﻿{"id":11781,"date":"2011-10-18T16:14:38","date_gmt":"2011-10-18T18:14:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11781"},"modified":"2011-10-25T17:15:04","modified_gmt":"2011-10-25T19:15:04","slug":"50-quando-a-lpm-foi-parar-no-olho-da-rua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11781","title":{"rendered":"50. Quando a L&#038;PM foi parar no &#8220;Olho da Rua&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/ERA-UMA-VEZ-22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11786\" title=\"ERA UMA VEZ 2\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/ERA-UMA-VEZ-22-1024x122.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"53\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/ERA-UMA-VEZ-22-1024x122.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/ERA-UMA-VEZ-22-300x35.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/ERA-UMA-VEZ-22.jpg 1121w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Em outubro, <\/em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?cat=777\" target=\"_blank\"><em>como j\u00e1 anunciado<\/em><\/a><em>, a S\u00e9rie \u201cEra uma vez&#8230; uma editora\u201d\u00a0ficou um pouco diferente. Este m\u00eas, como o editor Ivan Pinheiro Machado* estava na Feira de Frankfurt, ficou decidido que\u00a0os posts seriam dedicados a livros que deixaram saudades. Hoje, no entanto, no lugar de um t\u00edtulo, resolvemos falar de uma cole\u00e7\u00e3o inteira. A ideia de contar a hist\u00f3ria da Cole\u00e7\u00e3o \u201cOlho da Rua\u201d surgiu de uma conversa com o escritor Eduardo Bueno (que alguns chamam de Peninha) que, nos anos 80, criou esta s\u00e9rie de livros marginais, como ele mesmo definiu. <\/em><\/p>\n<p>A\u00a0Cole\u00e7\u00e3o &#8220;Olho da\u00a0Rua&#8221;\u00a0come\u00e7ou quando Eduardo convidou Antonio Bivar para (re)publicar o seu livro <em>Verdes Vales do Fim do Mundo<\/em>, que j\u00e1 estava h\u00e1 tempo fora de cat\u00e1logo. Bivar era co-tradutor, junto com Bueno, da primeira vers\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o de <em>On the Road<\/em>.\u00a0O plano\u00a0era, a partir deste livro, dar in\u00edcio a uma vers\u00e3o brasileira da Cole\u00e7\u00e3o &#8220;Rebeldes e Malditos&#8221;, criada por Ivan Pinheiro Machado e que, em 1984, j\u00e1 publicava, entre outros, <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=945491&amp;ID=505538\" target=\"_blank\">Cartas a Th\u00e9o <\/a><\/em>de Van Gogh, <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=848380\" target=\"_blank\">De Profundis<\/a><\/em>, de Oscar Wilde, <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=826273\" target=\"_blank\">Para\u00edsos Artificiais<\/a><\/em>, de Charles de Baudelaire e <em>A correspond\u00eancia de Arthur Rimbaud. <\/em><\/p>\n<blockquote>\n<div><em> <\/em><\/div>\n<div><em> <\/em><\/div>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em><\/p>\n<div id=\"attachment_11783\" style=\"width: 337px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/verdes_vales_80_ok.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11783\" class=\"size-full wp-image-11783 \" title=\"verdes_vales_80_ok\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/verdes_vales_80_ok.jpg\" alt=\"\" width=\"327\" height=\"515\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11783\" class=\"wp-caption-text\">A edi\u00e7\u00e3o de &quot;Verdes Vales do Fim do Mundo&quot; de 1984, depois relan\u00e7ada na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET<\/p><\/div>\n<p>\u201cA seguir, convidei Jorge Mautner, Roberto Piva, Pepe Escobar, Reinaldo Moraes e outros malucos para se juntarem ao bando. Precis\u00e1vamos de um nome para a cole\u00e7\u00e3o, que soasse rebelde e maldito o suficiente. Da conversa com o Bivar surgiu o nome &#8220;Olho da Rua&#8221;, j\u00e1 que v\u00e1rios deles tinham a viv\u00eancia plena das cal\u00e7adas e das sarjetas, nunca foram de circular muito pelas avenidas principais e j\u00e1 haviam sido orgulhosamente\u00a0postos no olho da rua v\u00e1rias vezes. Al\u00e9m de tudo, o &#8220;olhar&#8221; deles era o olhar t\u00edpico dos escritores que n\u00e3o produziam seus livros &#8220;de pantufas no gabinete, com a lareira acesa e um gato ronronando&#8221;. A\u00ed, eu e Ivan achamos o nome n\u00e3o apenas adequado como \u00f3timo. E a cole\u00e7\u00e3o saiu. Ela era quase uma &#8220;resposta&#8221; \u00e0 Cantadas Liter\u00e1rias, lan\u00e7ada pouco antes pela editora Brasiliense. Resposta n\u00e3o \u00e9 bem o caso: era complementar a ela e seguia a tend\u00eancia de editar &#8220;marginais&#8221;, que a L&amp;PM j\u00e1 fazia tanto na \u201cRebeldes e Malditos\u201d como na Cole\u00e7\u00e3o &#8220;Alma Beat&#8221;. Era o inicio dos anos 80, o pa\u00eds vivia grande efervesc\u00eancia, todo mundo ansiava pela abertura e pela volta das &#8220;liberdades democr\u00e1ticas&#8221; e ent\u00e3o a \u201cOlho da Rua\u201d veio para resgatar textos j\u00e1 publicados e\/ou censurados e tamb\u00e9m livros in\u00e9ditos (como \u201cSpeedball\u201d de Pepe Escobar e \u201cAbacaxi\u201d, de Reinaldo Moraes).\u201d Conta Eduardo Bueno.<\/p>\n<p><\/em><em> <\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A \u201cOlho da Rua\u201d acabou n\u00e3o ficando s\u00f3 nos brasileiros. Foi nela que, pela primeira vez, Sam Shepard foi publicado no Brasil com o livro <em>Louco para Amar<\/em>. E tamb\u00e9m <em>Gasolina e Lady Vestal<\/em>, de Gregory Corso, <em>De repente, acidentes <\/em>de Carl Solomon, <em>7 Dias na Nicar\u00e1gua Libre<\/em>, de Lawrence Ferlinghetti, <em>A queda da Am\u00e9rica<\/em>, de Allen Ginsberg, <em>Luna Caliente <\/em>de Mempo Giardinelli e <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=638453&amp;ID=949253\" target=\"_blank\">Isadora \u2013 fragmentos autobiogr\u00e1ficos<\/a><\/em>, de Isadora Duncan.<\/p>\n<p>Alguns dos livros que inicialmente sairam na &#8220;Olho da Rua&#8221; acabaram sendo relan\u00e7ados na Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET. Como <em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=617051&amp;ID=838073\" target=\"_blank\">Verdes Vales do Fim do Mundo<\/a><\/em>, por exemplo.<\/p>\n<p><em>* Toda ter\u00e7a-feira, o editor Ivan Pinheiro Machado resgata hist\u00f3rias que aconteceram em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de L&amp;PM. Este \u00e9 o\u00a0quinquag\u00e9simo post da S\u00e9rie \u201c<\/em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/blog\/?cat=777\" target=\"_blank\"><em>Era uma vez\u2026 uma editora<\/em><\/a><em>\u201c.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em outubro, como j\u00e1 anunciado, a S\u00e9rie \u201cEra uma vez&#8230; uma editora\u201d\u00a0ficou um pouco diferente. Este m\u00eas, como o editor Ivan Pinheiro Machado* estava na Feira de Frankfurt, ficou decidido que\u00a0os posts seriam dedicados a livros que deixaram saudades. 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