﻿{"id":17601,"date":"2012-09-18T10:14:44","date_gmt":"2012-09-18T13:14:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17601"},"modified":"2012-09-21T12:18:39","modified_gmt":"2012-09-21T15:18:39","slug":"sozinho-numa-ilha-deserta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17601","title":{"rendered":"Sozinho numa ilha deserta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"relembrando_umlivrok\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/relembrando_umlivrok.jpg\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"115\" \/><\/p>\n<p><em>Por Caroline Chang*<\/em><\/p>\n<p>Uma das boas coisas que me trouxe o mestrado foi a leitura de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=616211&amp;ID=607709\" target=\"_blank\">As aventuras de Robinson Cruso\u00e9<\/a><\/em>, para uma disciplina de teoria do g\u00eanero. Nunca havia eu lido a obra mais conhecida de Daniel Defoe (1660-1731), publicada em 1719, e que &#8211; bem aos moldes do que se fazia nesse per\u00edodo em que o romance se estabelecia como forte g\u00eanero liter\u00e1rio -, se pretende um manuscrito encontrado, que conta uma hist\u00f3ria real. \u201cO editor acredita que se trata de uma hist\u00f3ria ver\u00eddica; n\u00e3o existe nela qualquer apar\u00eancia de fic\u00e7\u00e3o\u201d, diz o pref\u00e1cio. Assim, Robinson Cruso\u00e9 teria de fato existido; teria de fato ignorado os conselhos paternos para seguir uma vida mediana de temperan\u00e7a e partido para longas viagens; teria realmente naufragado sucessivas vezes, e sobrevivido; teria sido feito escravo, e posteriormente teria se tornado senhor de uma ilha, onde teria conhecido e convertido ao cristianismo o selvagem Sexta-Feira.<\/p>\n<p>Ao romance, como se v\u00ea, n\u00e3o faltam perip\u00e9cias nem reviravoltas. O que mais me ficou da leitura, por\u00e9m, foi um prazer a uma ideia um tanto pueril, que encontra express\u00e3o nos trechos em que o protagonista, preso numa ilha deserta e selvagem, precisa encontrar maneiras de \u201creconstruir\u201d parte da civiliza\u00e7\u00e3o, para poder sobreviver. Assim ele fabrica ferramentas, planta, ca\u00e7a, cria animais, constr\u00f3i uma cabana com mat\u00e9ria-prima tirada da natureza e aprende a fazer cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>Quem jamais se pensa numa ilha deserta, deserta tamb\u00e9m dos chatos, de contas a pagar, de polui\u00e7\u00e3o, tr\u00e2nsito, Big Brothers e outros subprodutos da nossa civiliza\u00e7\u00e3o? Quem jamais acarinhou a fantasia de fazer tudo com as pr\u00f3prias m\u00e3os?; \u201csem precisar de ajuda de ningu\u00e9m\u201d, pensa a crian\u00e7a; \u201csem lojas, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, v\u00ednculo empregat\u00edcio ou ajuste anual de imposto de renda\u201d, pensa o adulto.<\/p>\n<p>Em tempo: segue a dica de um \u201ccompanheiro\u201d \u00f3timo para a leitura ou releitura desse que \u00e9 um dos livros fundadores do romance moderno: \u201cA ascens\u00e3o do romance\u201d, de Ian Watt.<\/p>\n<p><em>* Toda semana,\u00a0a S\u00e9rie &#8220;Relembrando um grande livro&#8221;\u00a0traz um texto assinado em que\u00a0grandes livros s\u00e3o (re)lembrados. Livros\u00a0imperd\u00edveis e inesquec\u00edveis. Caroline Chang \u00e9 jornalista e editora da L&amp;PM.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Caroline Chang* Uma das boas coisas que me trouxe o mestrado foi a leitura de As aventuras de Robinson Cruso\u00e9, para uma disciplina de teoria do g\u00eanero. 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