\u00edtica do autor no sentido de que \u00e9 nela que ele afirma a exist\u00eancia e explica parte do funcionamento de uma novidade chamada \u201cinconsciente\u201d.<\/p>\n<p>O passo seguinte: encontrar um tradutor para a tarefa herc\u00falea. Herc\u00falea n\u00e3o apenas pelo alentado tamanho do texto \u2013 em torno de 650 laudas \u2013, mas pela import\u00e2ncia (inclusive simb\u00f3lica) do trabalho; pela dificuldade da terminologia psicanal\u00edtica (que na <i>Interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> ainda n\u00e3o \u00e9 tratada com rigor pelo pr\u00f3prio Freud); e pelo fato de que esse \u00e9 um dos textos mais \u201cduros\u201d do autor, estilisticamente falando. Nele Freud ainda se prende um tanto a um estilo acad\u00eamico do qual depois se despojar\u00e1, como se v\u00ea em <i>Totem e tabu<\/i>, considerado um de seus textos mais elegantes.<\/p>\n<p>A escolha natural reca\u00eda sobre Renato Zwick, jovem tradutor, ex-estudante de psicologia que j\u00e1 havia vertido para a L&amp;PM, entre outras, <i>O mal-estar na cultura <\/i>e <i>O futuro de uma ilus\u00e3o<\/i>, duas obras freudianas mais curtas e mais simples.<\/p>\n<p>Como diz a frase usualmente atribu\u00edda a Cocteau, \u201cN\u00e3o sabendo que era imposs\u00edvel, ele foi l\u00e1 e fez\u201d. O Renato, com sua t\u00eampera germ\u00e2nica, recebeu o convite, ponderou-o e aceitou a miss\u00e3o. Acordamos que a tradu\u00e7\u00e3o se basearia na <i>Studienausgabe<\/i> da S. Fischer Verlag. O conceito da edi\u00e7\u00e3o que quer\u00edamos \u2013 voltada para o p\u00fablico em geral, n\u00e3o apenas para estudiosos, psicanalistas e especialistas \u2013 o Renato j\u00e1 conhecia. Entre ele come\u00e7ar a estudar o trabalho e entregar a \u00faltima parcela da tradu\u00e7\u00e3o, foram-se quase dois anos. Recebi o arquivo final em dezembro de 2010.<\/p>\n<p>O ano de 2011 foi todinho de revis\u00f5es. Primeiro li o texto e sugeri v\u00e1rias modifica\u00e7\u00f5es para o tradutor. Ent\u00e3o o Renato fez as altera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e me devolveu o arquivo. Encomendei ent\u00e3o a revis\u00e3o t\u00e9cnica da igualmente destemida Tania Rivera, psicanalista e professora da Universidade de Bras\u00edlia. Imbu\u00edda da import\u00e2ncia da tarefa, a Tania fez uma leitura \u00e0 altura. Al\u00e9m de v\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es de altera\u00e7\u00f5es terminol\u00f3gicas, foi dela a ideia de sinalizar, na nossa edi\u00e7\u00e3o, os trechos e notas que Freud foi acrescentando \u00e0 <i>Interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> \u00e0 medida que o livro, originalmente de 1899, ia sendo reeditado.<\/p>\n<p>Sem se mixar para o desafio de redigir o texto de apresenta\u00e7\u00e3o da primeira tradu\u00e7\u00e3o direta de uma obra dessa envergadura, junto com a revis\u00e3o t\u00e9cnica a Tania tamb\u00e9m entregou seu texto, intitulado \u201cO sonho e o s\u00e9culo\u201d. Foram-se mais algumas semanas de leituras internas da apresenta\u00e7\u00e3o e solicita\u00e7\u00f5es de altera\u00e7\u00e3o para tornar o texto acess\u00edvel a todo tipo de leitor (inclusive ao leitor que estivesse se deparando com Freud pela primeir\u00edssima vez).<\/p>\n<p>Enquanto isso eu tinha que explicar pro Ivan Pinheiro Machado, publisher da casa e meu chefe, por que um livro que j\u00e1 tinha custado uma pequena fortuna ia atrasar mais uma vez.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o o momento de \u201cmediar\u201d os argumentos da Tania e do Renato em rela\u00e7\u00e3o a trechos espec\u00edficos \u2013 geralmente o Renato defendia a vis\u00e3o germanista da coisa, levando sobretudo em considera\u00e7\u00e3o a l\u00edngua em que o texto foi escrito, enquanto a Tania tinha uma vis\u00e3o mais psicanal\u00edtica. Depois de muitos e-mails, arquivos para l\u00e1, arquivos para c\u00e1, acho que quem saiu ganhando foi o livro \u2013 e o leitor. (Ali\u00e1s, uma das coisas legais de editar o Freud \u00e9 justamente o interc\u00e2mbio com pessoas preparad\u00edssimas, de alto n\u00edvel e comprometidas com a causa como a Tania e o Renato.)<\/p>\n<p>Em seguida demoramos mais um bom tempo para inserir as marca\u00e7\u00f5es de acr\u00e9scimos a edi\u00e7\u00f5es posteriores feitas por Freud. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que a melhor maneira de sinalizar isso era como fora feito pela Presses Universitaires de France: apresentar um risco vertical ao lado do trecho acrescentado e, ao final do referido trecho, informar entre colchetes o ano do acr\u00e9scimo.<\/p>\n<p>Como fazer isso no editor de texto? Como transpor essa marca\u00e7\u00e3o para o programa de pagina\u00e7\u00e3o? A solu\u00e7\u00e3o que encontramos foi sublinhar todos os trechos a serem destacados, para que a M\u00f4nica Bohrer, mais tarde trabalhando no InDesign, pudesse inserir os riscos verticais nas margens das p\u00e1ginas e apagar o sublinhado.<\/p>\n<p>Devo dizer que sou uma franca admiradora do dr. Sig. Tenho uma tia que \u00e9 psic\u00f3loga, fiz terapia desde os sete anos e sou adepta da an\u00e1lise. Tenho plena convic\u00e7\u00e3o de que devia estar assegurado na Constitui\u00e7\u00e3o o direito de todo cidad\u00e3o fazer an\u00e1lise uma vez na vida, pelo menos. Da\u00ed o senso de responsabilidade \u2013 ou melhor dizendo, o nervosismo que tomou conta de mim durante todo esse processo de edi\u00e7\u00e3o. Deus me livre fazer feio logo com a obra mais emblem\u00e1tica desse g\u00eanio, a quem devo tanto da minha sa\u00fade mental. Havia grandes chances de que a nossa edi\u00e7\u00e3o fosse a primeira tradu\u00e7\u00e3o direta a ser lan\u00e7ada no Brasil, e eu sabia que, embora estiv\u00e9ssemos pensando no leitor em geral, todos os olhos psicanal\u00edticos \u2013 freudianos, lacanianos, junguianos, kleinianos etc. \u2013 estariam voltados para n\u00f3s. A discuss\u00e3o de cada termo me parecia crucial. Toda decis\u00e3o editorial era tomada com muito cuidado, pesando pr\u00f3s e contras.<\/p>\n<p>Uma vez acrescentada a biografia dos colaboradores, o \u201cItiner\u00e1rio para uma leitura de Freud\u201d, de autoria dos psicanalistas e professores Edson Sousa e Paulo Endo, bem como os \u00edndices ao final do livro, decidimos publicar <i>A interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> em dois volumes, tal como acontece na Argentina (me refiro \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Amorrortu, que, como as outras duas edi\u00e7\u00f5es estrangeiras j\u00e1 citadas, consultamos muitas e muitas vezes). Defini\u00e7\u00e3o de onde vai terminar o primeiro volume e come\u00e7ar o segundo; da numera\u00e7\u00e3o das p\u00e1ginas; como seriam os sum\u00e1rios, a numera\u00e7\u00e3o das notas etc. Finalmente l\u00e1 estavam os arquivos finais, prontos para a prepara\u00e7\u00e3o. Que ficou a cargo da Patr\u00edcia Yurgel, que j\u00e1 fizera um bom trabalho com textos de Freud.<\/p>\n<p>Foi durante o acompanhamento da prepara\u00e7\u00e3o e da supervis\u00e3o das emendas aceitas e rejeitadas pelo tradutor que o inesperado se deu. Eu estava gr\u00e1vida, mas esperava que a minha filha aguentasse as pontas e me deixasse concluir a edi\u00e7\u00e3o do livro, s\u00f3 dando o ar da gra\u00e7a l\u00e1 pela \u00faltima semana de janeiro. Por\u00e9m, no dia 12 tive que correr para o hospital e delegar tudo da <i>Interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> para a minha colega, a editora Janine Mogendorff.<\/p>\n<p>N\u00e3o me entendam mal: eu confiaria (e confio) tudo \u00e0 Janine. Somos unha e carne, cu e cueca, etc. Mas \u2013 quem \u00e9 editor vai me entender \u2013 eu queria levar esse livro pela m\u00e3o at\u00e9 o final. S\u00f3 que a natureza n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed para veleidades intelectuais, e l\u00e1 me fui para cinco meses de licen\u00e7a-maternidade.<\/p>\n<p>Pula para junho de 2012: a Dora, minha filha, t\u00e1 com 5 meses, linda, l\u00e9pida e faceira, e eu volto a trabalhar. Para minha felicidade, o processo de edi\u00e7\u00e3o de <i>A interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> n\u00e3o estava conclu\u00eddo, e pude acompanhar as etapas finais. A revis\u00e3o paginada foi feita pela Lia Cremonese, que tamb\u00e9m j\u00e1 tinha trabalhado nos dois Freuds anteriores, e o Renato, anos depois de conclu\u00edda a tradu\u00e7\u00e3o, fez mais uma leitura. Fizemos alguns ajustes na pagina\u00e7\u00e3o, melhoramos os cabe\u00e7alhos, revimos os \u00edndices, revimos tudo mais uma vez, inclu\u00edmos na p\u00e1gina de cr\u00e9ditos o logo do Goethe Institut (o livro recebeu um subs\u00eddio de tradu\u00e7\u00e3o do governo alem\u00e3o), liberei os arquivos, a L\u00facia Bohrer mandou o livro para a gr\u00e1fica, a Janine conferiu as provas, repassamos os \u00faltimos detalhes, e chegou a hora em que era necess\u00e1rio largar a m\u00e3o do livro e confiar que ele caminharia sozinho.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, cinco anos depois do in\u00edcio de tudo, depois de a publica\u00e7\u00e3o ser programada e reprogramada v\u00e1rias vezes, chega o resultado. Mal d\u00e1 para acreditar. \u00c9 uma felicidade, ao mesmo tempo que um al\u00edvio, ver <i>A interpreta\u00e7\u00e3o<\/i> pronta. Se como editora foi um privil\u00e9gio ficar encarregada dessa edi\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m um privil\u00e9gio para o leitor ter a possibilidade de ler um texto dessa envergadura numa tradu\u00e7\u00e3o direta e numa edi\u00e7\u00e3o acess\u00edvel sob todos os pontos de vista \u2013 privil\u00e9gio que nem todos os pa\u00edses gozam.<\/p>\n<p>Partilho com o leitor o trecho que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o durante o processo de edi\u00e7\u00e3o: uma nota \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de 1909 sobre a rela\u00e7\u00e3o da vida intrauterina e do ato do nascimento com a cren\u00e7a na vida ap\u00f3s a morte:<\/p>\n<p>\u201cApenas tardiamente aprendi a avaliar o significado das fantasias e dos pensamentos inconscientes acerca da vida no ventre materno. Eles cont\u00eam n\u00e3o s\u00f3 a explica\u00e7\u00e3o para o medo singular que muitas pessoas sentem de serem enterradas vivas, como tamb\u00e9m a motiva\u00e7\u00e3o inconsciente mais profunda para a cren\u00e7a numa continua\u00e7\u00e3o da vida ap\u00f3s a morte, cren\u00e7a que apenas figura a proje\u00e7\u00e3o no futuro dessa vida inquietante antes do nascimento. <i>Ali\u00e1s, o ato do nascimento \u00e9 a primeira experi\u00eancia de ang\u00fastia e, assim, a fonte e o modelo para esse afeto<\/i>.\u201d<\/p>\n<p>A todos os estudiosos e curiosos, boa leitura!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/interpretacao_sonhos_ouro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-20126\" alt=\"capa_interpreta\u00e7\u00e3o_sonhos_ouro.indd\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/interpretacao_sonhos_ouro.jpg\" width=\"325\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/interpretacao_sonhos_ouro.jpg 1879w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/interpretacao_sonhos_ouro-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/interpretacao_sonhos_ouro-709x1024.jpg 709w\" sizes=\"auto, (max-width: 325px) 100vw, 325px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>*Caroline Chang \u00e9 editora da L&amp;PM e\u00a0escreveu este texto em\u00a031 de outubro de 2012. <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?FiltroStr=a+interpreta%E7%E3o+dos+sonhos%2C+volume&amp;FiltroCampo=ALL&amp;Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp\" target=\"_blank\">&#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221; \u00e9 publicada em em dois volumes <\/a>na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket e tamb\u00e9m\u00a0em <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=535491&amp;ID=901101\" target=\"_blank\">um s\u00f3 volume na S\u00e9rie Ouro<\/a>. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco anos depois: sobre a experi\u00eancia de editar a primeira tradu\u00e7\u00e3o brasileira direta de &#8220;A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221; Por Caroline Chang* Hoje fiz as contas: faz cinco anos que come\u00e7amos o projeto de publicar a obra de Freud, iniciando com A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos, traduzido direto do alem\u00e3o (coisa que n\u00e3o tinha sido feita, ainda; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1737,2820,1745,4412],"class_list":["post-20121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-a-interpretacao-dos-sonhos","tag-caroline-chang","tag-sigmund-freud","tag-sociedade-psicanalitica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20121"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20131,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20121\/revisions\/20131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}