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As anotações no roteiro de “On the Road”

A Revista Trois Couleurs, que foi distribuida durante o Festival de Cannes, é uma verdadeira preciosidade para os amantes dos beats. Editada pela Mk2, produtora do filme On the Road (“Sur la Route” na França e “Na Estrada” no Brasil) ela traz, em suas 240 primorosas páginas, um “quem é quem” dos personagens, uma cronologia que mostra até os antepassados de Jack Kerouac, muitas fotos, documentos, desenhos, música e detalhes sobre o filme dirigido por Walter Salles como croquis e anotações no roteiro. Nestas anotações, feitas pelo diretor, há até algumas escritas em português. “Muito bom isso vai antes da morte do pai” escreveu ele junto a uma locução em off de Sal Paradise, que aparece logo no início do roteiro.

A capa da Revista "Trois", uma preciosidade que temos aqui na editora.

Uma das anotações de Walter Salles está escrita em português - Clique sobre a imagem para ampliá-la

Mais anotações. "Excellent star" escreveu o diretor ele no roteiro de José Rivera

Mais duas páginas cheias de comentários

O roteirista portorriquenho José Rivera, que também trabalhou com Walter Salles em “Diários de Motocicleta” fez várias versões de roteiros até chegar na final. Em alguns momentos, ele optou por seguir a descrição de Jack Kerouac em On the Road – o manuscrito original. Um das primeiras cenas do filme, por exemplo, mostra o enterro do pai de Sal Paradise e a locução em off diz “Encontrei Dean pela primeira vez não muito depois que meu pai morreu…”, enquanto no livro On the road – Pé na estrada a frase é “Encontrei Dean pela primeira vez não muito depois que minha mulher e eu nos separamos”.

O filme estreia no Brasil em 13 de julho.

“Meninos, eu vi” On the Road, o filme

*Por Paula Taitelbaum

Como diria Gonçalves Dias em I-Juca Pirama: “Meninos, eu vi”. Eu vi um filme verdadeiro, íntegro e profundo. Centrado na capacidade humana de ir em busca da sua essência. Ou de se distanciar dela. “Meninos, eu vi”. Eu vi um filme baseado em um livro, mas não escravizado por ele. Que escreve sua própria história não só com palavras, mas principalmente cores, ritmo, música e… silêncio. “Meninos, eu vi”. Eu vi um filme em que Garrett Hedlund recebe o espírito de Dean Moriarty/Neal Cassady e se entrega a ele como só os grandes atores são capazes de fazer. Como Viggo Mortensen, encarnando Old Bull Lee/William Burroughs, fez em cada sílaba sua. “Meninos, eu vi”. Eu vi o filme que eu não sabia que veria, que uma parte de mim nem esperava gostar, cujo trailer nem havia me empolgado. Mas que quando pegou a estrada não a abandonou jamais, honrando cada quilômetro percorrido por Jack e Neal, rodado com a paixão que só os amantes da obra original poderiam ter. “Meninos, eu vi”. Eu vi um filme sobre a sensação universal de ter vinte anos, que me fez chorar no final, assim que a voz do verdadeiro Jack ecoou no cinema e logo que as palavras dele tingiram a tela – I think of Dean Moriarty… “Meninos, eu vi”. Eu vi um filme que tem alma –  e nem importa se ela é beat. E que, em seus 140 minutos, passou a muitas milhas por hora sem negar carona aos que algum dia já se deixaram levar por On the road.

Garrett Hedlund como Dean Moriarty em um dos cartazes do filme que estreia no Brasil em 13 de julho de 2012

*Paula Taitelbaum e Eduardo Bueno (tradutor de On the Road) assistiram ao filme On the Road/Na estrada em uma sessão fechada, na sexta-feira, 15 de junho. Ambos adoraram. Eduardo também chorou no final.

“On the road” chega bem na Austrália

Depois da estreia mundial no Festival de Cannes, o filme “Na estrada/On the road” de Walter Salles foi recebido com entusiasmo também na Austrália, onde foi exibido pela primeira vez neste fim de semana, durante o Sydney Film Festival. Foram longos minutos de aplausos após a sessão e a imprensa local só confirmou o sentimento do público presente no State Theatre, na capital autraliana. Um dos jornais mais importantes do país, o The Sydney Morning Herald, classificou o filme como ”courageous, audacious and cutting-edge” (algo como “corajoso, audacioso e inovador”).

"On the road" estrou na Austrália no domingo, 10 de junho

As estreias mundo afora só nos deixam com ainda mais expectativa para a chegada do filme ao Brasil, marcada para o dia 17 de julho. Até lá, dá tempo de ler a nova edição de On the road com a imagem do cartaz do filme na capa.

Namorados de última hora

Você é do tipo indeciso? Que sempre deixa o presente pra última hora? Daqueles que ainda não teve tempo de pensar no Dia dos Namorados? Calma, calma. A gente tem ótimas dicas para presentear todos os tipos de amores. É só escolher o que mais combina com o seu:

PARIS: BIOGRAFIA DE UMA CIDADE – Que Paris é a cidade dos enamorados, ninguém tem dúvida. Agora, que esse livro é totalmente apaixonante, talvez você ainda não saiba. Com este presente, seu amor poderá fazer um delicioso passeio por toda a história da Cidade Luz. Ideal para os namorados que estão pensando em, quem sabe, fazer uma viagem a dois…

ON THE ROAD – O clássico beat de Jack Kerouac é uma viagem por muitas estradas e vários amores. Perfeito para os apaixonados por liberdade e que adoram o caminho da transgressão (nem que seja na literatura). Esta edição, com a capa do filme “Na Estrada”,  baseado na obra, está tão lindo quando o seu amor. Ok, ok, nada é tão lindo quanto seu amor…

ERMA JAGUAR – Este é para os amores libidinosos, quentes, pulsantes. Erma Jaguar é uma personagem insaciável, criada por Alex Varenne, que enlouquece homens e mulheres e que está inteira nesta HQ de luxo. Um livro perfeito ser levado pra cama, lido a dois e, quem sabe, servir de inspiração para deixar o seu namoro ainda mais vibrante.

SIMON´S CAT – Seu namoro é divertido? Vocês se chamam de “gatinho” e “gatinha”? Em ambos os casos, Simon’s Cat é o presente perfeito. O gato mais famoso do Youtube nem precisa de palavras pra deixar seu amor rindo à toa.

NOITE EM CLARO – Você já gastou demais este mês e ficou quase sem dinheiro para comprar o presente da sua namorada? Nada de pânico. O novo livro de Martha Medeiros, Noite em claro, faz parte da Coleção 64 Páginas e custa apenas 5 reais. Uma história cheia de amor, erotismo e surpresas. Melhor impossível.

AS GRANDES HISTÓRIAS DA MITOLOGIA GRECO-ROMANA – E já que eles tiveram uma dica pra lá de econômica, elas também recebem aqui a sua: As grandes histórias da mitologia greco-romana da Coleção 64 Páginas por apenas 5 reais. 40 pequenas histórias com personagens para presentear aquele “namorado dos Deuses”…

O nosso “On the Road” na biblioteca de Kristen Stewart

A edição de On the Road da L&PM, com a capa do filme “Na Estrada”, foi ao Festival de Cannes, levada pela equipe de assessoria de imprensa do filme. E Kristen Stewart, que interpreta Marylou na produção dirigida por Walter Salles (e que ganhou fama como a Bella da Saga “Crepúsculo”) ganhou o seu. Para guardar de recordação, ela pediu para os colegas de elenco autografarem o seu livro. Kristen Stewart é fã da obra de Kerouac e diz que On the Road é seu livro favorito.

Kristen Stewart pedindo para o colega e amigo Garrett Hedlund autografar a edição de On the Road da L&PM

A vez de Kristen: aqui ela autografa um exemplar do nosso "On the Road"

On the road é exibido em Cannes

Exibido hoje cedo em Cannes, Na Estrada (On the Road), deu um banho de “sensualidade e sensorialidade”. Pelo menos é o que conta a matéria publicada no Blog do Bonequinho, do Jornal O Globo que reproduzimos aqui:

Enviado por Rodrigo Fonseca / 23.5.2012 – 6h24m

CANNES: UMA JORNADA DE MATURIDADE E SENSUALIDADE

Walter Salles deu à Cannes algo que o festival de cinema mais disputado do mundo ainda não havia experimentado em sua 65ª edição: sensualidade, sensorialidade, ou em bom português, tesão. “Na estrada” (“On the road”) é disparado o filme mais maduro de Salles como realizador, preciso em sua composição de planos, exigente na direção de atores e ousado no retrato da juventude. Com base no romance beat de Jack Kerouac, que o cinema sonhou ver na tela durante anos, o novo longa-metragem do cineasta carioca de 56 anos é uma espécie de súmula da questões buscadas pelo cineasta ao longo de 21 anos de carreira. Seu tema central, a construção de uma relação amorosa (seja ela fraternal, maternal ou ideológica), no decorrer de uma jornada, encontra na prosa de Kerouac matéria-prima para construir uma radiografia geracional.

De olhos voltados para a América do fim dos anos 40 e do início dos anos 50, Salles narra a construção da amizade entre o aspirante a escritor Sal Paradise (Sam Rilley) e o ex-presidiário chave de cadeia Dean, representado por um Garrett Hedlund devastador. Embora as opiniões acerca do filme não sejam consensuais, divididas entre paixões e recepções frias, existe um ponto em comum. A Croisette em peso agora acha que Garrett pode dar uma rasteira em Jean-Louis Trintignant (o favorito por “Amour”) na briga pelo prêmio de melhor ator. Outra surpresa é Kristen Stewart, a mocinha da série “Crepúsculo”. Descabelada, suada, safada e pelada, ela disparou uma bomba hormonal na sessão do filme esta manhã para a imprensa. Na sessão estavam membros do júri, como o diretor americano Alexander Payne e o estilista Jean Paul Gaultier. Kristen ajuda o filme a quebrar a caretice habitual com que o cinema americano – esta é uma co-produção entre França e EUA – trata o sexo. Francis Ford Coppola, que sonhou durante quase 30 anos levar o livro de Kerouac às telas, deve estar bem feliz. Embora o favoritismo na briga pela Palma, ficar com o romeno “Beyond the hills” e o austríaco “Amour”, “Na estrada” deve sair daqui com troféus na mala. Merece. O bonequinho aplaude Salles de pé.

Walter Salles e o elenco esta manhã em Cannes

 A L&PM acaba de lançar uma edição de On the Road comemorativa ao filme, com a capa do poster.

Na trilha (sonora) de “On the road”

On the Road é um livro sonoro. Do motor do carro no qual Sal Paradise e Dean Moriarty empreenderam sua jornada aos inferninhos em que ambos “viajaram” entre metais e bongôs, Jack Kerouac faz as palavras dançarem pelos pensamentos. Sua obra, que agora virou filme e concorre a Palma de Ouro em Cannes pelas mãos de Walter Salles, embalou, embala e continuará embalando os sonhos de liberdade de quem sabe que há um mundo lá fora, além da fronteira.

O filme, que estreia em junho no Brasil, já tem trilha sonora lançada em CD na França. O responsável por ela é Gustavo Santaolalla, músico argentino que já trabalhou com Walter Salles em Diários de Motocicleta e também assina músicas dos filmes Brokeback Mountain, Babel e 21 Gramas. Na lista de canções de On the Road (Na Estrada) estão composições próprias de Santaolalla e também Ella Fitzgerald, Coati Mundi, Son House e, claro, Slim Gaillard. “Ela chora e tem chiliques, não quer me deixar sair para ver Slim Gaillard, fica furiosa cada vez que me atraso e então, quando resolvo ficar em casa, ela simplesmente não fala comigo, diz que sou um idiota completo” diz Dean a Sal, citando Slim Gaillard e se referindo a Camille em uma das páginas do livro de Kerouac.

Dodô Azevedo, editor de conteúdo do site de Na Estrada está em Cannes e de lá postou no Facebook oficial do filme uma foto do CD e imagens da gravação da trilha que aconteceu em Los Angeles. No estúdio, Santaolalla recebeu as lendas do Jazz Charles Haden e Brian Blade. O diretor Walter Salles também estava lá, acompanhando as gravações e com cara de quem estava feliz com o resultado.

Gustavo Santaolalla dirige a gravação da trilha sob o olhar feliz de Walter Salles

Charlie Haden em plena gravação

Brian Blade na bateria

Se você não puder ir até a França buscar o resultado de tudo isso, o pessoal de Na Estrada avisa que será sorteado um CD assinado por Walter Salles entre os que curtem a página do Facebook e os que seguem @naestradafilme no twitter. Dá uma olhada na soundtrack list que inclui ainda uma leitura de Kerouac:

1. Sweet Sixteen – Greg Kramer
2. Roman Candles
3. Yep Roc Heresy – Coati Mundi
4. Reminiscence
5. Lovin’ It
6. The Open Road
7. Memories / Up to Speed
8. I’ve Got the World on a String – Ella Fitzgerald
9. That’s It
10. Keep it Rollin’
11. Hit That Jive Jack – Slim Gaillard
12. God Is Pooh Bear
13. Death Letter Blues – Son House
14. I Think of Dean
15. Jack Kerouac Reads ‘On the Road’ – Jack Kerouac

O press kit de “On the road” em Cannes

Quem entra no site oficial do Festival de Cannes 2012, que começa no dia 16 de maio, encontra um press kit de divulgação do filme “On the road/Na estrada”. São 66 páginas com a ficha completa dos atores, uma entrevista com o diretor Walter Salles, fotos e imagens do filme, informações sobre a adaptação do livro para a telona e várias curiosidades sobre a viagem que a equipe encarou para refazer a saga de Dean Moriarty, Sal Paradise e a encantadora Marylou. O filme será exibido pela primeira vez durante o Festival no dia 23 de maio e está concorrendo a Palma de Ouro (estamos torcendo por ele!).

No site de Cannes, o press kit é um pdf, mas nós montamos um flip para facilitar a leitura (clique sobre a imagem):

E em breve, chegará às livrarias uma nova edição do livro On the road, desta vez em formato convencional e com a imagem do poster do filme na capa.

Das páginas do livro para a vida real

Você já teve certeza de que era o personagem de um livro? Pois saiba que isso tem nome. Depois de uma série de experiências com amantes da literatura, psicólogos americanos chegaram à conclusão de que, ao ler um livro, o leitor não apenas visualiza o ambiente descrito pelo autor como consegue se transportar para a história e inserir-se no enredo. E mais do que isso: eles concluíram também que algumas pessoas levam o que vivenciaram para a sua vida.

Os pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio examinaram o fenômeno conhecido como “tomada de experiências”, que acontece quando o leitor incorpora emoções, pensamentos, hábitos e crenças de um personagem como se fossem suas.

O estudo publicado pela revista “Journal of Personality and Social Psychology” descobriu que, em algumas situações, esse fenômeno leva a reais mudanças de comportamento, ainda que sejam temporárias. E, segundo eles, quanto mais fraca a personalidade, mais suscetível ela está para tais “incorporações”.

 “A tomada de experiências pode ser uma maneira poderosa de mudar nossos comportamentos e pensamentos de forma significativa e benéfica”, afirmou Lisa Libby, uma das autoras, em material divulgado pela universidade.

Se pensarmos que muitos já se sentiram como Sal Paradise, personagem de On the Road, e sairam pela estrada afora em busca de aventura depois de lerem o livro de Kerouac, veremos que o fenômeno é bem mais comum do que imaginamos… Sorte é que, até onde a gente sabe, ninguém incorporou os hábitos de Drácula de Bram Stoker. Aliás, nossos pescoços agradecem.

“Na estrada” em Paris

Já começamos a contagem regressiva para a estreia de “On the road”, marcada para o dia 23 de maio em Paris, durante o Festival de Cannes. E as ruas da capital francesa já estão preparadas para receber um dos filmes mais esperados do ano. Dodô Azevedo, editor de conteúdo do site brasileiro de “Na estrada”, já está por lá e registrou a decoração especial na avenida Champs-Élysées.

Em breve, chegará às livrarias uma nova edição do livro On the road, desta vez em formato convencional e com a imagem do poster do filme na capa.