﻿{"id":152,"date":"2010-02-19T16:49:05","date_gmt":"2010-02-19T18:49:05","guid":{"rendered":"http:\/\/lepmeditores.wordpress.com\/?p=152"},"modified":"2010-02-19T16:49:05","modified_gmt":"2010-02-19T18:49:05","slug":"elogio-da-velhice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=152","title":{"rendered":"Elogio da velhice"},"content":{"rendered":"<p><em>Por <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/v3\/livros\/layout_autor.asp?ID=69\" target=\"_blank\">Luiz Antonio de Assis Brasil<\/a><\/em><\/p>\n<p>O insuper\u00e1vel texto a respeito \u00e9 o<em> <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/v3\/livros\/layout_produto.asp?ID=849193\" target=\"_blank\"><strong>De Senectute<\/strong><\/a><\/em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/v3\/livros\/layout_produto.asp?ID=849193\" target=\"_blank\"> <\/a>(<em>A Velhice<\/em>, \u00e0s vezes traduzido como <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/v3\/livros\/layout_produto.asp?ID=849193\" target=\"_blank\">Saber Envelhecer<\/a><\/em>), de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/v3\/livros\/layout_autor.asp?ID=639153\" target=\"_blank\"><strong>C\u00edcero<\/strong><\/a>. O pensador usa um m\u00e9todo: apresenta argumentos contra a velhice e depois os rebate. <em>De Senectute<\/em> n\u00e3o pretende consolar: <strong>C\u00edcero nada v\u00ea de mau na velhice.<\/strong><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><a href=\"https:\/\/lepmeditores.files.wordpress.com\/2010\/02\/saber_envelhecer.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-153       aligncenter\" title=\"saber_envelhecer\" src=\"https:\/\/lepmeditores.files.wordpress.com\/2010\/02\/saber_envelhecer.jpg?w=175\" alt=\"\" width=\"171\" height=\"250\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Vamos sumariamente aos argumentos e aos contra-argumentos.<\/strong><br \/>\n<strong>Primeiro:<\/strong> a velhice nos afasta da vida ativa. Qual vida? A natureza dota cada idade de vidas pr\u00f3prias, com seus pr\u00f3prios ritmos de atividade.<br \/>\n<strong>Segundo:<\/strong> a velhice n\u00e3o tem for\u00e7as; sim, mas ningu\u00e9m exige dela ser forte! Mesmo ao suposto enfraquecimento da mem\u00f3ria, C\u00edcero tem resposta espantosa: diz ele que jamais viu um velho esquecer-se do lugar onde escondeu seu dinheiro: quo thesaurum obruisset. Ainda dentro deste item, diz-se que os velhos s\u00e3o rabujentos: difficiles. Nada disso. S\u00e3o rabugentos porque sempre o foram, desde a juventude; os outros \u00e9 que n\u00e3o se aperceberam disso.<br \/>\n<strong>Terceiro:<\/strong> a velhice nos priva dos melhores prazeres. Os melhores prazeres, entretanto, mudam com a idade. Um velho ter\u00e1 imenso prazer nas antigas amizades, no bom vinho, no paladar pausado, na reflex\u00e3o, na arte e na cultura e os desfrutar\u00e1 com muito mais vol\u00fapia que o jovem, pois tem mais vagares e compreens\u00e3o das coisas. Al\u00e9m disso -vejam o bom-humor de C\u00edcero &#8211; n\u00e3o se sofre por ser privado daquilo de que n\u00e3o se tem saudades: quod non desideres.<br \/>\n<strong>Quarto:<\/strong> a velhice nos aproxima da morte. Certo, se pensarmos apenas na cronologia; entretanto, os mais propensos a morrer cedo s\u00e3o os jovens, por sua afoiteza e pelo car\u00e1ter devastador das doen\u00e7as juvenis; ademais, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para temer a morte: se houver uma vida futura post mortem, \u00f3timo; se n\u00e3o houver, nunca o saberemos, aut nullus est. O autor cr\u00ea na imortalidade da alma, mas prefere ficar em sua argumenta\u00e7\u00e3o terrena.<br \/>\n<strong>Conclus\u00e3o de C\u00edcero:<\/strong> os velhos n\u00e3o devem nem se apegar nem renunciar sem raz\u00e3o \u00e0 vida. Para isso \u00e9 preciso ser s\u00e1bio e a sabedoria \u00e9 coisa natural na velhice.<br \/>\nLeia <em>De Senectute<\/em>. L\u00e1 est\u00e1 tudo isso, e melhor. Se voc\u00ea n\u00e3o l\u00ea latim, h\u00e1 boas tradu\u00e7\u00f5es. Se for jovem, rir\u00e1 muito; se for velho, ficar\u00e1 feliz &#8211; o que \u00e9 muit\u00edssimo diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align:right;\"><em>Texto publicado no jornal Zero Hora<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luiz Antonio de Assis Brasil O insuper\u00e1vel texto a respeito \u00e9 o De Senectute (A Velhice, \u00e0s vezes traduzido como Saber Envelhecer), de C\u00edcero. O pensador usa um m\u00e9todo: apresenta argumentos contra a velhice e depois os rebate. De Senectute n\u00e3o pretende consolar: C\u00edcero nada v\u00ea de mau na velhice. 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