Posts Tagged ‘Marilyn Monroe’

As celebridades de Richard Avedon

quarta-feira, 15 maio 2013

Em 15 de maio de 1923, há exatos 90 anos, nascia Richard Avedon, um dos maiores fotógrafos que o mundo já conheceu! São dele alguns dos registros mais célebres de grandes nomes da literatura, da música, do teatro e do cinema, como Marilyn Monroe, Andy Warhol, Allen Ginsberg, William Burroughs, Bob Dylan, Picasso, Tennesse Williams, Truman Capote e vários outros.

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Entre panelas

sexta-feira, 10 maio 2013

10 de maio é o Dia da Cozinheira. Para homenagear essa alquimista dos sabores, aqui vão algumas fotos de gente famosa junto às panelas.

O que será que tem dentro da panela de Marilyn Monroe?

O que será que tem dentro da panela de Marilyn Monroe?

Os amigos e cozinheiros Allen Ginsberg e Jack Kerouac. Mais amigos do que cozinheiros...

Os amigos e cozinheiros Allen Ginsberg e Jack Kerouac. Mais amigos do que cozinheiros…

Bukowski fazendo pose junto ao fogão

Bukowski fazendo pose junto ao fogão

 musa do jazz Billie Holiday fritando um bife ao lado de seu cão Mister na cozinha do apartamento onde morou no Harlem, em Nova York. A foto é de Herman Leonard

musa do jazz Billie Holiday fritando um bife ao lado de seu cão Mister na cozinha do apartamento onde morou no Harlem, em Nova York. A foto é de Herman Leonard

Picasso em sua cozinha. Talvez esperando a cozinheira lhe servir

Picasso em sua cozinha. Talvez esperando a cozinheira lhe servir

“Um inimigo do povo” na TV

quarta-feira, 20 março 2013

Em 1966, estreou na extinta National Educational Television (atual PBS), nos Estados Unidos, a primeira adaptação da peça Um inimigo do povo, de Henrik Ibsen, para a TV, feita a partir do roteiro que Arthur Miller publicou nos anos 50. Nesta foto, Marilyn Monroe, esposa de Miller na época, aparece lendo o livro com o roteiro adaptado por ele.

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O sucesso da versão televisiva abriu alas para uma adaptação da peça para o cinema, em 1978, com Steve McQueen no papel do Dr. Stockmann. Em 1980, a BBC fez uma nova versão para a TV com Robert Urquhart no papel principal.

Há oito anos, morria Cartier-Bresson, o olhar do século 20

sexta-feira, 3 agosto 2012

Um dia, ficamos sabendo: ‘Henri Cartier-Bresson está morto e enterrado’. Na hora, ninguém duvida da notícia, como é costume acontecer quando se trata de grandes personagens; a precaução é supérflua, pois a maneira como desapareceu de nosso campo de visão foi típica sua. (…) Esse homem, chamado com razão de ‘o olhar do século’, pousou pela última vez seu olhar sobre o mundo. Depois, fechou-se a cortina. Mais do que cansado, estava exausto. Ele se apagou suavemente. 

 Dali a poucos dias, ele festejaria 96 anos. Morreu no dia 3 de agosto de 2004, em sua casa no Luberon. Foi sepultado em Montjustin, seu vilarejo de eleição na Haute-Provence, em presença de uma dezena de pessoas. Os moradores de Montjustin plantaram uma oliveira aos pés de sua tumba, e os fotógrafos da Magnum fizeram o mesmo à cabeceira. 

(Trecho do capítulo “O olhar se fecha sobre o século, do livro Cartier-Bresson: O olhar do século )  

Cartier-Bresson jamais andava sem a sua Leica

Cartier-Brasson morreu em 03 de agosto de 2004. Responsável por imagens emblemáticas, que marcaram o século 20, o fotógrafo capturou momentos, olhares, gestos, luzes e sombras. Marilyn Monroe, Jean-Paul Sartre, Coco Chanel, William Faulkner, Samuel Beckett e Albert Camus foram alguns dos famosos clicados por ele. Mas sua câmera, sempre à tiracolo, não fotografava só celebridades. A Guerra Civil Espanhola, a Alemanha em ruínas, a libertação de Paris, os funerais de Churchill e Gandhi. Tudo isso ficou eternizado em belíssimas e marcantes imagens que vieram do talento de Cartier-Bresson.    

No livro Cartier-Bresson: O olhar do século (Coleção L&PM Pocket), Pierre Assouline resgata a trajetória do homem que mudou a fotografia, do início ao fim de sua vida. E faz isso com um texto realmente envolvente.  

Assouline, biógrafo de personalidades como o escritor Georges Simenon, traçou o perfil do grande artista, revelando a parceria histórica de Cartier-Bresson e sua inseparável Leica e mostrando que o olhar do fotógrafo não tinha limites, refletindo o caráter universal da natureza humana. 

Cartier-Bresson fotografou de tudo. De crianças em escombros de guerra...

...a celebridades como Marilyn Monroe

Marilyn Monroe na Polônia

quarta-feira, 25 julho 2012

2012 marca os 50 anos da morte de Marilyn Monroe e as homenagens à maior musa do cinema de todos os tempos acontecem por todo o mundo. Uma grande coleção com 4 mil fotos pertencente ao governo polonês será exposta em Varsóvia a partir de agosto. Avaliadas em 560 mil euros, as peças vão a leilão após a exposição.

A curadora Anna Wolska apresenta uma das fotos assinadas por Greene

Clicadas nos anos 50 pelo americano Milton H. Greene, amigo de Marilyn, as fotos pertenciam a um colecionador de Chicago, que se envolveu num escândalo de desvio de verbas em 1990 com o governo polonês e teve que dar a coleção como parte do reembolso. Passaram pelas lentes de Greene algumas das fotos mais famosas de Marilyn, como o clássico ensaio da musa vestida de bailarina:

A L&PM publica a biografia de Marilyn Monroe na Coleção L&PM Pocket.

As bodas de Marilyn Monroe e Arthur Miller

sexta-feira, 29 junho 2012

No dia 29 de junho, cerca de sessenta jornalistas são, pois, “convidados” a ir à casa de [Arthur] Miller em Connecticut. Enquanto o casal almoça em segredo não longe do local, na verdade são mais de quatrocentos que desembarcam na propriedade familiar. No começo da tarde, ao seguir de perto a atriz e o escritor, uma correspondente de Paris Match foi morta por um automóvel. Seu sangue espirrou no suéter amarelo de Marilyn que, alguns minutos depois, com grande esforço de sedativos teve de enfrentar a imprensa. Nessa mesma noite, Miller e ela são casados por um juiz.

A imprensa faz de tudo por uma boa foto ou uma informação exclusiva, ainda que banal, sobre um dos casais mais famosos da época. Cada passo de Marilyn Monroe e Arthur Miller naquele 29 de junho de 1956 foi registrado pelas câmeras, flashes e canetas a postos. Afinal, aquele era o dia em que a maior diva do cinema iria se casar com um dos dramaturgos de maior renome da época.

Mas nem tudo são flores nesta história. Dias antes, Marilyn ficou sabendo pelo rádio (!) que seria pedida em casamento e isso a deixou furiosa! Aconteceu assim: Arthur Miller pleiteava um passaporte para a Inglaterra a fim de acompanhar a atriz nas gravações de “O príncipe encantado”, mas a Comissão de Atividades Antiamericanas descobriu que ele participara, anos antes, de reuniões comunistas. Ao ser questionado: “Por que o senhor quer um passaporte?” ele responde “Para ir a Inglaterra com a mulher com quem eu vou me casar”. A informação passa imediatamente às manchetes e se espalha num piscar de olhos.

Consternada, furiosa mesmo, Marilyn sabe pelo rádio que vai se tornar mrs. Arthur Miller sem que ele tenha formalmente feito o pedido. Como se seu consentimento fosse evidente. Foi pega de surpresa. (…) Às pressas, pede socorro aos assessores habituais e convoca os jornalistas à tarde para uma pequena coletiva na porta de casa. Dessa vez remodelada e preparada para o jogo, uma Marilyn toda sorrisos, cheia de segurança e jovialidade, confirma para uma plateia de repórteres a eminência de seu casamento com Arthur Miller. (…) O anúncio oficial da união da bomba sexual e do intelectual engajado alimenta a crônica internacional.

Para saber mais sobre a vida de um dos maiores mitos da história do cinema, leia Marilyn Monroe da Série Biografias L&PM.

O papel de Marilyn Monroe na vida de Yves Montand

terça-feira, 27 março 2012

É impossível falar da vida do ator e cantor italiano Yves Montand, sem falar de Marilyn Monroe. Aliás, parece ser assim com todos os homens que passaram pela vida de Marilyn. Em parte, pela inevitável exposição midiática de um relacionamento com a maior e mais cobiçada estrela do cinema, mas principalmente pelo efeito furacão que a passagem dela pela vida de um homem causava. É por essas e outras que no filme do diretor Christophe Ruggia sobre a vida de Yves Montand, o nome da atriz que fará o papel de Marilyn é uma das novidades mais esperadas.

O produtor Jean-Louis Livi anunciou que está em dúvida entre Naomi Watts e Scarlett Johansson. E é nesta hora que a gente comemora, pois ambas fazem jus ao papel de Marilyn, tanto pelo físico exuberante quando pela elegância na atuação – dois atributos imprescindíveis numa atriz que vai interpretar a musa.

Naomie Watts e Scarlett

Naomi ou Scarlett: qual das duas faria a melhor Marilyn?

Yves Montand atuou ao lado de Marilyn no filme Adorável pecadora e a convivência nos sets de filmagem rendeu um rápido porém intenso romance. Na biografia de Marilyn Monroe (Coleção L&PM Pocket) está descrito como tudo aconteceu:

Yves Montand e Marilyn Monroe em "Adorável pecadora", de George Cukor

Paradoxalmente, a filmagem de Adorável pecadora sucede melhor do que de costume. É claro que Monroe é fiel à sua lenda (atrasos, incapacidade de decorar um texto), mas, no conjunto, bem menos do que nos filmes anteriores. Os técnicos do set, bem como os atores, ficam impressionados com seu profissionalismo. Yves Montand tem algo a ver com isso. Marilyn admira-o como ator e aprecia o homem que lhe lembra fisicamente Miller, sendo melhor e sobretudo mais  jovial. Gosta de suas origens modestas que o aproximam dela, do seu toquezinho irresistível de exotismo. Seu humor não a deixa indiferente, tanto quanto seu sentido de autodepreciação. (…) O casal que ele forma com Simone Signoret lhe parece exemplar. Signoret é uma mulher respeitada como atriz e como esposa. Um modelo para a mal-amada que se projeta na sua posição. Como ela seria feliz, acredita, com um homem como aquele, mistura de DiMaggio e Miller. Como ele saberia protegê-la. (…) Os dois atores ensaiam cada vez mais juntos. Ela o ajuda a trabalhar a pronúncia em inglês, ele lhe ensina a dominar seus medos e a não se deixar aspirar por eles, sem exitar no entanto em ameaçá-la: foi buscá-la à força certa manhã em que ela se recusou a aparecer no set.

Com o Oscar no bolso, festejada por toda parte, Simone Signoret é obrigada a voltar para a Europa por razões profissionais. Ela, Simone, já sabe. Ela compreendeu. Tudo. A desistência de Miller, o desespero de Marilyn, as fraquezas de seu marido. Que homem resistiria à deusa loura, àquela criança que sem maquiagem lhe lembra “a mais bela das camponesas” da Île-de-France”? Não há de ser Yves. Ela se prepara. Suportará o deslize e permanecerá digna. Contanto que ele volte. Para secar suas lágrimas, tem os cigarros e seu velho amigo álcool. Então Simone beija os dois lados do rosto de Marilyn e lhe cede o lugar. Arthur Miller segue-a no mesmo passo. Foge para a Irlanda para se encontrar com Huston e retomar a escrita de Os desajustados. “Ele é louco”, teria confiado Montand a uma amiga. “Vai embora me deixando Marilyn nos braços.” Miller é cego, poderia-se pensar, ou inconsciente? Nenhum dos dois. O dramaturgo é apenas um homem que dá tacitamente a outro a mulher que ama, uma vez que não é mais capaz de atender à demanda dela. Tanto Signoret quanto Miller se sacrificam da mesma maneira. (…)

Diante da cama de Marilyn nua debaixo dos lençois de seda, Yves Montand sente a cabeça girar e, como ele mesmo confessará, não se faz muitas perguntas. Desta vez, nada de beijos anódinos de cinema, Marilyn lhe oferece os lábios com gosto de sonho e o corpo ardente. Uma noite, duas noites e depois todas as outras. Hollywood inteira é rapidamente posta a par da ligação dos dois. (…) Ela está feliz, apaixonada de verdade, e se exibe orgulhosamente, à luz do dia, com Yves Montand. Ele, perturbado, enfeitiçado, não sabe como vai fazer para se desembaraçar quando tudo chegar ao fim. Pois vai chegar ao fim. Se não fosse por Simone, seria diferente, ele se lançaria de cabeça naquela aventura, recolheria nos braços por dois ou três anos aquele furacão de inocência e sexo. (…)

O mundo inteiro está a par. Adultério internacional. Em Paris, a imprensa assedia Simone, que enfrenta tudo com uma dolorosa nobreza. De volta aos Estados Unidos, Miller finge que não sabe de nada. (…) Quando a filmagem de Adorável pecadora é concluída e ela [Marilyn] vê, impotente, Montand lhe escapar por entre os dedos e voltar para a sua França natal, bem como para a esposa legítima, Marilyn leva um tombo. Tudo desmorona mais uma vez. Signoret tem o Oscar e Montand. Já ela não tem mais nada além de remédios e o falso reconforto do álcool.

Enquanto não temos mais notícias sobre a esteia do filme, dá tempo de ler a biografia de Marilyn Monroe, que reserva um capítulo inteiro para contar os detalhes sobre a relação da musa com Yves Montand. Como todo o resto do livro, vale muito a leitura!

Marilyn Monroe por Cartier-Bresson

quarta-feira, 15 fevereiro 2012

No set de filmagem de Os desajustados (The misfits), em 1960, as lentes do fotógrafo Henri Cartier-Bresson flagraram uma moça de ar melancólico e olhar distante. Cabisbaixa, nem parecia a estonteante musa do cinema, que despertava a cobiça dos homens mais poderosos do mundo com sua beleza irresistível. Altiva, nunca decepcionou diante das câmeras. Mas os instantes precisos capturados pelo mestre da fotografia deixam transparecer uma Marilyn Monroe que poucos conheciam. Seu brilho radiante era, às vezes, só uma fachada para o público quando, na verdade, seu estado de espírito era sombrio.

Em Cartier-Bresson: o olhar do século, o biógrafo Pierre Assouline comenta este episódio da gravação de Os desajustados:

Mesmo ao cobrir um evento muito bem organizado, também acompanhado por vários colegas, Cartier-Bresson sempre consegue tirar pelo menos uma foto com a sua marca pessoal. É o que acontece em 1960, quando John Huston filma “Os desajustados”, e seus fotógrafos da Magnum revezam-se nas filmagens, dois a dois. Apesar do excesso e da superabundância de imagens, tanto em qualidade quanto em quantidade, ele consegue tirar uma foto de Marilyn sob os olhares dos demais, única por sua composição, sua ironia e sua ternura. Talvez a atriz não estivesse totalmente alheia à magia do momento. Durante o jantar da equipe, o fotógrafo coloca sua Leica sobre uma cadeira vazia à sua direita. A atriz chega atrasada. Um olhar à máquina, outro a Cartier-Bresson, o tempo de associar um ao outro e ele já tira proveito da ocasião:

- Você gostaria de conceder-lhe sua bênção?

Ela faz que senta sobre a Leica, roça-a de leve com as nádegas, esboça um sorriso malicioso e pronto…

As fotos de Cartier-Bresson e sua Leica “abençoada” fazem parte da exposição “Quero ser Marilyn Monroe” que entra em cartaz na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir de 04 março. Serão 125 obras de 50 artistas distribuídas nos 500 m² da mostra. Uma oportunidade imperdível para ver de perto, além das fotografias de Cartier-Bresson, o trabalho de artistas como Andy Warhol, Douglas Kirkland, Cecil Beaton, Milton H. Greene, Richard Lindner, Kim Dong-Yoo, entre outros.

Vamos a la playa

quinta-feira, 2 fevereiro 2012

Tempo de praia, tempo de ler, tempo de descobrir que algumas personalidades que fazem parte da Série Biografias L&PM também adoravam ficar perto do mar, como mostram as fotos abaixo, aqui acompanhadas de pequenos trechos dos livros de cada um dos biografados.

“Os ‘recém casados´ não vivem por muito tempo a nova vida conjugal em La Californie. A urbanização dos altos de Cannes retirou-lhe o encanto. Como não considera instalar-se inteiramente em Vauvenargues e como as finanças não são um problema, Picasso compra uma outra propriedade, sem desfazer-se da precedente, em Mougins, onde passou vários verões com Dora e Éluard.” (Picasso, de Gilles Plazy)

Picasso em pose "ser ou não ser..." na praia de Cannes em 1965

“No começo de 1949, a única luz para a moça é sua convocação para ensaiar uma ponta no próximo filme dos Irmãos Marx. Desprovida de seus rendimentos mensais, ela vive unicamente das fotos que eventualmente lhe propõem, aceita o que der e vier, exibições de maiô ou sobre esquis (ou os dois ao mesmo tempo).” (Marilyn Monroe, de Anne Plantagent)

A jovem Marilyn toma banho de mar em 1949

 “Pela primeira vez na vida, ele tem a impressão de estar rico (o que é relativo), mas continua avarento – adia a devolução a Ginsberg dos duzentos dólares que ele lhe emprestou para que pudesse ir a Tânger e se recusa a emprestar vinte dólares a Hunckle.” (Kerouac, de Yves Buin)

Jack Kerouac, em Tânger, Marrocos, fotografado por Allen Ginsberg

Durante esses dois anos, Einstein dedica-se a conceitualizar as matérias de termodinâmica estatística e de eletrodinâmica dos corpos em movimento, bem como publica diversos artigos e exposições. Esses anos são a antecâmara da inacreditável eclosão, verdadeiro fogo de artifício criativo que está por vir.” (Albert Einstein, de Laurent Seksik)

Estaria Einstein tão tranquilo em 1945?

“Em 1966, os estúdios Warhol realizam The Chelsea Girls, que marcou uma virada, em particular, porque teve algum sucesso. Trata-se de um retrato íntimo das superstars da Factory do momento, que são filmadas em vários quartos de um hotel nova-iorquino, o Chelsea-Hotel, pelo qual muitas superstars haviam passado.” (Andy Warhol, Mériam Korichi).

Andy Warhol na praia. Ok, ela é Cannes e aqui ele está com as garotas de seu filme, "Chelsea Girls"

Marilyn e “O príncipe encantado”

segunda-feira, 9 janeiro 2012

No dia 9 de fevereiro de 1956, os jornalistas acorreram em massa à nova coletiva de imprensa convocada pela divina loura ao lado de um convidado prestigioso: Laurence Olivier. Milton Greene convenceu o grande ator inglês a levar para a tela a peça que ele realizara com sucesso junto com sua mulher, Vivien Leight, The Sleeping Prince (O príncipe encantado), e substituir esta última no cinema por Marilyn. A brithish distinction diante da american sex symbol. Shakespeare contra Barbie. Um duo impossível; um duelo que parece inevitável. Depois de algumas negociações, com seu nome em destaque no cartaz, sir Laurence se deixa tentar pela aventura. Curioso, impaciente, vem em pessoa a Nova York se encontrar com Marilyn e anunciar publicamente que ele mesmo dirigirá O príncipe encantado (…)

O trecho acima está na imperdível biografia que leva o nome da diva: Marilyn Monroe, de Anne Plantagenet (Coleção L&PM Pocket). O livro conta ainda como, no final de julho daquele ano, as filmagens de O princípe encantado começaram em Londres, num momento em que, apesar de seguir linda e aparentemente eufórica, ressoava dentro de Marilyn “o eco de coisas quebradas”.  

“Sete dias com Marilyn” (My week with Marilyn), filme que tem estreia prevista no Brasil para o dia 10 de fevereiro, mostra justamente esta época e está centrado na passagem da beldade pela Inglaterra, aos olhos de Colin Clark, o jovem assistente de Laurence Olivier. Clark ficou encarregado de guiar a atriz durante uma semana pelas terras da Rainha e todo o enredo está baseado em suas memórias, publicadas em um livro.

O filme já tem três indicações ao Globo de Ouro (incluindo melhor atriz para Michelle Williams), e os cartazes brasileiros já foram divulgados: