Posts Tagged ‘Virginia Woolf’

Quem tem medo de Virginia Woolf?

segunda-feira, 25 janeiro 2016

 

Ninguém teve mais medo de Virginia Woolf do que a própria Virginia Woolf. Nascida em 25 de janeiro de 1882, foi uma das maiores figuras da literatura inglesa, autora de Mrs. Dalloway, As ondas, Orlando… Criadora da célebre editora Hogarth Press, foi líder do influente grupo literário de Bloomsbury. Sua vida cultural intensa, no entanto, jamais conseguiu afastar seus fantasmas. Virginia era atormentada por sucessivas crises depressivas e, sentindo-se cansada e impotente na luta contra a demência, aos 59 anos, encheu os bolsos do casaco com pedras e deixou-se levar pelas águas geladas do rio Ouse.

A vida de Virginia começa com um fascínio. Não a vida real, mas a vida imaginária, à qual a romancista dedicará toda a sua existência. Desde a infância, há, de um lado, a vida e, de outro, os sonhos. Mais tarde, haverá a realidade e os livros. No começo, uma cidadezinha da província inglesa de Cornwall onde Virginia passa suas férias de verão em família. St. Ives: o nome desse lugar é por si só um convite ao sonho. A promessa de partir. ( Trecho de Virginia Woolf, de Alexandra Lemasson, Série Biografias L&PM)

De Virginia Woolf, a L&PM publica Mrs. Dalloway, Ao farolFlush Profissões para mulheres e outros artigos feministas.

Viaje no tempo e no espaço para ouvir as palestras de William Faulkner

sexta-feira, 25 setembro 2015

Pode-se dizer que poucos escritores foram tão premiados quanto o americano William Faulkner. Nobel de Literatura em 1949, ganhador do National Book Awards em 1951 e 1955, Faulkner utilizava a técnica do fluxo de consciência que consagrou gente como James Joyce, Virginia Woolf e Proust.

William Faulkner também dava aulas e palestras. E sabe o que é melhor? É possível ouvi-lo. Isso porque estão disponibilizados na internet os arquivos de áudio de palestras, leituras e conversas com estudantes que o escritor realizou no final dos anos 50 na Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. Os áudios foram gravados em fitas e estão disponíveis para download no site da Universidade. Clique aqui para ver a lista e escutar as palestras. Os áudios são acompanhados das transcrições para facilitar o entendimento.

William Faulkner conversa com estudantes e professores da Universidade de Virginia

William Faulkner conversa com estudantes e professores da Universidade de Virginia

De William Faulkner, a Coleção L&PM Pocket publica Enquanto Agonizo.

Escritoras na ponta dos dedos

quarta-feira, 17 setembro 2014

Esmaltes com nomes de escritoras! Se você é uma amante da literatura e adora pintar as unhas, prepare-se para suspirar de emoção com a nova coleção de esmaltes da Granado. A célebre – e secular – indústria de cosméticos carioca lançou uma linha que homenageia sete escritoras: Agatha Christie, Jane Austen, Emily Brontë, Charlote Brontë, Virginia Woolf, Louisa May Alcott e Sylvia Plath. Cada cor possui o primeiro nome dessas mulheres da literatura e tem a ver com a obra delas: Agatha é um marrom avermelhado; Charlotte é um bege acinzentado, Emily é um violeta vivo; Jane é um lilás romântico; Louisa (autora de livros juvenis) é um rosa fúcsia; Virginia é um azul-marinho vibrante e Sylvia é preto intenso.

A Coleção Escritoras da Granado traz sete esmaltes que homenageiam escritoras

Cada escritora ganhou uma cor que tem tudo a ver com ela

Os esmaltes da Granado são livres de de tolueno, parabenos, formaldeído, cânfora e DBP, ingredientes que podem causar alergia e o ressecamento das unhas. A coleção das escritoras é vendida separadamente (a R$ 17 cada), mas no lançamento foi feito um kit para jornalistas com uma latinha, acompanhada de uma caderneta e caneta. A Granado informou que talvez ela seja colocada à venda. Vai dizer que não é um sonho de consumo?

Só não entendemos porque Jane Austen ficou de fora dessa latinha...

Só não entendemos porque Jane Austen ficou de fora dessa latinha…

Dez dicas de Denise Bottmann para quem deseja ser tradutor

terça-feira, 19 agosto 2014

SaraivaConteúdo – 19/08/2014 – Por Zaqueu Fogaça

A tradutora Denise Bottmann

A tradutora Denise Bottmann

São incontáveis as obras estrangeiras publicadas no Brasil todos os anos em língua portuguesa. Isso só é possível graças ao esforço de um profissional que às vezes escapa aos olhos apressados da maioria dos leitores: o tradutor, aquele sujeito que se debruça por meses, e até mesmo anos, no texto original para entregar a obra em português, pronta para ser lida.

O ofício do tradutor requer muita paciência para decifrar o labiríntico processo de composição de uma obra, como explica a tradutora Denise Bottmann: “O grande desafio é entender de fato o texto. Entender uma frase não significa entender as palavras e o sentido visível em determinada construção. Significa entender as articulações daquela frase dentro da construção geral da obra, princípios estruturais e compositivos utilizados pelo autor. Traduzir é basicamente decifrar o texto original, seguindo uma ou mais chaves de leitura, e reconstituir essa decifração num outro texto e em outra língua”.

Graduada em História e mestra em Teoria da História, a curitibana lecionou Filosofia na Unicamp; posteriormente, em 1985, direcionou seus esforços ao campo da tradução, trabalho que executa até hoje como tradutora de inglês, francês e italiano.

Entre os autores que verteu para o português figuram nomes como Hannah Arendt, Marguerite Duras, Henry David Thoreau e Virginia Woolf. Desta última, Denise traduziu o livro Mrs. Dalloway (L&PM), trabalho agraciado, em 2013, com o Prêmio Paulo Rónai da Biblioteca Nacional.

Mrs. Dalloway e Walden, dois títulos da L&PM traduzidos por Denise Bottmann

Mrs. Dalloway e Walden, dois títulos da L&PM traduzidos por Denise Bottmann

Em face das possibilidades e complexidades que cada obra apresenta, faz-se necessário definir uma linha tradutória. “Perante tal complexidade, o tradutor opta por uma determinada abordagem, um determinado ‘partido tradutório’. Assim, o principal objetivo de uma tradução em relação ao texto original é manter a coerência do partido adotado, checando constantemente sua validade em relação ao original”, diz a tradutora, que também é autora do blog Não Gosto de Plágio, no qual expõe ao público os plágios de traduções no país.

A pedido do SaraivaConteúdo, Denise Bottmann elencou dez componentes que considera importantes para quem ambiciona se aventurar pelo campo da tradução. Confira a relação abaixo.

1. DOMÍNIO DO PORTUGUÊS
Ter um domínio muito bom do português. E não se trata apenas de conhecer a língua. Trata-se de ter uma familiaridade lógica com estruturas linguísticas. Se a pessoa não tem pleno domínio linguístico de sua língua materna, dificilmente conseguirá ter uma percepção das estruturas lógicas de outra língua.

2. DOMÍNIO DA OUTRA LÍNGUA
Ter um domínio pelo menos bom da outra língua. O mais importante é o domínio das estruturas linguísticas; nesse sentido, eventuais e inevitáveis lacunas vocabulares podem ser preenchidas com o recurso a dicionários.

3. CONHECIMENTO DO ASSUNTO
Ter um domínio pelo menos razoável da área a que pertence a obra. Não é preciso ser um especialista no assunto, mas é indispensável um mínimo de conhecimentos gerais que permitam ao tradutor trafegar com relativa familiaridade pelos temas tratados.

4. MATERIAL DE APOIO
Dispor de ampla variedade de materiais de consulta e pesquisa: dicionários, enciclopédias, glossários, estudos sobre aquela área, outros livros relacionados ao tema. Com a Internet, tudo isso fica muito mais fácil.

5. CONTEXTO DA OBRA
Ter noção do quadro literário, teórico ou científico em que se insere a obra. Para quem traduz literatura, é indispensável ter noções de recursos estilísticos e literários em geral. Em humanidades em geral, é indispensável ter noção da linhagem a que se filia a obra e dos debates em torno do tema.

6. CONTEXTO HISTÓRICO
Ter noção do quadro histórico e cultural em que se insere a obra. É indispensável que se tenha noção da inserção histórica da obra e de suas relações com a época, seja uma obra de literatura ou de humanidades em geral.

7. AUTODISCIPLINA E CONCENTRAÇÃO
Com o instrumental dado nos seis itens anteriores, o tradutor põe mãos à obra. É um tipo de atividade intelectual que demanda muita concentração, por horas a fio, ao longo de semanas e meses. Requer bastante esforço continuado e disciplina para atender satisfatoriamente às exigências do texto.

8. DECISÃO E RESPONSABILIDADE
Capacidade de tomar decisões, adotar soluções conscientes e poder responder por elas. A responsabilidade do tradutor consiste em ser capaz de explicar a si e a outrem as razões de suas escolhas. Como traduzir envolve escolhas constantes, qualquer eventual alegação de que “É assim que está no original” simplesmente não faria o menor sentido.

9. RELEITURA E REVISÃO
Proceder a constantes releituras e revisões do texto em tradução.Traduzir é uma atividade extremamente dinâmica, e nada garante a priori a qualidade do resultado. Tropeços, deslizes, inconsistências, vaguezas nos afligem constantemente e muitas vezes escapam à nossa atenção. Daí a necessidade de reler e retrabalhar várias vezes o texto traduzido.

10. CALMA E PONTUALIDADE
Tradutores profissionais costumam dispor de prazos estabelecidos pelas editoras. Proficiência linguística, materiais de apoio, boa bagagem geral, dedicação e responsabilidade de pouco adiantam se não respeitarmos prazos e não cumprirmos o combinado com a editora. Mas o mais importante, acima de tudo, é manter a calma. Keep calm and translate on!

Clique aqui e conheça todos os títulos do catálogo L&PM com tradução de Denise Bottmann.

Crítica literária elogia tradução de Denise Bottmann para nossa edição de Mrs. Dalloway

quarta-feira, 2 julho 2014

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No mais recente programa “Literatura Fundamental”, da Univesp TV, a jornalista Cássia Godoy conversou com a escritora e crítica literária Noemi Jaffe sobre Virginia Woolf e sua obra Mrs. Dalloway. Durante a entrevista, Noemi elogia a tradução de Denise Bottmann para Mrs. Dalloway publicada pela L&PM.

 

 

Relacionamento entre Virginia Woolf e sua irmã vai virar minissérie

quarta-feira, 2 julho 2014

Elas nasceram Virginia Stephen e Vanessa Stephen,  mas ao receberem os sobrenomes de seus maridos, estas irmãs se tornaram Virginia Woolf e Vanessa Bells. A primeira, escritora de renome. A segunda, uma pintora famosa. E a boa nova é que a relação dessas duas almas interessantes e complexas vai ganhar uma minissérie em três capítulos.

O canal BBC2 já anunciou que as filmagens de Life in Square terão início nos próximos meses, mas o elenco ainda não foi definido. Escrita por Amanda Coe, dirigida por Simon Kaijser e produzida pela Ecosse Films em associação com a Tiger Aspect, a minissérie vai narrar a relação entre as irmãs ao longo de 40 anos: a história começa com a morte da Rainha Victoria e termina com o início da 2ª Guerra Mundial.

O Grupo de intelectuais Bloomsbury, as relações extraconjugais de Vanessa – principalmente com o pintor homossexual Duncan Grant – e o caso de Virginia com a escritora Vita Sackville-West farão parte da narrativa.

As irmãs Vanessa Bell e Virginia Woolf

As irmãs Vanessa Bell e Virginia Woolf

Mas enquanto a minissérie não chega, dá pra saber mais sobre a relação das irmãs lendo a biografia Virginia Woolf, de Alexandra Lemasson, da Série Biografias L&PM Pocket. Abaixo, uma degustação:

Com VaVirginia_woolfnessa, ser de carne e osso, as relações são muito mais complexas e sempre foram. Tem apenas três anos a mais que sua irmã, mas, aos olhos de Virginia, essa já é uma primeira vantagem. A seguir, haverá outras. Inúmeras. Pelo menos, é o que pensa Virginia e o que pensará toda sua vida. As irmãs Stephen puxaram da mãe essa mistura de distinção e de graça celebrada por toda a raça masculina. Quando nasceu, a pequena Ginia foi, aliás, apelidada de “a Beleza”, em parte pelos seus olhos verdes, mas também por seus cabelos loiros venezianos. Entretanto, a verdadeira beleza pertencerá à sua irmã, de acordo com o que conta em Reminiscências, relato autobiográfico que não passa de um retrato de Vanessa destinado a seu filho, Julian Bell. A irmã mais velha é descrita como uma moça doce, de olhar melancólico. (…) Em Reminiscências, Virginia Woolf tenta descrever a irmã o mais fielmente possível e lembra-se que desde menininha dizia que seria uma pintora célebre. Seu sonho está se realizando.

Veja aqui os títulos de Virginia Woolf, publicados pela L&PM.

Uma exposição sobre a arte, a vida e o pensamento de Virginia Woolf

sexta-feira, 20 junho 2014

Vai viajar para Londres entre 10 de julho e 26 de Outubro? Então prepare-se para um encontro especial. Neste período, a National Portrait Gallery vai exibir a exposição “Virginia Woolf – Art, life and vision” com curadoria da biógrafa e historiadora de arte Frances Spalding. Será uma extensa mostra de retratos e materiais de arquivos raros que exploram a vida de uma das mais importantes e celebradas escritoras do século XX e suas realizações como romancista, intelectual, ativista e figura pública.

A exposição incluirá os mais diferentes retratos (fotos e pinturas) de Woolf sozinha ou acompanhada de seus contemporâneos do Bloomsbury Group, bem como imagens íntimas com amigos e familiares. Além disso, haverá uma notável variedade de objetos pessoais como cartas, diários e livros.

Algumas imagens da exposição:

T.S. Eliot e Virginia Woolf, fotografados por Lady Ottoline Morrell em junho de 1924.

T.S. Eliot e Virginia Woolf, fotografados por Lady Ottoline Morrell em junho de 1924.

Virginia e Leonard Woolf em 1939, fotografados por Gisele Freund

Virginia e Leonard Woolf em 1939, fotografados por Gisele Freund

Virginia Woolf por Vanessa Bell em pintura de 1912

Virginia Woolf por Vanessa Bell em pintura de 1912

No dia da abertura da exposição também será lançado um livro sobre a exposição que já está em pré-venda no site da National Portrait Gallery:

O livro contém todas as imagens da exposição e texto de Frances Spalding

O livro contém todas as imagens da exposição e texto de Frances Spalding

Veja aqui os livros de Virginia Woolf, publicados pela L&PM.

Quando o assunto é caneta Mont Blanc, os escritores assinam embaixo

quarta-feira, 18 junho 2014

Quando se pensa em caneta de luxo, o primeiro nome que aparece escrito na mente é Montblanc. Marca alemã fundada em 1906 e batizada em homenagem à montanha mais alta da Europa Ocidental, a Montblanc é um sonho de consumo caro, mas que oferece garantia para toda a vida. E para despertar ainda mais o desejo entre os adoradores de canetas, ela costuma lançar edições limitadas a cada ano.

Desde 1992, entre estes lançamentos especiais estão vários modelos em homenagem a escritores famosos que trazem as assinaturas dos autores impressas. Dê uma olhada em alguns deles e suspire.

O modelo Agatha Christie, lançado em 1993, traz uma misteriosa serpente com olhos de rubi:

Mont Blanc Agatha Christie

Mont Blanc Agatha Christie

O modelo Oscar Wilde, de 1994, parece homenagear os casacos de pele do autor de O retrato de Dorian Gray:

Mont Blanc Oscar Wilde

Mont Blanc Oscar Wilde

Em 1998, foi lançado o modelo Edgar Allan Poe:

Mont Blanc Edgar Allan Poe

Mont Blanc Edgar Allan Poe

Em 1999, foi a vez de Marcel Proust receber uma luxuosa Montblanc:

Mont Blanc Marcel Proust

Mont Blanc Marcel Proust

Charles Dickens ganhou edição especial em 2001:

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Mont Blanc Charles Dickens

A Montblanc F. Scott Fitzgerald, de 2002, bem poderia ser usada pelo personagem de O grande Gatsby:

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Mont Blanc F. Scott Fitzgerald

Franz Kafka é um dos modelos mais bonitos da Montblanc e foi lançado em 2004:

Mont Blanc Franz Kafka

Mont Blanc Franz Kafka

Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote de La Mancha foi homenageado em 2005:

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Mont Blanc Miguel de Cervantes

Em 2006, Virginia Woolf também ganhou sua caneta Montblanc:

Mont Blanc Virginia Woolf

Mont Blanc Virginia Woolf

Balzac é o modelo mais recente e o único que encontra-se disponível para venda no site da Montblanc, pois foi lançado em 2013:

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Mont Blanc Honoré de Balzac

Um passeio “Ao farol” no blog da tradutora Denise Bottmann

quinta-feira, 12 setembro 2013

Capa_ao_farol.inddEm outubro de 2012, a tradutora Denise Bottmann lançou um blog chamado Ao farol de Woolf, em que retomava as postagens sobre sua tradução de To the Lighthouse, de Virginia Woolf, para a L&PM Editores. De lá para cá, Denise publicou comentários sobre seu processo de trabalho e outros posts relacionados com o livro. Agora que Ao farol foi lançado, vale a pena dar uma lida nas postagens da tradutora. Tem, por exemplo, uma em que ela lista os personagens que aparecem no livro e outra em mostra a primeira edição da obra, de 1927, com sobrecapa feita por Vanessa Bell, irmã da escritora.

 Quem

- A família Ramsay: Mrs. Ramsay, Mr. Ramsay e os oito filhos, Cam, Prue, Rose, Nancy, James, Andrew, Jasper, Roger

- Empregadas e ajudantes eventuais: Mildred, a moça suíça, Mrs. Mcnab, Mrs. Bast

- Hóspedes e visitantes: Lily Briscoe, Minta Doyle, Mr. William Bankes, Mr. Augustus Carmichael, Charles Tansley, Paul Rayley

- Macalister, pescador e dono do veleiro que faz a travessia até o farol, seu filho, também pescador

- O encarregado do farol e seu filho, apenas citados e vistos ao longe

- Vários figurantes secundários, apenas citados: a copeira Marthe; o pintor Mr. Paunceforte; Elsie, moradora local pobre e doente; Mrs. e Mr. Doyle; tia Camilla; a família de Charles Tansley; a esposa falecida de Mr. Bankes; o criado de Mr. Bankes; os jardineiros Kennedy, George e Davie Macdonald;  o homem maneta colando o cartaz; o operário cavando um dreno; grupos não identificados de intelectuais, estudantes, operários, garçonetes etc.

Esta foi a sobrecapa original da primeira edição de To the Lighthouse, criada por Vanessa Bell, irmã de Virginia Woolf. O livro foi lançado em maio de 1927 pela Hogarth Press, a editora do casal Leonard e Virginia Woolf.

Esta foi a sobrecapa original da primeira edição de To the Lighthouse, criada por Vanessa Bell, irmã de Virginia Woolf. O livro foi lançado em maio de 1927 pela Hogarth Press, a editora do casal Leonard e Virginia Woolf.

 

“Ao farol”: o mais autobiográfico livro de Virginia Woolf

terça-feira, 10 setembro 2013

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Foi no verão de 1925, em Monk’s House, que Virginia Woolf deu início a uma aventura literária que teria um impacto impressionante em sua vida pessoal: ela começou a escrever o romance Ao farol. A biografia publicada na Coleção L&PM Pocket conta um pouco sobre a importância deste livro lançado pela L&PM com tradução de Denise Bottmann:

Aos 43 anos, a romancista sente a necessidade de pôr um fim nos fantasmas do passado que continuam entravando seu avanço fulgurante. Em Ao farol, Virginia cumpre um ato salutar: colocando seus pais em cena, ela vai definitivamente se libertar. De início, pretende escrever uma elegia, depois opta pelo romance. Como sempre, a arrancada é brilhante: “vinte e duas páginas de uma só vez em menos de quinze dias”. Mas rapidamente os primeiros sintomas da depressão surgem. Ao farol é um livro que tem o dom de reavivar os sentimentos da infância. Virginia confia a seu Diário seu medo de não ter o distanciamento suficiente. (…) Para ela, Ao farol é um meio de se compreender melhor, criando ao mesmo tempo uma estrutura sólida e capaz de mascarar tudo aquilo que o livro pode ter de autobiográfico. “Escrevi o livro muito rápido e, depois de escrito, parei de ser obcecada por minha mãe. Não ouço mais sua voz, não a vejo mais…”

(…)

No outono de 1927, Virginia Woolf espreita com apreensão as primeiras reações ao lançamento de um livro em que colocou muito de si mesma: Ao farol. Para ela, é sempre uma fase difícil essa em que espera o veredicto: seja esse elogioso ou não, ele a desestabiliza. Uma crítica desfavorável e Virginia passa quinze dias de cama acometida por violentas dores de cabeça. Uma boa resenha e ela tem o sentimento de não ter sido verdadeiramente compreendida. Dessa vez, como é frequente, o artigo que saiu no Times Literary Supplement é elogioso, o que não a impede de ficar deprimida. Felizmente, Vanessa, cuja opinião conta mais do que a de todos os críticos juntos, está estusiasmada. Escreve no mesmo intante à irmã para partilhar com ela a emoção que sentiu ao ler esse livro que tão bem ressuscitou seus pais.

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