﻿{"id":17540,"date":"2012-09-12T14:38:02","date_gmt":"2012-09-12T17:38:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17540"},"modified":"2012-09-12T14:48:54","modified_gmt":"2012-09-12T17:48:54","slug":"dia-de-caio-fernando-abreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17540","title":{"rendered":"Dia de Caio Fernando Abreu"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\" style=\"text-align: justify;\"><em>Sempre \u00e9 terr\u00edvel para um escritor revisar\u00a0seu pr\u00f3prio texto. Escrito \u00e0s vezes num jorro de emo\u00e7\u00e3o, sem interrup\u00e7\u00f5es nem autocr\u00edtica, muitos anos depois corre-se o risco de rejeitar o filho crescido, independente, talvez feio, deformado. Perd\u00e3o e amor, ent\u00e3o, s\u00e3o os \u00fanicos sentimentos capazes de atenuar a cr\u00edtica que, inevitavelmente impiedosa, n\u00e3o dever\u00e1 jamais ser est\u00e9ril ou esterilizante.<\/em><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Assim Caio Fernando Abreu abre o livro <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=090645\" target=\"_blank\">Tri\u00e2ngulo das \u00e1guas<\/a> <\/em>que, em 1984, lhe rendeu o prestigiado Pr\u00eamio Jabuti.<\/p>\n<blockquote><p><em>De todos os meus livros,<\/em> <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=090645\" target=\"_blank\">Tri\u00e2ngulo das \u00e1guas<\/a><em> \u00e9 certamente o mais at\u00edpico. Eu simplesmente posso dizer que n\u00e3o o escrevi: fui escrito por ele. Ao contr\u00e1rio de todos os outros, n\u00e3o seguiu nenhum seguro plano pr\u00e9vio. Eu simplesmente n\u00e3o sabia ao certo o que queria dizer ou contar. Para saber, foi preciso aceitar escrev\u00ea-lo como pedia, foi preciso abandonar temporariamente S\u00e3o Paulo para viver um ano num quarto de hotel em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Ele exigia liberdade, solid\u00e3o, desprendimento, descobri depois.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Caio nasceu em Santiago do Boqueir\u00e3o, cidade do Rio Grande do Sul quase na fronteira\u00a0com a\u00a0Argentina. Chegou\u00a0na manh\u00e3 de\u00a012 de setembro de 1948, em casa, pelas m\u00e3os de uma parteira,\u00a0filho mais velho de Za\u00e9l Menezes de Abreu e Nair Loureiro de Abreu. Cresceu nessa cidadezinha com ruas de ch\u00e3o batido, pomar no quintal, animais soltos. Ele mesmo contava que havia come\u00e7ado a escrever fic\u00e7\u00e3o aos 6 anos, estimulado pela av\u00f3 que era professora de portugu\u00eas. Morreu precocemente em 25 de fevereiro aos 1996 aos 47 anos. Deixou muitas hist\u00f3rias e\u00a0uma imensa saudade. Feliz Anivers\u00e1rio Caio!<\/p>\n<div id=\"attachment_17541\" style=\"width: 375px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/caio_e_irmao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-17541\" class=\"size-full wp-image-17541    \" title=\"caio_e_irmao\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/caio_e_irmao.jpg\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/caio_e_irmao.jpg 634w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/caio_e_irmao-237x300.jpg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-17541\" class=\"wp-caption-text\">Caio Fernando Abreu (\u00e0 direita) aos sete anos e seu irm\u00e3o Jos\u00e9. Nessa \u00e9poca, ele j\u00e1 escrevia fic\u00e7\u00e3o.<\/p><\/div>\n<p>Al\u00e9m de <em>Tri\u00e2ngulo das \u00e1guas<\/em>, a Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket publica <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=506363\" target=\"_blank\">O ovo apunhalado<\/a><\/em>, <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=927380\" target=\"_blank\">Ovelhas negras<\/a><\/em> e tamb\u00e9m <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=160729\" target=\"_blank\">Fragmentos<\/a><\/em>, uma colet\u00e2nea de contos que traz um texto in\u00e9dito, cedido por seu amigo Luciano Alabarse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre \u00e9 terr\u00edvel para um escritor revisar\u00a0seu pr\u00f3prio texto. 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