﻿{"id":18950,"date":"2017-12-13T11:42:55","date_gmt":"2017-12-13T13:42:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18950"},"modified":"2017-12-13T11:42:58","modified_gmt":"2017-12-13T13:42:58","slug":"o-dia-do-marinheiro-na-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18950","title":{"rendered":"O dia do marinheiro na literatura"},"content":{"rendered":"<p>13 de dezembro \u00e9, desde 1925, o Dia do Marinheiro no Brasil. A data foi escolhida por marcar o nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marqu\u00eas de Tamandar\u00e9, Patrono da Marinha no Brasil. Em homenagem aos homens do mar, aqui v\u00e3o alguns trechos de livros que falam de marinheiros, comandantes e capit\u00e3es \u2013 reais ou ficcionais \u2013 que enfrentaram tempestades, correntezas, mar\u00e9s e calmarias para viver aventuras que os colocaram na \u201ccrista da onda\u201d da hist\u00f3ria\u00a0e da literatura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/billy-bud-o-marinheiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18949\" title=\"billy bud o marinheiro\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/billy-bud-o-marinheiro-180x300.jpg\" width=\"69\" height=\"115\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/billy-bud-o-marinheiro-180x300.jpg 180w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/billy-bud-o-marinheiro-616x1024.jpg 616w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/billy-bud-o-marinheiro.jpg 843w\" sizes=\"auto, (max-width: 69px) 100vw, 69px\" \/><\/a><em>E o que poderia Billy saber sobre o homem, a n\u00e3o ser sobre o homem como um mero marinheiro? E o marinheiro \u00e0 moda antiga, o verdadeiro lobo-do-mar, o marujo que navega desde a inf\u00e2ncia, embora seja da mesma esp\u00e9cie do homem da terra, em alguns aspectos \u00e9 singularmente distinto dele. O marinheiro \u00e9 a franqueza, o homem da terra \u00e9 a esperteza. A vida para o marinheiro n\u00e3o \u00e9 um jogo que exija ast\u00facia; n\u00e3o \u00e9 um complicado jogo de xadrez em que poucos movimentos s\u00e3o francos e cujos fins s\u00e3o obtidos indiretamente (&#8230;)<\/em> &#8211; <strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=544810\" target=\"_blank\">BILLY BUDD, MARINHEIRO<\/a><\/em>, Herman Melville<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Linha_de_sombra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18958\" title=\"Linha_de_sombra\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Linha_de_sombra-179x300.jpg\" width=\"71\" height=\"106\" \/><\/a>Tr\u00eas janelas altas davam para o porto. Nelas n\u00e3o se via nada al\u00e9m do cintilante mar azul-escuro e de um luminoso azul p\u00e1lido no c\u00e9u. Meus olhos captaram, na profundidade e nas dist\u00e2ncias das tonalidades azuis, o ponto branco de algum grande navio rec\u00e9m-chegado prestes a fundear no ancoradouro. Um navio de casa \u2013 depois de uns noventa dias no mar. Existe algo de comovente em um navio que chega do mar e fecha as asas em repouso. <strong><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=725462&amp;ID=747380\" target=\"_blank\"><em>A<\/em><em> LINHA<\/em><em> DE SOMBRA<\/em><\/a>, Joseph Conrad<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/O_lobo_do_mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18960\" title=\"O_lobo_do_mar\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/O_lobo_do_mar-179x300.jpg\" width=\"73\" height=\"108\" \/><\/a>Ele obedeceu com rapidez, e me vi sozinho no conv\u00e9s do <em>Ghost<\/em>. Do modo mais silencioso poss\u00edvel, recolhi as velas de joanete, baixei a giba e a vela de estai, puxei a bujarrona para tr\u00e1s e retesei a vela mestra. Ent\u00e3o desci para encontrar Maud. Pus um dedo sobre seus l\u00e1bios pedindo sil\u00eancio, e entrei no quarto de Wolf Larsen. Ele estava na mesma posi\u00e7\u00e3o em que eu o havia deixado, e sua cabe\u00e7a se balan\u00e7ava \u2013 quase em convuls\u00e3o \u2013 de um lado para outro. <strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=173838\" target=\"_blank\">O LOBO DO MAR<\/a><\/em>, Jack London<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ilha-do-tesouro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18962\" title=\"ilha do tesouro\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/ilha-do-tesouro-178x300.jpg\" width=\"73\" height=\"112\" \/><\/a>O cheiro de alcatr\u00e3o e sal era novo para mim. Eu via as figuras de proa mais maravilhosas, que tinham estado em oceanos muito distantes. E via, al\u00e9m disso, muitos marinheiros velhos, com argolas nas orelhas e barbas que se enrolavam em cachos, e tran\u00e7as alcatradas, e sua maneira desajeitada e balou\u00e7ante de caminhar, como se ainda estivessem no mar. Ora, se eu tivesse visto o mesmo n\u00famero de reis ou arcebispos, n\u00e3o teria ficado mais encantado! <strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=282625\" target=\"_blank\">A ILHA DO TESOURO<\/a><\/em>, Robert Louis Stevenson<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/simbad-o-marujo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18963\" title=\"simbad o marujo\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/simbad-o-marujo-182x300.jpg\" width=\"73\" height=\"114\" \/><\/a>\u201cNo decorrer da nossa expedi\u00e7\u00e3o, desembarcamos em in\u00fameras ilhas e nelas vendemos ou trocamos mercadorias. Um dia em que est\u00e1vamos navegando, o mar calmo nos colocou frente a frente com uma pequena ilha, t\u00e3o verde como uma campina, quase no n\u00edvel da \u00e1gua. O capit\u00e3o fez baixar as velas e permitiu que desembarcassem aqueles que quisessem. Eu estava entre os que desceram. Nos divert\u00edamos bebendo e comendo e descans\u00e1vamos das fadigas do mar, quando, de repente, a ilha tremeu, sacudindo-nos rudemente&#8230;\u201d <strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=616211&amp;ID=508382\" target=\"_blank\">AS AVENTURAS DE SIMBAD O MARUJO<\/a><\/em>, Hist\u00f3rias das 1001 Noites<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/brasil_terra_a_vista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-18965\" title=\"brasil_terra_a_vista\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/brasil_terra_a_vista-180x300.jpg\" width=\"73\" height=\"120\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/brasil_terra_a_vista-615x1023.jpg 615w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/brasil_terra_a_vista.jpg 831w\" sizes=\"auto, (max-width: 73px) 100vw, 73px\" \/><\/a>Foi como uma miragem bailando sobre as \u00e1guas salgadas. Ap\u00f3s uma sequ\u00eancia infind\u00e1vel de dias iguais, o horizonte j\u00e1 n\u00e3o era uma linha long\u00ednqua e vazia. No \u00faltimo ponto que os olhos podiam vislumbrar, surgiam, agora, estranhas silhuetas. Pareciam montanhas flutuantes singrando o oceano. Os homens acotovelavam-se \u00e0 beira mar, com os olhos postos de encontro ao c\u00e9u matinal para vislumbrar a mais espantosa novidade de suas vidas. Que tipo de canoas seriam aquelas, que pareciam ter asas t\u00e3o brancas e t\u00e3o amplas e que avan\u00e7avam junto com o sol? <strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=610619&amp;ID=917384\" target=\"_blank\">BRASIL: TERRA \u00c0 VISTA<\/a>!<\/em>, Eduardo Bueno<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Mar_e_meu_irmao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-28256\" alt=\"Capa_mar_irmao_LPM.indd\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/Mar_e_meu_irmao-200x300.jpg\" width=\"73\" height=\"114\" \/><\/a>No conv\u00e9s superior, grupos de quietos marinheiros mantinham-se ao lado de seus botes, um conjunto grotesco em salva-vidas, macac\u00f5es, quepes de cozinheiro, aventais, quepes de lubrificador, quepes de proa, cal\u00e7as c\u00e1qui e dezenas de outras combina\u00e7\u00f5es variadas de vestimentas. Bill correu at\u00e9 seu pr\u00f3prio bote salva-vidas e parou ao lado de um grupo. Ningu\u00e9m falava. O vento uivava na chamin\u00e9 fumacenta, vibrava ao longo do conv\u00e9s, agitando a roupa dos marinheiros e corria por sobre a popa e ao longo do rastro verde e brilhante do navio. O oceano suspirava uma quietude suavizadora e sonolenta, um som que trespassava todos os cantos (&#8230;) <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=152905&amp;ID=515154\" target=\"_blank\"><strong><em>O MAR \u00c9 MEU IRM\u00c3O &amp; Outros escritos<\/em><\/strong><\/a>, <strong>Jack Kerouac<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13 de dezembro \u00e9, desde 1925, o Dia do Marinheiro no Brasil. A data foi escolhida por marcar o nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marqu\u00eas de Tamandar\u00e9, Patrono da Marinha no Brasil. 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