﻿{"id":14607,"date":"2012-03-15T15:54:53","date_gmt":"2012-03-15T18:54:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=14607"},"modified":"2012-03-15T16:18:07","modified_gmt":"2012-03-15T19:18:07","slug":"ate-tu-bruto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=14607","title":{"rendered":"At\u00e9 tu, Brutus?"},"content":{"rendered":"<p>No dia 15 de mar\u00e7o de 44 a.C., J\u00falio C\u00e9sar foi morto no senado romano, apunhalado por cerca de 60 senadores, entre eles seu protegido Marco J\u00fanio Bruto. Jurista, escritor, pol\u00edtico, general, descendente da deusa V\u00eanus, amante de Cle\u00f3patra, Caio J\u00falio C\u00e9sar foi um l\u00edder brilhante. Cultivou, ao mesmo tempo, o cinismo e a clem\u00eancia, a crueldade e a cortesia, a hipocrisia e a civilidade, a esperteza e a sinceridade, a mod\u00e9stia e o orgulho. A vers\u00e3o mais popular para suas \u00faltimas palavras \u00e9\u00a0&#8220;At\u00e9 tu, Brutus?&#8221;,\u00a0mas que, na verdade, foi uma frase criada por Shakespeare para sua pe\u00e7a <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=619066&amp;ID=737480\" target=\"_blank\">J\u00falio C\u00e9sar<\/a><\/em>. Atualmente, sabe-se\u00a0a derradeira frase de\u00a0C\u00e9sar foi pronunciada em grego: &#8220;At\u00e9 tu, meu menino?&#8221;, como bem mostra o trecho de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=638453&amp;ID=815053\" target=\"_blank\">J\u00falio C\u00e9sar<\/a><\/em>, livro da <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=510927&amp;SubsecaoID=0&amp;Serie=Biografias\" target=\"_blank\">s\u00e9rie Biografias L&amp;PM<\/a>:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/biografiajuliocesar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14608\" title=\"biografiajuliocesar\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/biografiajuliocesar-180x300.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/biografiajuliocesar-180x300.jpg 180w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/biografiajuliocesar-617x1024.jpg 617w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/biografiajuliocesar.jpg 840w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a><em>Nesse instante, T\u00falio pega a toga de C\u00e9sar com as duas m\u00e3os e descobre-lhe os ombros, o que para os conjurados \u00e9 o sinal de ataque. Casca, que se encontra atr\u00e1s de C\u00e9sar, saca o punhal e desfere-lhe o primeiro golpe junto ao ombro, mas o ferimento \u00e9 superficial. A m\u00e3o de Casca certamente tremeu. C\u00e9sar pega imediatamente o punho da rama que acaba de golpe\u00e1-lo e exclama em latim: &#8220;P\u00e9rfido Casca, que fazes?&#8221;, e Casca grita em grego: &#8220;Meu irm\u00e3o, socorro!&#8221;. Os senadores, que em sua maioria n\u00e3o fazem parte do compl\u00f4, s\u00e3o tomados de horror ante esse espet\u00e1culo, levantam-se t\u00e3o tr\u00eamulos e pasmos que n\u00e3o pensam sequer em fugir, nem em acudir para defender C\u00e9sar dos agressores, nem mesmo em protestar. Impotentes e im\u00f3veis, assistem \u00e0 sequ\u00eancia e v\u00eaem C\u00e9sar cercado de conjurados armados de punhais e facas que o golpeiam nos olhos e no rosto. C\u00e9sar defende-se, diz Plutarco, &#8220;como um animal feroz encurralado por ca\u00e7adores e tenta afastar essas m\u00e3os armadas&#8221;. Todos, \u00e9 fato, querem desferir um golpe para provar que participaram desse assassinato de modo pessoal e eficaz. Nesse momento, todos consideram C\u00e9sar uma v\u00edtima mal\u00e9fica que deve ser sacrificada para que viva a Rep\u00fablica. S\u00e3o t\u00e3o numerosos e acham-se t\u00e3o amontoados que acabam, como tubar\u00f5es, despeda\u00e7ando a presa, por se ferir mutuamente, logo cobrindo-se de sangue. Bruto, que se aproxima de C\u00e9sar, tem a m\u00e3o ferida, mas pode ainda desferir contra seu protetor, contra seu pai adotivo, o golpe de miseric\u00f3rdia, apunhalando-o na virilha. Ao v\u00ea-lo, C\u00e9sar exclama, n\u00e3o em latim, como sempre se pensou, mas em grego, segundo numerosos testemunhos: &#8220;At\u00e9 tu, meu menino?&#8221; (e n\u00e3o meu filho, como \u00e9 admitido), testemunhando sua tr\u00e1gica incredulidade. \u00c9 ent\u00e3o que, diante da \u00faltima trai\u00e7\u00e3o, C\u00e9sar abandona a luta, cobre o rosto com uma aba da toga e entrega-se \u00e0s l\u00e2minas dos assassinos que acabam por transpassa seu corpo sem vida.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 15 de mar\u00e7o de 44 a.C., J\u00falio C\u00e9sar foi morto no senado romano, apunhalado por cerca de 60 senadores, entre eles seu protegido Marco J\u00fanio Bruto. Jurista, escritor, pol\u00edtico, general, descendente da deusa V\u00eanus, amante de Cle\u00f3patra, Caio J\u00falio C\u00e9sar foi um l\u00edder brilhante. 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