﻿{"id":1826,"date":"2010-07-15T13:41:07","date_gmt":"2010-07-15T13:41:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=1826"},"modified":"2010-07-15T13:41:43","modified_gmt":"2010-07-15T13:41:43","slug":"a-hora-dos-assassinos-quando-henry-miller-encontra-arthur-rimbaud","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=1826","title":{"rendered":"<i>A hora dos assassinos<\/i>: quando Henry Miller encontra Arthur Rimbaud"},"content":{"rendered":"<p><em>Ivan Pinheiro Machado<\/em><\/p>\n<p>A vis\u00e3o que o mundo tem de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=946383\" target=\"_blank\">Rimbaud<\/a> \u00e9 como um caleidosc\u00f3pio. Ela muda de cor, de forma, se transforma e nunca \u00e9 definitiva. N\u00e3o \u00e9 concreta, n\u00e3o \u00e9 real. A lenda tomou conta da biografia e o mito soterrou o homem. Os poemas s\u00e3o poderosos fragmentos biogr\u00e1ficos, embora eles n\u00e3o concluam, n\u00e3o desenhem um Rimbaud preciso. Seus del\u00edrios, suas alucina\u00e7\u00f5es, suas ilumina\u00e7\u00f5es e temporadas no inferno, \u00e0s vezes indicam tra\u00e7os do poeta. Mas a poesia acaba quando ele sai da adolesc\u00eancia, aos 19 anos. A\u00ed come\u00e7a a saga m\u00edtica que quase se sobrep\u00f5e ao poeta. Porque se tem ind\u00edcios, mas na verdade, se sabe muito pouco. Seu p\u00e9riplo africano j\u00e1 foi objeto de milhares de livros. Sua fuga para o nada foi cantada e decantada. De qu\u00ea fugia o poeta? Tudo \u00e9 mist\u00e9rio, vest\u00edgios vagos, tra\u00e7os, aquarelas esmaecidas. Enfim, cada um tem o \u201cseu\u201d Rimbaud. <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=63\" target=\"_blank\">Kerouac<\/a>, Gide, Alain Borer, <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=946437\" target=\"_blank\">Proust<\/a>, Vitor Hugo, Verlaine, Charles Nichol, Mallarm\u00e8, Breton e centenas de outros poetas, romancistas, bi\u00f3grafos escreveram sobre ele. Dentro do claro-escuro em que sua identidade aparece e se esvai, cada um viu um Rimbaud. Suas numerosas biografias s\u00e3o antologias de d\u00favidas, tentativas. Seus analistas estudam pegadas, trilhas enganosas. E perdem seus passos em dezembro de 1880 quando ele chega em Harar, na desolada Abiss\u00ednia. Foi ser comerciante, traficou armas, dizem, traficou escravos, sup\u00f5em. Ele reaparece em 1891 em Marselha. O tr\u00e1gico retorno para encontrar a morte.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=480725\" target=\"_blank\">Henry Miller<\/a> junta-se \u00e0 esta enorme legi\u00e3o de fascinados pelo mito Rimbaud. Seu livro <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=527090&amp;ID=832645\" target=\"_blank\"><em>A hora dos assassinos<\/em><\/a> \u00e9 um livro sui generis, onde o grande escritor maldito faz uma cartarse onde exp\u00f5e sua profunda identifica\u00e7\u00e3o com o poeta. O texto brilhante de Henry Miller analisa a trag\u00e9dia rimbaldiana, a beleza de seus poemas, a sua revolta. E conclui: \u201cEm Rimbaud, me vejo como em um espelho\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ivan Pinheiro Machado A vis\u00e3o que o mundo tem de Rimbaud \u00e9 como um caleidosc\u00f3pio. Ela muda de cor, de forma, se transforma e nunca \u00e9 definitiva. N\u00e3o \u00e9 concreta, n\u00e3o \u00e9 real. A lenda tomou conta da biografia e o mito soterrou o homem. 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