﻿{"id":12392,"date":"2011-11-16T16:36:36","date_gmt":"2011-11-16T18:36:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=12392"},"modified":"2011-11-16T16:40:51","modified_gmt":"2011-11-16T18:40:51","slug":"jane-austen-envenenada-por-arsenico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=12392","title":{"rendered":"Jane Austen envenenada por ars\u00eanico?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/arsenico.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12399\" title=\"arsenico\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/arsenico-165x300.jpg\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/arsenico-165x300.jpg 165w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/arsenico.jpg 233w\" sizes=\"auto, (max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/><\/a>A morte prematura da escritora\u00a0Jane Austen, com apenas 41 anos, j\u00e1 foi atribu\u00edda a muitas coisas: doen\u00e7a de Addison, c\u00e2ncer, linfoma de Hodgkin, tuberculose bovina e doen\u00e7a de Brill-Zinsser. Mas agora, quase 200 anos depois de sua morte, ocorrida em 1817,\u00a0uma nova\u00a0e inquetante tese surgiu. A\u00a0escritora brit\u00e2nica de novelas policiais <a href=\"http:\/\/www.lindsayashford.co.uk\/books.html\" target=\"_blank\">Lindsay Ashford <\/a>defende que a <em>causa mortis<\/em> de Austen foi a ingest\u00e3o prolongada de ars\u00eanico.\u00a0Os passos que levaram Ashford a esta conclus\u00e3o come\u00e7aram em 2008, quando seu companheiro arranjou em um emprego em Chawton House, uma bela mans\u00e3o rural na regi\u00e3o de Hampshire que, coincid\u00eancia ou n\u00e3o,\u00a0pertenceu a um irm\u00e3o de Jane Austen, Edward. Em 1809, quando o pai de Jane morreu, a romancista, sua irm\u00e3 Cassandra e sua m\u00e3e foram viver no pequeno solar que Edward possu\u00eda no parque de sua propriedade. E\u00a0foi justamente esta casa, que hoje pertence a um descendente dos Austen, que Ashford alugou.<\/p>\n<p>O projeto inicial da novelista era apenas o de escrever mais uma hist\u00f3ria policial, eventualmente protagonizada pela sua habitual hero\u00edna, a psic\u00f3loga Megan Rhys. Mas ningu\u00e9m \u00a0habita impunemente a casa onde morou e trabalhou Jane Austen e certa manh\u00e3, quando lia um dos volumes da correspond\u00eancia de Jane Austen, Ashford deparou-se com uma carta que\u00a0ela escrevera, poucos meses antes de morrer, \u00e0 sua sobrinha Fanny Knight, explicando que se sentia melhor e que estava recuperando\u00a0o seu aspecto habitual. Parecendo referir-se ao seu rosto \u2013 j\u00e1 que usa a express\u00e3o <em>my looks<\/em> \u2013, Austen escreve na carta que tivera a pele manchada de \u201cnegro, branco e de todas as cores erradas\u201d.<\/p>\n<p>Como Ashford pesquisa modernas t\u00e9cnicas forenses e os efeitos de certos venenos no corpo para escrever seus livros, ela logo percebeu que os sintomas citados na carta de Jane Austen pareciam\u00a0muito com a pigmenta\u00e7\u00e3o causada pelo consumo de ars\u00eanico, onde aparecem manchas na pele que variam de marrom a preto, passando pelo branco.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/jane_austen.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12395\" title=\"jane_austen\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/11\/jane_austen.jpg\" alt=\"\" width=\"448\" height=\"249\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pouco depois, a novelista conheceu o ex-presidente da <em>Jane Austen Society of North America<\/em>, que lhe disse que havia uma mecha de cabelo de Jane Austen em exibi\u00e7\u00e3o num museu nas proximidades. A mecha, que fora comprada em 1948 por um casal j\u00e1 falecido, tinha sido testada por eles para ars\u00eanico com resultado positivo.\u00a0 Mas\u00a0\u00e9 bom lembrar, no entanto, que o ars\u00eanio era um dos ingredientes da solu\u00e7\u00e3o de Fowler que, na \u00e9poca,\u00a0usava-se como tratamento para tudo, desde o reumatismo &#8211; algo que se queixaram de Austen em suas cartas &#8211; at\u00e9 s\u00edfilis.<\/p>\n<p>&#8220;Depois de todas as minhas pesquisas eu acho que \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela recebeu um medicamento que cont\u00e9m ars\u00eanico. Quando voc\u00ea olha para sua lista de sintomas e os compara \u00e0 lista de sintomas de ars\u00eanico, h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o surpreendente&#8221;, disse Ashford ao jornal brit\u00e2nico <em><a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/books\/2011\/nov\/14\/jane-austen-arsenic-poisoning\" target=\"_blank\">The Guardian<\/a><\/em>. &#8220;Eu n\u00e3o acho que o assassinato est\u00e1 fora de quest\u00e3o&#8221;, disse ela. &#8220;Muita coisa n\u00e3o foi revelada e poderia ter havido um motivo para o homic\u00eddio.&#8221;<\/p>\n<p>Este, ali\u00e1s, \u00e9 o tema do novo romance de Lindsay Ashford, \u201cThe Mysterious Death of Miss Austen\u201d <em>(A misteriosa morte de Miss Austen<\/em>), lan\u00e7ado h\u00e1 poucas semanas em Londres.<\/p>\n<p>A professora Janet Todd, de Cambridge, e especialista em Jane Austen, disse que assassinato \u00e9 pouco prov\u00e1vel. &#8220;Eu duvido muito que ela tenha sido envenenada intencionalmente. Mas a possibilidade que tenha sido tratada com ars\u00eanico para o reumatismo, por exemplo, \u00e9 bastante prov\u00e1vel&#8221;, disse a professora.<\/p>\n<p>Embora Ashford esteja interessada em ver ossos da autora de <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=363727\" target=\"_blank\">Orgulho e Preconceito<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=645033\" target=\"_blank\">Persuas\u00e3o<\/a> <\/em>e <em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=636453&amp;ID=629452\" target=\"_blank\">A abadia de Northanger<\/a><\/em>\u00a0analisados pela medicina\u00a0forense moderna, ela sabe que isso dificilmente vai acontecer. Talvez certas coisas n\u00e3o\u00a0precisem ser desenterradas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A morte prematura da escritora\u00a0Jane Austen, com apenas 41 anos, j\u00e1 foi atribu\u00edda a muitas coisas: doen\u00e7a de Addison, c\u00e2ncer, linfoma de Hodgkin, tuberculose bovina e doen\u00e7a de Brill-Zinsser. Mas agora, quase 200 anos depois de sua morte, ocorrida em 1817,\u00a0uma nova\u00a0e inquetante tese surgiu. 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