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Jane Austen envenenada por arsênico?

quarta-feira, 16 novembro 2011

A morte prematura da escritora Jane Austen, com apenas 41 anos, já foi atribuída a muitas coisas: doença de Addison, câncer, linfoma de Hodgkin, tuberculose bovina e doença de Brill-Zinsser. Mas agora, quase 200 anos depois de sua morte, ocorrida em 1817, uma nova e inquetante tese surgiu. A escritora britânica de novelas policiais Lindsay Ashford defende que a causa mortis de Austen foi a ingestão prolongada de arsênico. Os passos que levaram Ashford a esta conclusão começaram em 2008, quando seu companheiro arranjou em um emprego em Chawton House, uma bela mansão rural na região de Hampshire que, coincidência ou não, pertenceu a um irmão de Jane Austen, Edward. Em 1809, quando o pai de Jane morreu, a romancista, sua irmã Cassandra e sua mãe foram viver no pequeno solar que Edward possuía no parque de sua propriedade. E foi justamente esta casa, que hoje pertence a um descendente dos Austen, que Ashford alugou.

O projeto inicial da novelista era apenas o de escrever mais uma história policial, eventualmente protagonizada pela sua habitual heroína, a psicóloga Megan Rhys. Mas ninguém  habita impunemente a casa onde morou e trabalhou Jane Austen e certa manhã, quando lia um dos volumes da correspondência de Jane Austen, Ashford deparou-se com uma carta que ela escrevera, poucos meses antes de morrer, à sua sobrinha Fanny Knight, explicando que se sentia melhor e que estava recuperando o seu aspecto habitual. Parecendo referir-se ao seu rosto – já que usa a expressão my looks –, Austen escreve na carta que tivera a pele manchada de “negro, branco e de todas as cores erradas”.

Como Ashford pesquisa modernas técnicas forenses e os efeitos de certos venenos no corpo para escrever seus livros, ela logo percebeu que os sintomas citados na carta de Jane Austen pareciam muito com a pigmentação causada pelo consumo de arsênico, onde aparecem manchas na pele que variam de marrom a preto, passando pelo branco.

Pouco depois, a novelista conheceu o ex-presidente da Jane Austen Society of North America, que lhe disse que havia uma mecha de cabelo de Jane Austen em exibição num museu nas proximidades. A mecha, que fora comprada em 1948 por um casal já falecido, tinha sido testada por eles para arsênico com resultado positivo.  Mas é bom lembrar, no entanto, que o arsênio era um dos ingredientes da solução de Fowler que, na época, usava-se como tratamento para tudo, desde o reumatismo – algo que se queixaram de Austen em suas cartas – até sífilis.

“Depois de todas as minhas pesquisas eu acho que é muito provável que ela recebeu um medicamento que contém arsênico. Quando você olha para sua lista de sintomas e os compara à lista de sintomas de arsênico, há uma correlação surpreendente”, disse Ashford ao jornal britânico The Guardian. “Eu não acho que o assassinato está fora de questão”, disse ela. “Muita coisa não foi revelada e poderia ter havido um motivo para o homicídio.”

Este, aliás, é o tema do novo romance de Lindsay Ashford, “The Mysterious Death of Miss Austen” (A misteriosa morte de Miss Austen), lançado há poucas semanas em Londres.

A professora Janet Todd, de Cambridge, e especialista em Jane Austen, disse que assassinato é pouco provável. “Eu duvido muito que ela tenha sido envenenada intencionalmente. Mas a possibilidade que tenha sido tratada com arsênico para o reumatismo, por exemplo, é bastante provável”, disse a professora.

Embora Ashford esteja interessada em ver ossos da autora de Orgulho e Preconceito, Persuasão e A abadia de Northanger analisados pela medicina forense moderna, ela sabe que isso dificilmente vai acontecer. Talvez certas coisas não precisem ser desenterradas…

Jane “vintage” Austen

sexta-feira, 11 novembro 2011

Quando se fala nos romances de Jane Austen, uma coisa é certa: não existe um só leitor de Persuasão, Orgulho e Preconceito e A abadia de Northanger que não tenha gostado das capas das edições da L&PM. E não é pra menos! Elas foram desenhadas pela artista alemã Birgit Amadori, famosa por suas criações em estilo vintage que decoram desde capas de livro até paredes de hotéis pelo mundo.

Conheça a série completa de ilustrações que ela criou para a coleção Jane Austen da editora britânica Random House, entre elas as que viraram as capas dos cinco livros de Jane Austen publicados na Coleção L&PM Pocket:

Ilustração da capa de “Razão e sentimento”

Ilustração da capa do livro “Emma”, próximo título de Jane Austen a ser publicado, ainda em 2014

A capa de “Mansfield Park” foi feita a partir desta ilustração

Ilustração da capa de “A abadia de Northanger”

Os traços delicados combinam com a história de “Persuasão”

A capa de “Orgulho e preconceito” é inconfundível

E a L&PM gostou tanto do trabalho de Birgit Amadori que encomendou uma ilustração inédita para a capa de O morro dos ventos uivantes e Ao farolde Virginia Woolf. Chegou a notar a semelhança?

Para ver outros trabalhos de Birgit Amadori, visite o álbum de fotos da página da artista no Facebook.

Cenas de “A abadia de Northanger”

sexta-feira, 4 novembro 2011

Um novo livro de Jane Austen acaba de chegar à Coleção L&PM POCKET. A abadia de Northanger foi o primeiro romance a ser concluído pela escritora, em 1803, mas que acabou sendo publicado um ano após a sua morte, em 1818. Ele é considerado a mais leve e cômica obra de Jane Austen e conta a história de Catherine Morland, uma menina de dezessete anos que acaba vivendo uma série de desventuras, ao mesmo tempo em que mistura realidade e ficção.

Ao longo dos anos, A abadia de Northanger já foi ilustrado por diferentes desenhistas. Vale dar uma olhada na riqueza de estilos pelo qual este livro passou:

De William C. Cooke - 1895

De Hugh Thomson - 1897

De C. E. Brock (Charles Edmund Brock) - 1907

DE H. M. Brook (Henry Matthew Brock - irmão de C. E. Brock) - 1915

De Berkeley Sutcliffe - 1950

Tempos modernos: de Julian Tedesco para a Marvel - 2011