﻿{"id":16986,"date":"2012-08-06T18:08:10","date_gmt":"2012-08-06T21:08:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=16986"},"modified":"2012-08-06T18:12:11","modified_gmt":"2012-08-06T21:12:11","slug":"tuareg-nao-da-pra-nao-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=16986","title":{"rendered":"&#8220;Tuareg&#8221;: n\u00e3o d\u00e1 pra n\u00e3o ler"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Paula Taitelbaum*<\/em><\/p>\n<p>\u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=817273\" target=\"_blank\">Tuareg<\/a>\u201d \u00e9 um livro denso e ao mesmo tempo tenso. Que flui como gr\u00e3os de areia esparramados pelo vento no deserto. E prende como um o\u00e1sis. Nunca tinha ouvido falar nele. Vergonhosamente, nem ao menos conhecia seu autor, Alberto V\u00e1zquez-Figueroa. At\u00e9 que no final do ano passado, em uma reuni\u00e3o aqui dentro da L&amp;PM, o Paulo Lima (o \u201cL\u201d da L&amp;PM) comentou: \u201cQuem n\u00e3o leu Tuareg, tem que ler, \u00e9 um livro incr\u00edvel e o final \u00e9 espetacular.\u201d Foi algo assim que ele disse. E eu confesso que n\u00e3o levei muita f\u00e9. Mas quando fui escolher um livro para levar na mala, no feriado do Ano Novo, lembrei do que o Lima tinha dito e peguei \u201cTuareg\u201d. Da\u00ed que num dia de chuva no Rio de Janeiro, li a primeira frase. E voc\u00ea j\u00e1 deve estar desconfiado do que aconteceu: eu n\u00e3o parei mais. \u201c<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=717472&amp;ID=817273\" target=\"_blank\">Tuareg<\/a>\u201d conta a hist\u00f3ria de um&#8230; tuareg. Esses guerreiros do deserto que seguem um c\u00f3digo de conduta muito pr\u00f3prio e muito definido.<\/p>\n<p>O tuareg Gacel Sayad vivia quieto na sua tenda, peregrinando com sua fam\u00edlia e seus escravos pelo Saara, lugar que ele conhecia como a palma da m\u00e3o. Ali\u00e1s, mais do que a palma da m\u00e3o. At\u00e9 que dois desconhecidos, vindos sabe-se l\u00e1 de onde, meio mortos, meio vivos, chegaram em seu acampamento. O tuareg os recebeu \u2013 porque nenhum tuareg nega abrigo \u2013 e no dia seguinte, o ex\u00e9rcito veio, matando um deles e levando o outro. Come\u00e7a a\u00ed, uma incans\u00e1vel saga que vai envolvendo o leitor como os pr\u00f3prios panos que envolvem esses incr\u00edveis guerreiros do deserto. E o final, bem, o final&#8230;\u00a0\u00e9 realmente brilhante. J\u00e1 indiquei pra v\u00e1rios amigos. S\u00f3 faltava indicar aqui no blog.<\/p>\n<blockquote><p><em>Por sua vez, Gacel permaneceu muito quieto, observando o comboio que se afastava, at\u00e9 que o p\u00f3 e o ru\u00eddo se perderam por completo na dist\u00e2ncia. Logo, devagar, ele se encaminhou \u00e0 jaima onde j\u00e1 se amontoavam seus filhos, a esposa e os escravos. N\u00e3o precisou entrar para saber o que encontraria. O homem jovem aparecia no mesmo lugar em que o deixara, ap\u00f3s sua \u00faltima conversa, com os olhos fechados, agarrado ao sono pela morte. Unicamente um pequeno c\u00edrculo vermelho na testa fazia-o parecer diferente. Observou-o com pena e raiva durante um longo instante e, em seguida, chamou Su\u00edlem.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Enterre-o \u2013 pediu. \u2013 E prepare meu camelo.<\/em><\/p>\n<p><em>Pela primeira vez na vida Su\u00edlem n\u00e3o cumpriu a ordem do amo, e uma hora depois entrou na tenda e se atirou aos seus p\u00e9s, tentando beijar-lhe as sand\u00e1lias.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; N\u00e3o fa\u00e7a isso! \u2013 suplicou. \u2013 Nada conseguir\u00e1.<\/em><\/p>\n<p><em>Gacel afastou o p\u00e9 com desagrado.<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Acredita que devo consentir com semelhante ofensa? \u2013 perguntou Gacel com voz rouca. \u2013 Acredita que continuaria vivendo em paz comigo mesmo, depois de haver permitido que assassinassem um dos meus h\u00f3spedes e levassem o outro?<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/tuareg1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16988\" title=\"tuareg\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/tuareg1.jpg\" alt=\"\" width=\"405\" height=\"306\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/tuareg1.jpg 450w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/tuareg1-300x226.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>* Paula Taitelbaum \u00e9 escritora e coordenadora do N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o L&amp;PM.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paula Taitelbaum* \u201cTuareg\u201d \u00e9 um livro denso e ao mesmo tempo tenso. 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