﻿{"id":13289,"date":"2011-12-29T18:32:18","date_gmt":"2011-12-29T20:32:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=13289"},"modified":"2011-12-29T18:32:18","modified_gmt":"2011-12-29T20:32:18","slug":"rilke-poesia-e-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=13289","title":{"rendered":"Rilke, poesia e morte"},"content":{"rendered":"<p>Em 29 de dezembro de 1926, h\u00e1 exatos 85 anos, morria <a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=817463\" target=\"_blank\">Rainer Maria Rilke<\/a>, um dos maiores poetas de l\u00edngua alem\u00e3 do s\u00e9culo 20. Nascido em Praga em 1851, Rilke escreveu versos que inspiraram poetas em todo o mundo, como os brasileiros <a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=909116\" target=\"_blank\">Manuel Bandeira<\/a>, <a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?TroncoID=805134&amp;SecaoID=948848&amp;SubsecaoID=0&amp;Template=..\/livros\/layout_autor.asp&amp;AutorID=354915\" target=\"_blank\">Cec\u00edlia Meireles<\/a> e Augusto de Campos.<\/p>\n<p>Mas nem s\u00f3 de versos se faz um grande poeta. A intensa correspond\u00eancia que Rilke manteve ao longo de toda a vida com artistas e intelectuais de v\u00e1rios pa\u00edses tamb\u00e9m carrega a marca de sua poesia.\u00a0No livro <em><a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=637183\" target=\"_blank\">Cartas a um jovem poeta<\/a><\/em>, publicado postumamente em 1929, ele d\u00e1 conselhos ao jovem Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta. Muito mais do que responder aos questionamentos do rapaz, Rilke deixa registradas nestas cartas as suas impress\u00f5es e opini\u00f5es sobre a vida, a humanidade, a religi\u00e3o, o sexo e a arte de escrever numa prosa intensa e essencialmente po\u00e9tica. Em uma das cartas, datada de 17 de fevereiro de 1903, ele escreveu:<\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cartas_a_um_jovem_poeta.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13291\" style=\"border-image: initial; border: 1px solid black;\" title=\"cartas_a_um_jovem_poeta\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cartas_a_um_jovem_poeta-180x300.jpg\" alt=\"\" width=\"126\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cartas_a_um_jovem_poeta-180x300.jpg 180w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cartas_a_um_jovem_poeta-615x1023.jpg 615w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/cartas_a_um_jovem_poeta.jpg 834w\" sizes=\"auto, (max-width: 126px) 100vw, 126px\" \/><\/a>O senhor me pergunta se os seus versos s\u00e3o bons. Pergunta isso a mim. J\u00e1 perguntou a mesma coisa a outras pessoas antes. Envia os seus versos para revistas. Faz compara\u00e7\u00f5es entre eles e outros poemas e se inquieta quando um ou outro redator recusa suas tentativas de publica\u00e7\u00e3o. Agora (como me deu licen\u00e7a de aconselh\u00e1-lo) lhe pe\u00e7o para desistir de tudo isso. O senhor olha pra fora, e \u00e9 isso sobretudo que n\u00e3o devia fazer agora. Ningu\u00e9m pode aconselh\u00e1-lo e ajud\u00e1-lo, ningu\u00e9m. H\u00e1 apenas um meio. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele estende as ra\u00edzes at\u00e9 o ponto mais profundo do seu cora\u00e7\u00e3o, confesse a si mesmo se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m das cartas e dos poemas, Rilke escreveu apenas um romance. Publicado em 1910, <em><a href=\"http:\/\/lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=906371\" target=\"_blank\">Os cadernos de Malte Laurids Grigge<\/a><\/em> \u00e9 uma novela autobiogr\u00e1fica, escrita no per\u00edodo em que o escritor viveu em Paris. Sob influ\u00eancia de Nietzsche, ele aborda temas que s\u00e3o recorrentes em romances de forma\u00e7\u00e3o, como a busca pela pr\u00f3pria individualidade, a tentativa de compreender o significado da morte e o questionamento dos dogmas da religi\u00e3o.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o podia deixar de ser, Rilke foi o autor de seu pr\u00f3prio epit\u00e1fio: <em>&#8220;Rose, oh reiner Widerspruch, Lust, \/ Niemandes Schalaf zu sein unter soviel \/Lidern&#8221;<\/em> (Rosa, \u00f3 pura contradi\u00e7\u00e3o, alegria \/ de ser o sono de ningu\u00e9m sob tantas \/ p\u00e1lpebras&#8221;). Ele foi enterrado no cemit\u00e9rio de Vi\u00e8ge, na Sui\u00e7a, em 2 de janeiro de 1927.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 29 de dezembro de 1926, h\u00e1 exatos 85 anos, morria Rainer Maria Rilke, um dos maiores poetas de l\u00edngua alem\u00e3 do s\u00e9culo 20. Nascido em Praga em 1851, Rilke escreveu versos que inspiraram poetas em todo o mundo, como os brasileiros Manuel Bandeira, Cec\u00edlia Meireles e Augusto de Campos. 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