﻿{"id":17371,"date":"2012-08-30T10:58:50","date_gmt":"2012-08-30T13:58:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17371"},"modified":"2012-08-30T10:58:50","modified_gmt":"2012-08-30T13:58:50","slug":"mary-shelley-e-sua-visao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=17371","title":{"rendered":"Mary Shelley e sua vis\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 1816, conhecido como &#8220;o Ano sem Ver\u00e3o&#8221;, a jovem Mary Wollstonecraft Godwin, ent\u00e3o com apenas dezenove anos, hospedou-se \u00e0s margens do Lago L\u00e9man, na Villa Deodati, a convite de Lord Byron. Tamb\u00e9m integravam a companhia John Polidori, m\u00e9dico pessoal de Byron e escritor e\u00a0Percy Bysshe Shelley, com quem Mary viria a se casar no mesmo ano. Reunidos no p\u00e9 da lareira para fugir do frio e da chuva fora de \u00e9poca, os amigos passavam o tempo lendo hist\u00f3rias de fantasmas, at\u00e9 que Byron sugeriu que cada um escrevesse uma hist\u00f3ria baseada em algum evento sobrenatural. Mal sabia o lorde ingl\u00eas que esta prosaica sugest\u00e3o acabaria dando ensejo a uma das ocasi\u00f5es mais c\u00e9lebres da hist\u00f3ria da literatura. Dia ap\u00f3s dia perguntavam a Mary Godwin se havia pensado em uma hist\u00f3ria; dia ap\u00f3s dia a resposta era uma negativa. At\u00e9 que, certa noite, a autora teve uma vis\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>Depois de repousar a cabe\u00e7a no travesseiro, n\u00e3o dormi, nem se poderia dizer que eu estivesse pensando. A minha imagina\u00e7\u00e3o, agindo por vontade pr\u00f3pria, possuiu-me e guiou-me, conferindo sucessivas imagens que surgiram na minha mente uma vividez muito al\u00e9m dos limites ordin\u00e1rios da fantasia. Eu vi &#8211; os olhos fechados, mas com uma vis\u00e3o mental precisa -, eu vi o p\u00e1lido estudante das artes profanas de joelhos ao lado da coisa que havia montado. Vi o odioso espectro de um homem estendido, que ent\u00e3o, sob a influ\u00eancia de algum m\u00f3vel poderoso, deu sinais de vida e agitou-se com movimentos canhestros, dotados de uma esp\u00e9cie de semivida.<\/p><\/blockquote>\n<p>Logo o tempo melhorou e o grupo foi passear nos Alpes &#8211; por\u00e9m Mary, obcecada pela ideia do monstro e gra\u00e7as ao incentivo e ao apoio de Shelley, saguiu lapidando o texto que culminaria no romance <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=618263\" target=\"_blank\">Frankenstein<\/a><\/em>, finalmente publicado em 1818.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Frank.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17372\" title=\"Frank\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Frank.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Frank.jpg 347w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Frank-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Frank-297x300.jpg 297w\" sizes=\"auto, (max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Trecho de <em>Breve esbo\u00e7o sobre a vida liter\u00e1ria dos monstros, <\/em>texto de Guilherme da Silva Braga que abre o livro <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=948363&amp;ID=847247\" target=\"_blank\">Cl\u00e1ssicos do Horror<\/a> <\/em>da S\u00e9rie Ouro L&amp;PM e que\u00a0traz, no mesmo volume,\u00a0<em>Frankenstein, Dr\u00e1cula<\/em> e<em> O m\u00e9dico e o monstro, <\/em>t\u00edtulos que tamb\u00e9m s\u00e3o publicados na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 1816, conhecido como &#8220;o Ano sem Ver\u00e3o&#8221;, a jovem Mary Wollstonecraft Godwin, ent\u00e3o com apenas dezenove anos, hospedou-se \u00e0s margens do Lago L\u00e9man, na Villa Deodati, a convite de Lord Byron. 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