﻿{"id":11880,"date":"2011-10-23T09:00:52","date_gmt":"2011-10-23T11:00:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11880"},"modified":"2011-10-24T12:25:33","modified_gmt":"2011-10-24T14:25:33","slug":"guido-crepax-o-verbete-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11880","title":{"rendered":"Guido Crepax, o verbete do dia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/topo_quadrinhos_ok.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11881\" title=\"topo_quadrinhos_ok\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/topo_quadrinhos_ok-1024x128.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"56\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/topo_quadrinhos_ok-1024x128.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/topo_quadrinhos_ok-300x37.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/topo_quadrinhos_ok.jpg 1058w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>A partir de hoje, nos domingos, o Blog L&amp;PM publicar\u00e1 um verbete da nova<\/em> <em>&#8220;<a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=936150&amp;ID=508300\" target=\"_blank\">Enciclop\u00e9dia dos Quadrinhos<\/a>&#8220;,<\/em> <em>de Goida e Andr\u00e9 Kleinert. O verbete de hoje \u00e9 GUIDO CREPAX:<\/em><\/p>\n<p>\u201cEm grande parte foi gra\u00e7as ao trabalho de Guido Crepax que as hist\u00f3rias em quadrinhos passaram a ser consideradas como a Nona Arte\u201d. Frase do estudioso Marco Giovannini, que de certa maneira sintetiza a enorme import\u00e2ncia desse desenhista e criador milan\u00eas, um dos mais importantes nomes dos comics p\u00f3s-guerra. Depois de graduar-se em Arquitetura, Guido resolveu seguir a carreira art\u00edstica de ilustrador, em <em>Tempo m\u00e9dico <\/em>(1958). Embora tivesse tentado os quadrinhos ainda adolescente, foi s\u00f3 mesmo em 1965, quando Giovanni Gardini criou a revista <em>Linus<\/em>, que Crepax fez sua estreia numa narrativa chamada <em>La Curva<\/em><em> di Lesme<\/em>. O personagem principal era Philip Rembrandt, um cr\u00edtico de arte e criminologista, cujos poderes concretizavam-se numa figura conhecida pelo nome de Neutron. A perman\u00eancia de Neutron\/Philip durou pouco. Em viagem \u00e0 It\u00e1lia, Rembrandt era recebido no aeroporto de Mil\u00e3o, pela Signorina Valentina Rosseli, uma fot\u00f3grafa que logo se torna sua amiga \u00edntima.<\/p>\n<p>Valentina, feita \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Elisa Crepax (a mulher de Guido) e tamb\u00e9m a atriz do cinema mudo norte-americano, Louise Brooks, aos poucos foi tomando conta da s\u00e9rie \u201cNeutron\u201d. Posteriormente, Philip, casado com ela, acabou sempre um personagem subalterno. Com o correr do tempo, Crepax abandonou em <em>Valentina <\/em>as hist\u00f3rias convencionais. Preferiu desenhar, numa complexa diagrama\u00e7\u00e3o de p\u00e1ginas, buscando detalhes em primeir\u00edssimos planos (como montagem cinematogr\u00e1fica), os sonhos, as lembran\u00e7as e as divaga\u00e7\u00f5es de sua hero\u00edna. Isso garantiu para os quadrinhos modernos as mais maravilhosas narrativas ambientadas no terreno da subjetividade er\u00f3tico-psicol\u00f3gica. <em>Valentina<\/em>, antes mesmo do final da d\u00e9cada de 60, j\u00e1 era um sucesso internacional, tornando pequena outra hero\u00edna sexy que havia surgido quase junto, <em>Barbarella <\/em>de Jean Claude Forest. Hoje com quase duas mil p\u00e1ginas, <em>Valentina <\/em>continua fascinando os leitores do mundo inteiro e suas hist\u00f3rias, al\u00e9m das caracter\u00edsticas assinaladas, tem uma certa cronologia familiar. Valentina tem um filho, Mattia, que j\u00e1 \u00e9 adolescente.<\/p>\n<div id=\"attachment_11887\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/valentina_blog.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11887\" class=\"size-large wp-image-11887\" title=\"valentina_blog\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/valentina_blog-1024x612.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/valentina_blog-1024x612.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/valentina_blog-300x179.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/valentina_blog.jpg 1307w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11887\" class=\"wp-caption-text\">Nos anos 80, a L&amp;PM Editores publicava Valentina, de Guido Crepax<\/p><\/div>\n<p>Crepax, entretanto, tinha uma capacidade muito maior do que a limita\u00e7\u00e3o ao sucesso de <em>Valentina<\/em>. Criou outras figuras femininas not\u00e1veis \u2013 Bianca, Anita \u2013 e realizou vers\u00f5es de cl\u00e1ssicos da literatura fant\u00e1stica, como <em>Dr\u00e1cula<\/em>, de Bram Stoker, e <em>O m\u00e9dico e o monstro<\/em>, de Stevenson. Fez tamb\u00e9m<em> <\/em>adapta\u00e7\u00f5es de obras er\u00f3ticas como <em>A hist\u00f3ria de O <\/em>e <em>Emmanuelle<\/em>. E arranjou tempo para dar sua<em> <\/em>contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Larousse, em obras como \u201cA Descoberta do Mundo\u201d (mais de mil p\u00e1ginas, junto com Battaglia, Toppi, Sio, Manara e outros) e \u201cA Hist\u00f3ria da China\u201d. At\u00e9 o fim de seus dias, Crepax morou em Mil\u00e3o, sempre em companhia de Elisa e os tr\u00eas filhos do casal. Seu grafismo inconfund\u00edvel certamente influenciou muitos jovens a seguirem a carreira de quadrinistas. Isso sem falarmos nos adultos, que descobriram em Crepax quadrinhos para gente grande. Al\u00e9m dos \u00e1lbuns acima citados, Crepax trabalhou para a s\u00e9rie \u201cUm Homem, Uma Aventura\u201d, nos t\u00edtulos <em>Harlem Blues <\/em>e <em>R\u00fassia em<\/em> <em>chamas<\/em>, n\u00e3o publicados no Brasil. Igualmente in\u00e9ditos ficaram os \u00e1lbuns <em>Poe <\/em>(1979), reuni\u00e3o de hist\u00f3rias baseadas nos escritos de Allan Poe; <em>Lanterna m\u00e1gica <\/em>(1981), hist\u00f3rias sem bal\u00f5es com texto; <em>As viagens de Bianca <\/em>(1991); e <em>The Turn of<\/em> <em>The Screw <\/em>(Eurotica, 1995), baseado num original de Henry James. Traduzido para o Brasil tivemos <em>A V\u00eanus das peles <\/em>(Opera Er\u00f3tica\/Martins Fontes, 1984), vers\u00e3o da obra de Leopold Sacher Masoch. Para uma leitura cr\u00edtica mais abrangente, sugerimos o \u00e1lbum de Marco Aur\u00e9lio Luchetti, <em>Desnudando <\/em><em>Valentina <\/em>(Opera Graphica, 2005).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de hoje, nos domingos, o Blog L&amp;PM publicar\u00e1 um verbete da nova &#8220;Enciclop\u00e9dia dos Quadrinhos&#8220;, de Goida e Andr\u00e9 Kleinert. O verbete de hoje \u00e9 GUIDO CREPAX: \u201cEm grande parte foi gra\u00e7as ao trabalho de Guido Crepax que as hist\u00f3rias em quadrinhos passaram a ser consideradas como a Nona Arte\u201d. 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