﻿{"id":11052,"date":"2011-09-18T09:00:50","date_gmt":"2011-09-18T12:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11052"},"modified":"2011-09-16T18:24:19","modified_gmt":"2011-09-16T21:24:19","slug":"autor-de-hoje-daniel-defoe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/?p=11052","title":{"rendered":"Autor de hoje: Daniel Defoe"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/topo_daniel_defoe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-11053\" title=\"topo_daniel_defoe\" src=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/topo_daniel_defoe-1024x138.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/topo_daniel_defoe-1024x138.jpg 1024w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/topo_daniel_defoe-300x40.jpg 300w, https:\/\/www.lpm-blog.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/topo_daniel_defoe.jpg 1044w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Londres, Inglaterra, 1660 &#8211; \u2020 Londres, Inglaterra, 1731<\/em><\/p>\n<p>Descendente de holandeses, estudou em uma escola para protestantes ingleses n\u00e3o-anglicanos. Mais tarde, alistou-se no ex\u00e9rcito do duque de Monmouth, que pretendia depor o rei Jaime II. Derrotado o duque, Defoe passou a servir-se da palavra escrita como arma de combate. Exerceu cargos no governo, viajou a Portugal e Espanha e dedicou-se a escrever e publicar ensaios pol\u00edticos. A instabilidade dos governantes determinou mudan\u00e7as na situa\u00e7\u00e3o pessoal e profissional do escritor. Sempre contr\u00e1rio ao anglicanismo, sofreu reveses e benesses, alternando cargos lucrativos, humilha\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e pris\u00e3o. Sua obra ficcional trata quest\u00f5es importantes \u00e0 \u00e9poca, como a bondade natural do homem corrompida pela civiliza\u00e7\u00e3o, tema central de <em>Robinson Cruso\u00e9<\/em>, depois retomado em <em>Moll Flanders. <\/em>Essas duas obras continuam suscitando o interesse dos leitores e da cr\u00edtica, servindo de argumento para o cinema norte-americano.<\/p>\n<p>OBRAS PRINCIPAIS:<strong> <\/strong><em><a href=\"http:\/\/www.lpm.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=616211&amp;ID=607709\" target=\"_blank\">Robinson Cruso\u00e9<\/a><\/em>, 1719-1720; <em>Moll Flanders<\/em>, 1722; <em>Um di\u00e1rio do ano da peste<\/em>, 1722<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"text-decoration: underline;\">DANIEL DEFOE por Maria Helena Martins<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ser conhecedor de literatura para saber que o mais importante na leitura de um romance est\u00e1 no fato de ele prender nossa aten\u00e7\u00e3o, fazer com que se queira ler mais. O autor tem de criar suspense, despertar e manter nossa curiosidade, romper expectativas, deixando-nos presos \u00e0 sua hist\u00f3ria. Qualquer contador de causos sabe disso intuitivamente. Imagine-se o que pode fazer quem tamb\u00e9m domine a palavra escrita, conhe\u00e7a meandros da alma humana, seus ditos e interditos, feitos e fantasias. Quem entre na pele de aventureiros e her\u00f3is, decentes e devassos&#8230; Pois Defoe literalmente <em>tira de letra <\/em>com facilidade camale\u00f4nica. Ora envolve o leitor com suas personagens e perip\u00e9cias, ora escapa com elas por desv\u00e3os inusitados, deixando o leitor surpreso e desorientado, como quem \u00e9 perseguido por trilhas ou ruelas estranhas.<\/p>\n<p>Seu livro mais conhecido \u00e9 <em>Robinson Cruso\u00e9, <\/em>por\u00e9m <em>Moll Flanders <\/em>\u00e9 emblem\u00e1tico de uma sociedade plena de falsidades,<em> <\/em>que encobre pervers\u00f5es e precariedades. Tratava da Inglaterra<em> <\/em>do s\u00e9culo XVIII, mas percebia nela tra\u00e7os que persistem em<em> <\/em>nossos dias, em nossa realidade. J\u00e1 no pref\u00e1cio, ao antecipar seu<em> <\/em>relato da \u201cvida amorosa\u201d de sua protagonista, Defoe revela que<em> <\/em>toma \u201ctodo o cuidado\u201d para sua hist\u00f3ria n\u00e3o provocar \u201cid\u00e9ias impudicas nem obscenas\u201d, com \u201cpormenores mais corruptos de sua vida\u201d. Contudo, isso ati\u00e7a a curiosidade para o oposto do que estaria propondo e, decididamente, fisga o leitor para a leitura do texto. Segundo ele:<\/p>\n<p>(&#8230;) para contar uma vida de pecado e arrependimento \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio contar a parte pecaminosa com toda a verdade poss\u00edvel, para real\u00e7ar e embelezar a parte do arrependimento, que \u00e9, sem d\u00favida, a melhor e a mais radiosa, se for contada com igual entusiasmo e realidade.<\/p>\n<p>Insinua-se n\u00e3o ser poss\u00edvel relatar a parte do arrependimento com tanta realidade, tanto esplendor e tanta beleza como a pecaminosa. Se h\u00e1 alguma verdade nessa insinua\u00e7\u00e3o, seja-me permitido dizer que tal se verifica por n\u00e3o haver o mesmo gosto e satisfa\u00e7\u00e3o na leitura e a diferen\u00e7a existir, deveras, mais no deleite e prazer do leitor que no valor real do assunto.<\/p>\n<p>Mas, como este livro se destina, sobretudo, \u00e0queles que o saibam ler e tirar dele o proveito que se recomenda ao longo da hist\u00f3ria, espera-se que tais leitores apreciem mais a pertin\u00eancia que a narrativa, a moral que a fic\u00e7\u00e3o, o objetivo do escritor que a biografia da pessoa biografada.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nada mais a recomendar do que uma boa leitura!<\/p><\/blockquote>\n<p><em>* <\/em><a href=\"http:\/\/www.lpm-editores.com.br\/site\/default.asp?Template=..\/livros\/layout_produto.asp&amp;CategoriaID=637394&amp;ID=639273\" target=\"_blank\"><em>Guia de Leitura \u2013 100 autores que voc\u00ea precisa ler <\/em><\/a>\u00e9 um livro organizado por L\u00e9a Masina que faz parte da Cole\u00e7\u00e3o L&amp;PM POCKET. A partir de hoje, todo domingo,voc\u00ea conhecer\u00e1 um desses 100 autores. Pra melhor configurar a proposta de apresentar uma leitura nova de textos cl\u00e1ssicos, L\u00e9a convidou intelectuais para escreverem uma lauda sobre cada um dos autores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Londres, Inglaterra, 1660 &#8211; \u2020 Londres, Inglaterra, 1731 Descendente de holandeses, estudou em uma escola para protestantes ingleses n\u00e3o-anglicanos. Mais tarde, alistou-se no ex\u00e9rcito do duque de Monmouth, que pretendia depor o rei Jaime II. Derrotado o duque, Defoe passou a servir-se da palavra escrita como arma de combate. 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