﻿{"id":11063,"date":"2011-09-20T11:00:20","date_gmt":"2011-09-20T14:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11063"},"modified":"2011-09-19T18:09:21","modified_gmt":"2011-09-19T21:09:21","slug":"46-quem-nunca-errou-que-atire-a-primeira-pedra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11063","title":{"rendered":"46. Quem nunca errou que atire a primeira pedra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/ERA-UMA-VEZ-21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11087\" title=\"ERA UMA VEZ 2\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/ERA-UMA-VEZ-21-1024x122.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"53\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/ERA-UMA-VEZ-21-1024x122.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/ERA-UMA-VEZ-21-300x35.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/ERA-UMA-VEZ-21.jpg 1121w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Por Ivan Pinheiro Machado*<\/em><\/p>\n<p>Voc\u00ea sabe quanto custa um erro?<\/p>\n<p>H\u00e1 aqueles que erram na vida e s\u00e3o punidos pela lei. H\u00e1 os que erram por amor. H\u00e1 os que simplesmente erram e v\u00e3o em frente, h\u00e1 os que erram e capitulam, se submetem ao emaranhado de equ\u00edvocos em que se enredaram. H\u00e1 erros e erros. Uns maiores, outros menores. E h\u00e1 um custo para os nossos erros. Perdemos amores, perdemos empregos, amigos, lealdades e at\u00e9 a liberdade. Sempre h\u00e1 uma consequ\u00eancia, um castigo, uma penalidade.<\/p>\n<p>Pois uma editora geralmente \u00e9 ref\u00e9m da possibilidade de um erro.<\/p>\n<p>Depois de tantos anos eu sempre digo que aprender a ser editor custa muito caro. Por exemplo: um belo dia, foram impressos 3.000 exemplares de um romance de Honor\u00e9 de Balzac (1789-1850). Os livros chegaram na editora e\u00a0a aquipe examinava o exemplar quando, de repente,\u00a0algu\u00e9m gritou desesperado: n\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3o, 1932 n\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3\u00e3o!!!<\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=816351&amp;ID=928184\" target=\"_blank\">O Coronel Chabert<\/a><\/em> saiu em 1832 e a contracapa do livro, em lugar nobil\u00edssimo, exibia um rutilante 1932 como data de lan\u00e7amento da primeira edi\u00e7\u00e3o. Cem anos de equ\u00edvoco. Recolhe-se o livro, devolve-se para a gr\u00e1fica, corrige-se o erro e imprime-se de novo. Encaixa-se o preju\u00edzo. Este \u00e9 o caminho. N\u00e3o tem outro jeito.<\/p>\n<div class=\"mceTemp mceIEcenter\">\n<div id=\"attachment_11089\" style=\"width: 452px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Balzac_errado_certo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11089\" class=\"size-full wp-image-11089   \" title=\"Balzac_errado_certo\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Balzac_errado_certo.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"187\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11089\" class=\"wp-caption-text\">Duas vers\u00f5es da mesma quarta capa: a errada e a certa (clique para ampliar)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Um editora com 37 anos de vida como a nossa j\u00e1 passou por um longo e car\u00edssimo aprendizado. Erramos muito no passado e de tanto errar, aprendemos. O lugar comum, \u201c\u00e9 com erros que se aprende\u201d, \u00e9 uma verdade absoluta quando se fala em editar livros.<\/p>\n<p>Hoje, os recursos eletr\u00f4nicos geram menos erros de digita\u00e7\u00e3o, o famoso \u201cpastel\u201d como se dizia antigamente. Se voc\u00ea digitar \u201catrazo\u201d em vez de atraso, o Windows grita e voc\u00ea corrige correndo. Mas mesmo assim, com todo o aparato tecnol\u00f3gico, hoje, um livro passa no m\u00ednimo por cinco revis\u00f5es, podendo chegar a seis ou sete. H\u00e1 a revis\u00e3o de originais, de tradu\u00e7\u00e3o, a revis\u00e3o de pagina\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a revis\u00e3o da revis\u00e3o, enfim. H\u00e1 um enorme trabalho por tr\u00e1s de um livro. Tudo para que ele chegue quase perfeito nas m\u00e3os do leitor.<\/p>\n<p>Neste tempo todo editamos mais de 3 mil livros. E foram dezenas de edi\u00e7\u00f5es perdidas. Livros que foram \u201creciclados\u201d por conterem doen\u00e7as incur\u00e1veis, que s\u00e3o os erros que saltam aos olhos, erros de portugu\u00eas, de estrutura, de p\u00e1ginas que faltam, por erro nosso, ou simplesmente por uma fatalidade da inform\u00e1tica. No envio de um arquivo \u00e0 gr\u00e1fica por internet, a pag 71 e 72, por exemplo, somem no \u00e9ter virtual. E para o desespero do editor, o erro s\u00f3 aparece quando um leitor liga e diz: \u201cquero meu dinheiro de volta! Faltam duas p\u00e1ginas no meu livro\u201d. A\u00ed ent\u00e3o se recolhe o livro (para \u201creciclar\u201d), corrige-se, manda-se os arquivos para a gr\u00e1fica, revisa-se as provas pr\u00e9-impress\u00e3o e imprime-se de novo. E depois deste erro assustador, revisa-se a primeira rodagem da m\u00e1quina. Enfim, revisa-se, revisa-se, revisa-se e mesmo assim, vez que outra, acaba se descobrindo um errinho&#8230;<\/p>\n<p><em>* Toda ter\u00e7a-feira, o editor Ivan Pinheiro Machado resgata hist\u00f3rias que aconteceram em mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de L&amp;PM. Este \u00e9 o\u00a0quadrag\u00e9simo\u00a0sexto post da S\u00e9rie \u201c<\/em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/blog\/?cat=777\" target=\"_blank\"><em>Era uma vez\u2026 uma editora<\/em><\/a><em>\u201c.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ivan Pinheiro Machado* Voc\u00ea sabe quanto custa um erro? H\u00e1 aqueles que erram na vida e s\u00e3o punidos pela lei. H\u00e1 os que erram por amor. H\u00e1 os que simplesmente erram e v\u00e3o em frente, h\u00e1 os que erram e capitulam, se submetem ao emaranhado de equ\u00edvocos em que se enredaram. 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