﻿{"id":18595,"date":"2012-11-20T14:47:10","date_gmt":"2012-11-20T16:47:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18595"},"modified":"2012-11-20T14:47:10","modified_gmt":"2012-11-20T16:47:10","slug":"gloria-a-voces-balzaquianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18595","title":{"rendered":"Gl\u00f3ria a voc\u00eas, balzaquianas!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"relembrando_umlivrok\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/relembrando_umlivrok.jpg\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"115\" \/><\/em><\/p>\n<p><em>Por Ivan Pinheiro Machado*\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u201cBalzac prestou \u00e0s mulheres um servi\u00e7o imenso, pois duplicou para elas a idade do amor. Curou o amor do preconceito da mocidade&#8230;\u201d. Georges Viacaire, cr\u00edtico franc\u00eas, referia-se a enorme repercuss\u00e3o que \u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=921131\" target=\"_blank\">A mulher de trinta anos<\/a>\u201d teve quando foi lan\u00e7ado. Duzentos anos depois, em dezenas de l\u00ednguas, \u201cbalzaquiana\u201d \u00e9 o adjetivo que designa, como diz o respeit\u00e1vel Dicion\u00e1rio Houaiss da l\u00edngua portuguesa, \u201caquela que tem mais de 30 anos\u201d. A maioria esmagadora daquelas milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas que empregam a express\u00e3o nem sonham que ela vem de um livro escrito por um certo Honor\u00e9 de Balzac h\u00e1 180 anos atr\u00e1s. Existe maior gl\u00f3ria para um escritor?<\/p>\n<p>\u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=921131\" target=\"_blank\">A mulher de\u00a0trinta anos<\/a>\u201d n\u00e3o est\u00e1 entre os melhores livros de Balzac. \u00c9 irregular, foi escrito num per\u00edodo muito longo, entre dezenas de outros romances e conclu\u00eddo \u00e0s pressas, numa verdadeira colagem de trechos esparsos. Mas mesmo assim possui grandes momentos que, por si s\u00f3, justificam a fama de mais famoso de todos os 100 livros escritos por Balzac.<\/p>\n<p>A bel\u00edssima marquesa Julia d\u2019Aiglemont \u00e9 a famosa mulher de 30 anos. Infeliz no casamento, renasce numa paix\u00e3o extraconjugal pelo jovem Carlos Vandenesse que&#8230; bem&#8230; leia o livro. Como degusta\u00e7\u00e3o, para ilustrar este post, leia abaixo um fragmento\u00a0da obra\u00a0que glorificou e eternizou as balzaquianas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c(&#8230;) A jovem conta apenas com sua coqueteria, e acredita ter dito tudo quando tirou o vestido(&#8230;) A mulher de trinta anos pode fazer-se jovem, representar todos os pap\u00e9is, at\u00e9 tornar-se mais bela com uma infelicidade. A jovem sabe apenas gemer. Entre as duas h\u00e1 a incomensur\u00e1vel diferen\u00e7a entre o previsto e o imprevisto, a for\u00e7a e a fraqueza. Armada de um saber obtido quase sempre ao pre\u00e7o de infelicidades, a mulher de trinta anos ao entregar-se, parece dar mais do que ela mesma; ao passo que a jovem, ignorante e cr\u00e9dula, nada sabendo, nada pode comparar nem apreciar (&#8230;).\u201d E por a\u00ed vai&#8230; (<em>tradu\u00e7\u00e3o da cita\u00e7\u00e3o de Balzac, por Paulo Neves<\/em>)<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a_mulher_de_trinta_anos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18596\" title=\"a_mulher_de_trinta_anos\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a_mulher_de_trinta_anos-620x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"520\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a_mulher_de_trinta_anos-620x1024.jpg 620w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a_mulher_de_trinta_anos-181x300.jpg 181w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a_mulher_de_trinta_anos.jpg 834w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>* Toda semana,\u00a0a S\u00e9rie \u201cRelembrando um grande livro\u201d\u00a0traz um texto assinado em que\u00a0grandes livros s\u00e3o (re)lembrados. Livros\u00a0imperd\u00edveis e inesquec\u00edveis. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ivan Pinheiro Machado*\u00a0 \u201cBalzac prestou \u00e0s mulheres um servi\u00e7o imenso, pois duplicou para elas a idade do amor. Curou o amor do preconceito da mocidade&#8230;\u201d. Georges Viacaire, cr\u00edtico franc\u00eas, referia-se a enorme repercuss\u00e3o que \u201cA mulher de trinta anos\u201d teve quando foi lan\u00e7ado. 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