﻿{"id":16830,"date":"2012-07-30T10:57:44","date_gmt":"2012-07-30T13:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=16830"},"modified":"2012-07-30T14:02:24","modified_gmt":"2012-07-30T17:02:24","slug":"a-longa-estrada-de-jack-kerouac","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=16830","title":{"rendered":"A longa estrada de Jack Kerouac"},"content":{"rendered":"<p><em>Por  Andr\u00e9 Bernardo*<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=63\">Jack  Kerouac<\/a> foi o primeiro a reconhecer que seu livro, o semiautobiogr\u00e1fico <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?FiltroStr=on+the+road&amp;FiltroCampo=Titulo&amp;I1.x=0&amp;I1.y=0&amp;Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp\">On the Road<\/a><\/em>, daria um \u00f3timo filme. Tanto que, em 1957, escreveu uma carta  para Marlon Brando, propondo a ele que comprasse os direitos de adapta\u00e7\u00e3o para o  cinema. E mais: sugeria tamb\u00e9m que Brando interpretasse Dean Moriarty e ele, Sal  Paradise. \u201cVamos l\u00e1, Marlon, arregace as mangas e responda\u201d, instigava. Em v\u00e3o.  Kerouac morreu em 1969, sem ter recebido uma resposta sequer do ator.\u00a0Dez  anos depois, em 1979, Francis Ford Coppola comprou os direitos da obra. De l\u00e1  para c\u00e1, v\u00e1rios cineastas, como Jean-Luc Godard, Joel Schumacher e Gus Van Sant,  se revezaram na dire\u00e7\u00e3o, mas o projeto nunca vingou. Tudo come\u00e7ou a mudar em  2004, quando Coppola assistiu a <em>Di\u00e1rios de Motocicleta <\/em>no Festival de Sundance e resolveu convidar  Walter Salles para adaptar a obra-prima de Kerouac.\u00a0\u201cLi\u00a0<em>On  the Road<\/em> pela primeira vez quando  tinha 18 anos e lembro que ele me marcou profundamente. \u00c9 um livro que fala da  necessidade de explorar o mundo e viver a vida \u00e0 flor da pele. Quando rodei\u00a0<em>Di\u00e1rios  de Motocicleta<\/em>, tornei a l\u00ea-lo porque queria estar impregnado daquela \u00e2nsia  por liberdade. A cada nova leitura, eu tinha uma rea\u00e7\u00e3o diferente\u201d, descreve  Walter Salles, que levou seis anos para pesquisar o filme e 69 dias para  rod\u00e1-lo.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/naestrada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16831\" title=\"naestrada\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/naestrada.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/naestrada.jpg 620w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/naestrada-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><\/a><span style=\"font-weight: normal;\">Walter Salles durante as filmagens de <em>Na Estrada<\/em><\/span><\/h6>\n<p>\u201c<em>On  the Road<\/em> narra a busca por  liberdade e a quebra de tabus. Embora tudo parecesse bem, nada estava realmente  bem nos EUA do p\u00f3s-guerra\u201d, sintetiza o cineasta, que convidou os ainda pouco  conhecidos atores Sam Riley e Garrett Hedlund para interpretarem os pap\u00e9is de  Sal Paradise e Dean Moriarty, os dois jovens amigos que, movidos a sexo, drogas  e jazz, resolvem desbravar os EUA, de Costa a Costa.<\/p>\n<p><strong>MITO LITER\u00c1RIO OU IMPULSO CRIATIVO?<\/strong><\/p>\n<p>Nos  seis anos que levou para pesquisar sobre o filme, Walter Salles refez \u2013 \u201cumas  cinco vezes\u201d, calcula o diretor \u2013 o trajeto que Sal e Dean percorrem no livro;  conheceu pessoalmente contempor\u00e2neos de Kerouac, como o escritor Lawrence  Ferlinghetti, hoje com 93 anos; e viu de perto o manuscrito de\u00a0<em>On  the Road<\/em>, um \u201cpergaminho\u201d de 37 metros de comprimento e cerca de 175 mil  palavras.<\/p>\n<p>Bi\u00f3grafo  de Jack Kerouac \u2013 King of the Beats, o ingl\u00eas Barry Miles confirma a lenda de  que a primeira vers\u00e3o de\u00a0<em>On  the Road<\/em> teria sido escrita em  inacredit\u00e1veis 20 dias: de 2 a 22 de abril de 1951. \u201cPara realizar essa fa\u00e7anha,  Kerouac contou com a ajuda extra de algumas doses de benzedrina e caf\u00e9. Para n\u00e3o  perder tempo colocando folhas de papel na m\u00e1quina de escrever, redigiu o livro  num enorme pergaminho feito de papel de teletipo\u201d, afirma Miles.<\/p>\n<p>Sim,  a primeira vers\u00e3o de\u00a0<em>On  the Road<\/em> levou apenas tr\u00eas semanas  para ser escrita. Mas, at\u00e9 a obra ser publicada, em 5 de setembro de 1957,  Kerouac teve que reescrev\u00ea-lo algumas vezes. O livro \u00e9 quase que um di\u00e1rio de  bordo dos sete anos em que Kerouac e Neal Cassady passaram na estrada, vivendo  de carona e sem destino certo. Em\u00a0<em>On  the Road<\/em>, Kerouac e Cassady foram rebatizados de Sal e Dean. Outras figuras  importantes do movimento beat, como o poeta <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=946450\">Allen Ginsberg<\/a> e o romancista  <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=806491\">William Burroughs<\/a>, ganharam os nomes de Carlo Marx e Old Bull Lee. Em\u00a0<em>Na  Estrada<\/em>, de Walter Salles, o autor de <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=152905&amp;ID=828816\">Uivo<\/a> foi interpretado por Tom  Sturridge e o de Almo\u00e7o Nu, por Viggo Mortensen. J\u00e1 LuAnne Henderson, mulher de  Neal Cassidy, foi vivida pela atriz Kristen Stewart, mais famosa pelo papel de  Bella na saga Crep\u00fasculo.<\/p>\n<p><strong>CL\u00c1SSICOS  DA GERA\u00c7\u00c3O BEATNIK<\/strong><\/p>\n<p>No  Brasil,\u00a0<em>On  the Road<\/em> foi publicado, pela  primeira vez, ainda na d\u00e9cada de 80, com tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Bueno. E logo cativou uma legi\u00e3o de admiradores,  como o m\u00fasico Jorge Mautner, o poeta Paulo Leminski, entre outros intelectuais de vanguarda.<\/p>\n<p>Atualmente,  a L&amp;PM publica 18 t\u00edtulos de Kerouac, como\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=836453&amp;ID=945182\">Cidade  Pequena, Cidade Grande<\/a><\/em>,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=152905&amp;ID=739473\">Os  Subterr\u00e2neos<\/a><\/em>,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=527090&amp;ID=928192\">Os Vagabundos Iluminados<\/a><\/em>,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=152905&amp;ID=815371\">Viajante  Solit\u00e1rio<\/a><\/em>, entre outros. Al\u00e9m de outros cl\u00e1ssicos da gera\u00e7\u00e3o beat,  como <em>Uivo<\/em>,  de Ginsberg, e\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=626470&amp;ID=548174\">Um  Parque de Divers\u00f5es da Cabe\u00e7a<\/a><\/em>, de Ferlinghetti.<\/p>\n<p>S\u00f3\u00a0<em>On  the Road<\/em>, calcula Ivan Pinheiro Machado, editor da L&amp;PM, j\u00e1 vendeu mais  de 100 mil exemplares. \u201cKerouac passou uns 20 anos no limbo, sem procura e sem  repercuss\u00e3o. Foi revivido pela cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket em 2004 e, aos poucos,  tornou-se um dos livros mais lidos entre os 1.100 t\u00edtulos da cole\u00e7\u00e3o\u201d,  orgulha-se Ivan.<\/p>\n<p>Por  aqui, um dos maiores \u201cbeatn\u00f3logos\u201d que existem \u00e9 o jornalista Roberto Muggiati.  Autor de\u00a0<em>Blues  \u2013 Da Lama \u00e0 Fama<\/em>, <em>Improvisando  Solu\u00e7\u00f5es<\/em> e\u00a0<em>New  Jazz \u2013 De Volta para o Futuro<\/em>, ele leu\u00a0<em>On  the Road <\/em>em 1958, um ano depois de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No  dia 5 de dezembro de 1959, Muggiati publicou um artigo intitulado\u00a0<em>Jack  Kerouac e as Crian\u00e7as do Bop<\/em> no suplemento dominical do Jornal do Brasil e  enviou uma c\u00f3pia para o ent\u00e3o agente de Kerouac, Sterling Lord. Tr\u00eas semanas  depois, Muggiati recebeu um postal datilografado e assinado \u00e0 m\u00e3o pelo pr\u00f3prio  Kerouac. Nele, o autor de\u00a0<em>On  the Road<\/em> dizia: \u201cEu lhe asseguro  que a gera\u00e7\u00e3o beat \u00e9 um movimento honesto e, se a cr\u00edtica \u00e9 \u2018Para onde voc\u00eas  est\u00e3o indo?\u2019, a resposta \u00e9 \u2018Chegaremos l\u00e1\u2019\u201d. \u201cNeal Cassady morreu em 1968, aos  42 anos, e Kerouac em 1969, aos 47. No caso deles, o que contou foi a  intensidade, n\u00e3o a longevidade\u201d, sublinha Muggiati.<\/p>\n<p>Para  o editor da L&amp;PM, Ivan Pinheiro Manchado, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil explicar o motivo do  sucesso editorial de\u00a0<em>On  the Road<\/em>. \u201cO livro de Kerouac reflete uma realidade que \u00e9 o contraponto ao  \u2018american way of life\u2019. Foi o primeiro de uma s\u00e9rie de grandes livros que  contestaram a sociedade americana p\u00f3s-guerra e iniciaram uma nova est\u00e9tica  transgressora. Transgress\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 uma boa palavra para definir o que foi o  movimento beat\u201d, opina Ivan. Walter Salles concorda. \u201cDe vez em quando, algumas  pessoas me perguntam: mas, por que o movimento beat acabou? Nessas horas, s\u00f3  tenho a responder que o movimento beat n\u00e3o acabou; ele apenas se transformou em  outra coisa. N\u00e3o teria existido Bob Dylan se ele n\u00e3o tivesse lido\u00a0<em>On  the Road<\/em>, colocado a mochila nas costas e ido at\u00e9 Nova Iorque. At\u00e9 hoje,  ele seria apenas o Robert Allen Zimmerman\u201d, reflete.<\/p>\n<p><strong>UMA  VIAGEM QUE RESISTE AO TEMPO<\/strong><\/p>\n<p>Bob  Dylan n\u00e3o foi o \u00fanico. Johnny Depp \u00e9 outro not\u00f3rio admirador de Kerouac. Em  1991, o astro desembolsou US$ 50 mil para comprar alguns itens do esp\u00f3lio do  escritor, como uma capa de chuva, uma mala de viagem e um cheque sem fundos,  entre outros itens.\u00a0Dez  anos depois, o famoso manuscrito de\u00a0<em>On  the Road<\/em> foi arrematado, em um  leil\u00e3o na Christie\u2019s de Nova Iorque, por US$ 2,4 milh\u00f5es. Curiosamente, quando  morreu, em 21 de outubro de 1969, v\u00edtima de cirrose hep\u00e1tica, Kerouac tinha  apenas US$ 19 em sua conta banc\u00e1ria. Mas o autor estava longe de ser uma  unanimidade.\u00a0Dos  que atacavam seu estilo verborr\u00e1gico de escrever, <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?FiltroStr=capote&amp;FiltroCampo=Autores&amp;I1.x=57&amp;I1.y=10&amp;Template=..%2Flivros%2Flayout_buscaprodutos.asp\">Truman Capote<\/a>, de\u00a0<em>A  Sangue Frio<\/em>, foi um dos mais \u00e1cidos: \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 literatura, \u00e9  datilografia!\u201d. Mas, e se Kerouac n\u00e3o tivesse sucumbido \u00e0 bebida? Como estaria  hoje, aos 90 anos, o \u00eddolo da gera\u00e7\u00e3o beat?\u00a0Bem,  para come\u00e7o de conversa, Kerouac, provavelmente, detestaria a alcunha de \u201co  \u00eddolo da gera\u00e7\u00e3o beat\u201d. \u201cO que sabemos \u00e9 que ele n\u00e3o aceitava, no fim da vida, o  r\u00f3tulo de grande revolucion\u00e1rio\u201d, pondera Ivan. Barry Miles confessa que se  surpreendeu com o que descobriu sobre seu biografado. Ao longo dos anos, Kerouac  criticou o movimento hippie, apoiou a Guerra do Vietn\u00e3 e s\u00f3 votou em candidatos  republicanos. \u201cAcho que Kerouac odiaria o mundo de hoje\u201d, opina Miles.\u00a0J\u00e1  Walter Salles pensa diferente. Ele pode at\u00e9 n\u00e3o saber ao certo como estaria hoje  Kerouac, mas, a exemplo de alguns de seus contempor\u00e2neos, como Ferlinghetti e  Gary Snyder, desconfia que o escritor continuaria \u201cjovem de esp\u00edrito\u201d. \u201cA coisa  mais bacana de fazer o filme foi conhecer as pessoas de 80 anos mais jovens que  j\u00e1 conheci na vida\u201d, explica o cineasta.<\/p>\n<p>*<em>Mat\u00e9ria publicada no portal <a href=\"http:\/\/www.saraivaconteudo.com.br\/\">Saraiva Conte\u00fado<\/a> em\u00a015 de julho de 2012<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Bernardo* Jack Kerouac foi o primeiro a reconhecer que seu livro, o semiautobiogr\u00e1fico On the Road, daria um \u00f3timo filme. Tanto que, em 1957, escreveu uma carta para Marlon Brando, propondo a ele que comprasse os direitos de adapta\u00e7\u00e3o para o cinema. E mais: sugeria tamb\u00e9m que Brando interpretasse Dean Moriarty e ele, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[23,122,1114,171,2660,3702,173],"class_list":["post-16830","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-ivan-pinheiro-machado","tag-jack-kerouac","tag-na-estrada","tag-on-the-road","tag-roberto-muggiati","tag-saraiva-conteudo","tag-walter-salles"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16830"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16845,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16830\/revisions\/16845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}