﻿{"id":1334,"date":"2010-06-08T13:23:17","date_gmt":"2010-06-08T13:23:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/blog\/?p=1334"},"modified":"2010-06-08T14:02:41","modified_gmt":"2010-06-08T14:02:41","slug":"chester-himes-a-alma-genial-do-harlem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=1334","title":{"rendered":"Chester Himes, a alma genial do Harlem"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/chesterhimes1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1338\" title=\"chesterhimes\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/chesterhimes1.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"216\" \/><\/a>Por Ivan Pinheiro Machado<\/em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/chesterhimes.jpg\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=606280\" target=\"_blank\">Chester Himes<\/a> era negro e marginal. N\u00e3o por acaso ficou conhecido como um dos grandes escritores do g\u00eanero \u201cnoir\u201d. Esta palavra remete ao \u201csombrio\u201d e\u00a0foi cunhada na Fran\u00e7a para batizar romances policiais, digamos assim, mais liter\u00e1rios.\u00a0S\u00e3o\u00a0hist\u00f3rias protagonizadas por personagens amb\u00edguos, em tramas banais, contracenando num mundo hip\u00f3crita e duro, habitado por perdedores, delinquentes, aproveitadores, escroques de todos os tipos e dois ou tr\u00eas sujeitos que valem a pena. A esse g\u00eanero, que re\u00fane personagens antol\u00f3gicos como os detetives Philipe Marlowe, de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=30\" target=\"_blank\">Raymond Chandler<\/a>, Sam Spade, de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=945393\" target=\"_blank\">Dashiell Hammet<\/a>,\u00a0e Lew Archer, de <a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=639492\" target=\"_blank\">Ross Macdonald<\/a>, Chester Himes agregou sua dupla Jones Coveiro e Ed Caix\u00e3o, detetives da delegacia mais animada do Harlem dos velhos tempos. S\u00f3 que Coveiro e Caix\u00e3o s\u00e3o negros, numa \u00e9poca em que ser negro n\u00e3o era exatamente como \u00e9 nos tempos de Barack Obama.<\/p>\n<p>O Harlem era um gueto maldito na ponta norte de Manhatan, controlado por traficantes, cafet\u00f5es, jogadores e seres afins. Decididamente n\u00e3o era um lugar para amadores. Chester Himes soube como nigu\u00e9m captar o clima, a atmosfera complexa e perigosa do Harlem. A sensualidade do blues \u00e9 combinada com o ceticismo desolado de Jones Coveiro e Ed Caix\u00e3o, submetidos a realidade prec\u00e1ria e violenta de um lugar abandonado pela Am\u00e9rica branca e protestante. Considerado um dos grandes escritores americanos do s\u00e9culo passado, Himes enfrentou em seus livros a realidade racista dos anos 50, o dilema vivido pelos detetives num lugar onde s\u00f3 \u201cnegro podia prender negro\u201d. Seus livros s\u00e3o documentos pungentes onde ele desnuda sem perd\u00e3o esse lado sombrio da Am\u00e9rica p\u00f3s-guerra.<\/p>\n<p>Muito antes de se tornar um famoso romancista, Himes foi um criminoso. Em novembro de 1928, roubou um Cadillac, dinheiro e algumas joias de um casal de idosos em Ohio. Preso aos 19 anos, teve de cumprir pena por roubo a m\u00e3o armada por sete anos e meio. Foi durante esse per\u00edodo que come\u00e7ou a escrever. Suas hist\u00f3rias foram publicadas em diversos peri\u00f3dicos norte-americanos, como Atlanta Daily World e Esquire. Seu primeiro romance publicado, <em>If He Hollers, Let Him Go<\/em> (1945), j\u00e1 tem o racismo como tema central. Foi ignorado no seu pa\u00eds e celebrado no exterior, sobretudo na Fran\u00e7a. Em meados da d\u00e9cada de 1950, exilou-se em Paris, onde conviveu com os tamb\u00e9m escritores negros, norte-americanos e expatriados James Baldwin, Ralph Ellison e Richard Wright. Foi de l\u00e1 que escreveu e publicou, em 1957, <em>For Love of Imabelle<\/em> (posteriormente rebatizado de <em>A Rage in Harlem<\/em> e publicado pela L&amp;PM Editores como <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=627162&amp;ID=913625\" target=\"_blank\">A maldi\u00e7\u00e3o do dinheiro<\/a><\/em>), o primeiro de nove thrillers passados no Harlem com Coveiro e Caix\u00e3o como protagonistas. A s\u00e9rie teve enorme sucesso. Entre seus t\u00edtulos mais conhecidos est\u00e3o <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=617170&amp;ID=505255\" target=\"_blank\">O Harlem \u00e9 escuro<\/a><\/em> (Blind Man with a Pistol), <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=617170&amp;ID=732235 \" target=\"_blank\">A louca matan\u00e7a<\/a><\/em> (The Crazy Kill), <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=608155&amp;ID=815363\" target=\"_blank\">Um jeito tranquilo de matar<\/a><\/em> (The Real Cool Killers), todos publicados\u00a0na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM Pocket, al\u00e9m de\u00a0<em>Cotton comes to Harlem <\/em>e\u00a0<em>The Heat\u2019s On<\/em>. Dois de seus livros foram adaptados para o cinema:<em> Cotton Comes to Harlem<\/em>, dirigido por Ossie Davis em 1970 (trailer abaixo), e <em>A maldi\u00e7\u00e3o do dinheiro<\/em>, estrelado por Gregory Hines e Danny Glover em 1991.<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"445\" height=\"356\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NKmSwcFkxCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"445\" height=\"356\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NKmSwcFkxCc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;\" allowfullscreen=\"true\" allowscriptaccess=\"always\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ivan Pinheiro Machado Chester Himes era negro e marginal. 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