﻿{"id":17388,"date":"2012-08-31T14:59:19","date_gmt":"2012-08-31T17:59:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17388"},"modified":"2012-08-31T14:59:19","modified_gmt":"2012-08-31T17:59:19","slug":"a-folha-em-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17388","title":{"rendered":"A folha em branco"},"content":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7a com uma folha \u2013 ou uma tela &#8211; em branco. \u00c9 ali que um escritor deposita o fruto de sua imagina\u00e7\u00e3o, de sua observa\u00e7\u00e3o, de suas ideias. O branco que precisa ser preenchido e dominado. Jean-Paul Sartre\u00a0inicia o livro <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=526091&amp;ID=527080\" target=\"_blank\">A imagina\u00e7\u00e3o<\/a><\/em> falando nela, a temida folha em branco. Nessa obra, escrita no in\u00edcio da sua carreira de pensador, Sartre prop\u00f5e uma teoria \u00fanica para analisar a imagina\u00e7\u00e3o, observando de que maneira os grandes fil\u00f3sofos como Descartes, Leibniz, Hume e Spinoza pensaram o assunto. <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=526091&amp;ID=527080\" target=\"_blank\">A imagina\u00e7\u00e3o<\/a> <\/em>est\u00e1 entre as reedi\u00e7\u00f5es importantes que acabam de chegar. Para quem quer ir fundo na an\u00e1lise da imagem, \u00e9 um prato cheio. Ou melhor: um livro cheio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/a_imaginacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-17389 alignleft\" style=\"border: black 1px solid;\" title=\"a_imaginacao\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/a_imaginacao-183x300.jpg\" alt=\"\" width=\"146\" height=\"240\" \/><\/a>Olho esta folha em branco colocada sobre minha mesa; percebo sua forma, sua cor, sua posi\u00e7\u00e3o. Essas diferentes qualidades t\u00eam caracter\u00edsticas comuns: em primeiro lugar, elas se oferecem ao meu olhar como exist\u00eancias que posso apenas constatar e cujo ser n\u00e3o depende de modo algum do meu capricho. Elas s\u00e3o <em>para <\/em>mim, n\u00e3o s\u00e3o <em>eu<\/em>. \u00a0(&#8230;) De nada serve discutir se essa folha se reduz a um conjunto de representa\u00e7\u00f5es ou se ela \u00e9 e deve ser <em>algo mais<\/em>. O certo \u00e9 que o branco que constato n\u00e3o \u00e9 minha espontaneidade que pode produzi-lo. Essa forma inerte, que est\u00e1 aqu\u00e9m de todas as espontaneidades conscientes, que deve ser observada, aprendida aos poucos, \u00e9 o que chamamos uma <em>coisa<\/em>. (Sartre em <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=526091&amp;ID=527080\" target=\"_blank\">A imagina\u00e7\u00e3o<\/a><\/em>, tradu\u00e7\u00e3o de Paulo Neves)<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7a com uma folha \u2013 ou uma tela &#8211; em branco. \u00c9 ali que um escritor deposita o fruto de sua imagina\u00e7\u00e3o, de sua observa\u00e7\u00e3o, de suas ideias. 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