﻿{"id":1587,"date":"2010-06-28T13:01:05","date_gmt":"2010-06-28T13:01:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=1587"},"modified":"2014-09-09T16:41:50","modified_gmt":"2014-09-09T19:41:50","slug":"ivan-ilitch","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=1587","title":{"rendered":"Ivan Ilitch"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por <\/strong><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=69\" target=\"_blank\"><strong>Luiz Antonio de Assis Brasil<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 uma preciosidade, esta pequena novela de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=607090\" target=\"_blank\">Tolst\u00f3i<\/a>: <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=144062\" target=\"_blank\"><em>A Morte de Ivan Ilitch<\/em><\/a>. T\u00e3o preciosa quanto o romance <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=646491\" target=\"_blank\">Guerra e Paz<\/a>. A primeira, um estudo minimalista; o outro, um poderoso drama acerca da invas\u00e3o napole\u00f4nica \u00e0 R\u00fassia dos czares. Cada qual, \u00e0 sua maneira, honra o g\u00eanio que os escreveu, e Ivan Ilitch possui uma grandeza que rivaliza com o famoso \u00e9pico.<\/p>\n<p>E por qu\u00ea? Antes de tudo, pela segura condu\u00e7\u00e3o da narrativa. O conflito central \u2013 a doen\u00e7a e morte do protagonista \u2013 s\u00f3 se agrava da primeira \u00e0 \u00faltima p\u00e1gina. Ali\u00e1s, muitos elogiam o admir\u00e1vel <em>Cr\u00f4nica de uma Morte Anunciada<\/em> como se fosse o primeiro livro a antecipar o seu final sem que isso seja um spoiler. Tolst\u00f3i j\u00e1 fizera isso. Mesmo sabedores que Ivan Ilitch vai morrer, lemos, fascinados, como a personagem, a partir do an\u00fancio de sua doen\u00e7a, vai ganhando em humanidade, revendo sua vida in\u00fatil e amparada por seu cargo burocr\u00e1tico e bem pago.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o tratada nesta narrativa n\u00e3o \u00e9 a morte, que a ela nos acostumamos \u00e0 medida que passa o tempo, mas \u00e9 a morte como o fim da possibilidade de aprimorarmos nossa vida. Sim, com a morte cessa todo o esfor\u00e7o para sermos melhores. E quando essa morte surge como uma possibilidade logo ali, ao dobrar da esquina, tudo \u00e9 pior.<\/p>\n<p>Ivan Ilitch v\u00ea, a partir de uma pequena dor, que n\u00e3o \u00e9 eterno, e que todo o amparo de um conforto conquistado, agora nada valem. Ivan, por isso, n\u00e3o suporta que sua esposa e sua filha decidam ir ao teatro, porque nada \u00e9 mais importante do que sua doen\u00e7a. Ivan n\u00e3o admite sequer otimismo profissional de seu m\u00e9dico, detesta-lhe a sa\u00fade, o perfume, a pele rosada e h\u00edgida.<\/p>\n<p>Tolst\u00f3i consegue, como nenhum outro, utilizar-se da dor f\u00edsica para refletir sobre os limites de nossa vontade. Ivan Ilitch, o onipotente, deve dobrar-se a algo mesquinho e maligno que cresce dentro de seu corpo. Eis a\u00ed uma li\u00e7\u00e3o para os que, admitindo em tese que s\u00e3o mortais, n\u00e3o aceitam a inevitabilidade de sua morte pessoal. Uma boa reflex\u00e3o para os neoarrogantes de nosso s\u00e9culo.<\/p>\n<p>E temos na pra\u00e7a uma premiada tradu\u00e7\u00e3o, editada pela L&amp;PM, assinada pela inesquec\u00edvel e talentosa Vera Karam. \u00c9 uma celebra\u00e7\u00e3o da literatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/morte_de_ivan_ilitch.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-25011\" alt=\"90584 morte_de_ivan_ilitch.indd\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/morte_de_ivan_ilitch-628x1024.jpg\" width=\"360\" height=\"586\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/morte_de_ivan_ilitch-628x1024.jpg 628w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/morte_de_ivan_ilitch-184x300.jpg 184w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/morte_de_ivan_ilitch.jpg 1278w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Texto publicado originalmente na coluna de Assis Brasil no jornal <a href=\"www.zerohora.com\" target=\"_blank\">Zero Hora<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luiz Antonio de Assis Brasil \u00c9 uma preciosidade, esta pequena novela de Tolst\u00f3i: A Morte de Ivan Ilitch. T\u00e3o preciosa quanto o romance Guerra e Paz. A primeira, um estudo minimalista; o outro, um poderoso drama acerca da invas\u00e3o napole\u00f4nica \u00e0 R\u00fassia dos czares. 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