﻿{"id":18173,"date":"2015-10-23T10:00:24","date_gmt":"2015-10-23T12:00:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18173"},"modified":"2015-10-22T10:52:14","modified_gmt":"2015-10-22T12:52:14","slug":"quero-morrer-pintando-paul-cezanne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=18173","title":{"rendered":"&#8220;Quero morrer pintando&#8221; (Paul C\u00e9zanne)"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_biografia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-18176\" style=\"border: black 1px solid;\" title=\"cezanne_biografia\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_biografia.jpg\" width=\"90\" height=\"150\" \/><\/a><em>&#8220;Quero morrer pintando&#8221;, costumava dizer para Joachim Gasquet. No dia 15 de outubro de 1906, uma tempestade desabou enquanto pintava sobre o motivo na estrada do Tholonet. Ele ficou v\u00e1rias horas debaixo da chuva, paralisado, tremendo de frio. Finalmente, guardou seu material e tentou voltar para casa. De s\u00fabito, sentiu-se mal e desmaiou no meio da estrada. O motorista do carro de uma lavadeira encontrou-o e levou-o para casa, na Rue Boulegon. A governanta, senhora Bremond, chamou o m\u00e9dico, que prescreveu repouso total ao paciente. Por\u00e9m, C\u00e9zanne s\u00f3 fazia o que lhe dava na cabe\u00e7a: ele n\u00e3o estava doente, n\u00e3o era nada. Na manh\u00e3 seguinte, insistiu em ir at\u00e9 seu ateli\u00ea de Lauves para trabalhar. No final da manh\u00e3, sentiu-se mal novamente, arrastou-se at\u00e9 a Rue Boulegon e enfiou-se na cama. Ele nunca mais se levantar\u00e1. O m\u00e9dico diagnosticou uma congest\u00e3o pulmonar. Todavia C\u00e9zanne lutava. Ainda havia tanto por fazer. Ele delirava, gritava contra seus inimigos, chamava por seu filho. A vida o abandonara. No dia 20 de outubro, sua irm\u00e3 Marie mandou uma carta para Paul, insistindo para que o sobrinho viesse para Aix &#8220;o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221;. Ela tamb\u00e9m sugeria, em termos inequ\u00edvocos, que Hortense ficasse em Paris mais um m\u00eas, porque o marido transferira seu ateli\u00ea para o quarto de vestir da esposa. Uma mesquinharia incr\u00edvel, justo no instante em que C\u00e9zanne agonizava. No dia 22, a\u00a0senhora Bremond mandou um telegrama para Paul J\u00fanior: &#8220;Venham imediatamente os dois pai muito mal&#8221;. Hortense recebeu o telegrama, mas n\u00e3o disse nada para o filho: ela tinha uma hora marcada no costureiro para provar algumas roupas, e a isso n\u00e3o se falta. No seu quarto da Rue Boulegon, Paul C\u00e9zanne mantinha os olhos obstinadamente fixos na porta. Ele esperava a chegada do filho. C\u00e9zanne morreu no dia 23 de outubro sem rev\u00ea-lo. Um dia, quando lhe pediram para se identificar com um pensamento, ele escreveu esses dois versos de Vigny:<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Senhor, me fizestes poderoso e solit\u00e1rio,<\/em><br \/>\n<em>Permita que eu adorme\u00e7a de sono da terra.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>(Trecho de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=638453&amp;ID=908846\" target=\"_blank\">C\u00e9zanne<\/a><\/em>, de Bernard Fauconnier, S\u00e9rie Biografias L&amp;PM)<\/p><\/blockquote>\n<div id=\"attachment_18175\" style=\"width: 415px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_1906_pintando.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18175\" class=\"size-full wp-image-18175  \" title=\"cezanne_1906_pintando\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_1906_pintando.jpg\" width=\"405\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_1906_pintando.jpg 500w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_1906_pintando-279x300.jpg 279w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18175\" class=\"wp-caption-text\">Paul C\u00e9zanne pintando em 1906 \/ Foto: Ker-Xavier Roussel<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_18178\" style=\"width: 418px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_mont-sainte-victoire.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-18178\" class=\"size-full wp-image-18178       \" title=\"cezanne_mont-sainte-victoire\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/cezanne_mont-sainte-victoire.jpg\" width=\"408\" height=\"234\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-18178\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Mount Sainte-Victoire&#8221; foi a \u00faltima pintura conclu\u00edda por C\u00e9zanne<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Quero morrer pintando&#8221;, costumava dizer para Joachim Gasquet. 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