Posts Tagged ‘Jornal Zero Hora’

Meio século da morte de um beat hippie

segunda-feira, 5 fevereiro 2018

NEAL CASSADY CERVEJA E CIGARRO

Há 50 anos, em 4 de fevereiro de 1968, morria Neal Cassady. Escritor que, em 1947, acompanhou Jack Kerouac em sua viagem estrada aforaAbaixo, um texto homenagem a Neal escrito por Eduardo Bueno, tradutor de On the Roadpublicado originalmente no jornal Zero Hora em 2 de fevereiro:

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Crônica de Martha Medeiros é tema de redação do vestibular da UFRGS

terça-feira, 9 janeiro 2018

O tema do ano da prova de redação do vestibular da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), aplicada na segunda-feira, 8 de janeiro, foi um texto de Martha Medeiros, Pai da Pátria, publicado em agosto de 2017 na Revista Donna, do Jornal Zero Hora, e que estará no próximo livro de crônicas da escritora s ser publicado pela L&PM em 2018.

“Quem me dera ser crédula, confiante. Do tipo que admite estarmos em meio a uma crise medonha, mas que dela brotará um Estado maior, melhor. Já fui assim otimista, mas o tempo passou e me cobrou alguma lucidez e coragem para encarar a realidade”. (Trecho de Pai da Pátria)

Na prova, foi solicitado que os candidatos escrevessem sua opinião sobre o texto, posicionando-se contra ou à favor do que Martha Medeiros escreveu. O enunciado pedia, inclusive, que os candidatos escrevessem como se a própria autora fosse ler a resposta, para que ela entendesse claramente o posicionamento adotado.

“É um grande prestígio. Tenho a impressão de que deve ter sido muito bacana para eles, pois não precisam falar sobre o que eu falei, e sim sobre o que eles pensam do assunto, muito atual, com suas próprias palavras.” declarou a cronista ao jornal Zero Hora em matéria publicada no dia seguinte à prova do vestibular.

Conheça todos os livros de Martha Medeiros publicados pela L&PM Editores.

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As novas viagens de Martha Medeiros

segunda-feira, 31 outubro 2016

Eu viajo para resistir à hostilidade humana, à crueza dos costumes, ao tique-taque insano dos relógios. Viajo porque sou consciente do quanto viver é difícil e porque não quero ser engolida pela descrença e pela desesperança. Viajo para celebrar a vida no que ela tem de mais sagrado: suas suti­lezas, delicadezas, ins­tantes mágicos, sintonias.” Martha Medeiros em “Um lugar na janela 2“.

Um_lugar_na_janela_2Se for para escolher entre “janela ou corredor” Martha Medeiros vai sempre preferir aquele que a deixe vislumbrar as paisagens que se descortinam à sua frente. Apaixonada por viagens, em 2012, a escritora lançou “Um lugar na janela“, livro que trazia textos sobre suas andanças por diferentes terras e culturas. Agora chega “Um lugar na janela 2″ com novas paisagens, novas aventuras, novos relatos de viagens. Londres, Tailândia e Camboja, Cascais, México, Sicília, Miami, Rio de Janeiro, Uruguai, Sul da França e Nova York são os cenários de textos inéditos, escritos especialmente para este livro que, em seu final, traz um caderno de fotos coloridas da autora.

A Revista Donna deste final de semana, suplemento do jornal Zero Hora, traz uma entrevista com Martha sobre seu novo livro. Leia abaixo:

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Martha vai autografar “Um lugar na janela 2″ na Feira do Livro de Porto Alegre no dia 5 de novembro, sábado, às 17h. No Rio de Janeiro, os autógrafos vão acontecer em 26 de novembro, também um sábado, às 18h na Livraria da Travessa Ipanema.

Novo livro de Luiz Antonio de Assis Brasil em destaque

quarta-feira, 21 setembro 2016

O inverno e depois“, novo livro de Luiz Antonio de Assis Brasil será lançado nesta quarta-feira, 21 de setembro, em Porto Alegre na recém inaugurada livraria Saraiva do Shopping Iguatemi.

O lançamento ganhou destaque em vários jornais e foi capa do Segundo Caderno do Jornal Zero Hora e do caderno Panorama do Jornal do Comércio.

O novo livro de Luiz Antonio de Assis Brasil em destaque no jornal Zero Hora (clique para ampliar)

O novo livro de Luiz Antonio de Assis Brasil em destaque no jornal Zero Hora (clique para ampliar)

Assista ao Booktrailer de “O inverno e depois” em que Luiz Antonio de Assis Brasil lê trechos de seu novo livro:

David Coimbra e o olhar de Monalisa de Fernando Eichenberg

terça-feira, 3 maio 2016

Nesta terça-feira, 3 de maio, Fernando Eichenberg autografa seus livros de entrevistas Entre Aspas 2 e Entre Aspas 1 às 19h na Livraria Saraiva do Moinhos Shopping. David Coimbra, em sua coluna no Jornal Zero Hora, comenta sobre Eichenberg, que ele considera um irmão e a quem chama de Dinho. Leia abaixo.

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Com a palavra, o Dr. J.J. Camargo

segunda-feira, 5 outubro 2015

Do_que_voce_precisa_para_ser_felizNas crônicas que escreve, o Dr. J.J. Camargo – referência internacional em cirurgia torácica e autor do primeiro transplante de pulmão da América Latina – escuta seus pacientes e transpõe para o papel os ensinamentos que todos eles lhe entregaram ao longo de muitos anos de medicina. Seu novo livro, Do que você precisa para ser feliz, recém lançado pela L&PM, apresenta histórias de vida, de superação, de perdão, de negação, de cura, de esperança. Relatos emocionantes que mostram que, nos momentos de dor, descobre-se que é preciso muito pouco para ser feliz.

 

No domingo, 4 de outubro, o Caderno Donna, do Jornal Zero Hora, publicou uma grande matéria com o Dr. J.J. Camargo. Nela, o leitor descobre que, além de médico e cronista, ele é alguém muito especial.

Basta clicar sobre as imagens para ler:

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O Dr. J. J. Camargo vai autografar seu novo livro em três momentos:

13 de outubro às 19h – Palestra, seguida de autógrafos no Auditório da Santa Casa

27 de outubro às 19h – Autógrafos na Livraria Saraiva do Moinhos Shopping

8 de novembro às 17h – Feira do Livro de Porto Alegre

Simples assim: Martha Medeiros responde

quarta-feira, 2 setembro 2015

A capa do Segundo Caderno do jornal Zero Hora desta quarta-feira, 2 de setembro, é toda dedicada a escritora Martha Medeiros e a seu novo livro Simples Assim, que acaba de sair pela L&PM Editores. Na matéria, Martha responde quatro perguntas de seus leitores. Clique sobre a imagem para ler:

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Os cantos de Capparelli em destaque

segunda-feira, 24 fevereiro 2014

O Menino Levado ao Céu pela Andorinha é um livro que merece destaque. Não apenas por seu conteúdo – recheado de cantos e poemas de diferentes povos indígenas das Américas – como também pela sua belíssima forma com ilustrações de Eduardo Uchôa. O escritor Sérgio Capparelli foi responsável por selecionar e traduzir os cantos tribais. Ele conversou com o repórter Alexandre Lucchese, do Segundo Caderno do Jornal Zero Hora, sobre este trabalho e a matéria, publicada nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, pode ser lida abaixo:

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Uma viagem ao México de Kerouac

terça-feira, 7 janeiro 2014

O Caderno de Viagem do Jornal Zero Hora de terça-feira, 7 de janeiro, traz uma matéria sobre o México de Jack Kerouac. No texto, reproduzido do The New York Times, o jornalista Damien Cave escreve em primeira pessoa, imaginando o que o autor de Pé na Estrada (On the road) pensaria de certos lugares turísticos: “Depois de comer no restaurante, eu tentei imaginar o que Kerouac teria achado dele. Talvez depende de qual Kerouac nós imaginemos. Ele tinha 30 anos quando fez aquela viagem de ônibus e estava em grande medida autocentrado demais para ver além do “frenesi e do sonho” que definiria sua visita em Pé na Estrada. Mas e o Kerouac idoso? Se não tivesse morrido de alcoolismo em 1969, aos 47 anos, talvez tivesse se mudado para o México e tentado compreendê-lo e explicá-lo melhor.”

Leia a matéria na íntegra:

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Depois do almoço, Dostoiévski

sexta-feira, 6 dezembro 2013

Por José Antonio Pinheiro Machado*

Conheci Dostoiévski em Xangrilá, depois do almoço. É uma das tantas dívidas que o Ivan e eu temos com nosso pai: na base do centralismo democrático stalinista, ligeiramente tropicalizado, o pai nos impôs um programa obrigatório de leituras. Longe da cidade que é hoje, a Xangrilá da nossa adolescência era um descampado, o Nordestão desenhando cômoros no areal entre as poucas casas. Não havia muito o que fazer: depois do banho de mar, o almoço demorado e, a partir daquele dia, a tarde começava com duas horas de Dostoiévski.

O livro escolhido para minha iniciação, nos dias de hoje, talvez provocasse a intervenção do Conselho Tutelar ou do Juizado da Infância e da Juventude: Crime e Castigo! Abri contrafeito o pesado volume encadernado em couro e, logo depois de ler os primeiros parágrafos, ainda me recordo do impacto inesperado. Anos se passaram, e Jorge Luis Borges, na escuridão de sua cegueira, iluminaria, em duas frases, aquela minha perplexidade juvenil: “Como a descoberta do amor, como a descoberta do mar, a descoberta de Dostoiévski marca uma data memorável de nossa vida. Em geral, corresponde à adolescência; a maturidade busca e descobre escritores serenos”.

Naquele dia, por momentos o Nordestão deixou de assobiar, o céu azul do azul lavado pela chuva, do verso de Paulo Mendes Campos, perdeu sua atração irresistível, e o dia límpido e ensolarado lentamente foi substituído pela urgência da emoção nova e avassaladora daquela primeira leitura. Borges deve ter vivido algo parecido na juventude em Genebra: “Ler um livro de Dostoiévski é penetrar em uma grande cidade, que desconhecemos, ou nas sombras de uma batalha”. A história do jovem Raskolnikov é soberba, contada de forma magnífica. Estudante pobre, cheio de sonhos, divide os indivíduos entre ordinários e extraordinários e se impõe a missão de fazer algo realmente importante, ainda que seja uma violação às leis. Escolhe matar com violência uma velha agiota e, ao fugir, também assassina a irmã da vítima, que apareceu de surpresa e testemunhou o crime. Rouba algumas joias, que acaba por descartar, atormentado pela culpa. O romance brilha no relato do remorso sem remédio que persegue o personagem como uma danação. Quando um inocente é preso, Raskolnikov assume o crime e é condenado. Diversas histórias paralelas reforçam o eixo principal da narrativa, entre elas, a relação do protagonista com Sonia, que o encoraja a confessar o crime. Toda a miséria e toda a grandeza da condição humana transbordavam daquelas páginas. Mas nem todos se emocionaram tanto assim. No prefácio de uma antologia da literatura russa, Nabokov escreveu que não encontrou uma única página de Dostoiévski digna de ser incluída. Borges recusou essa afronta com uma verdade salpicada de ironia: “Isso quer dizer que Dostoiévski não deve ser julgado por páginas soltas, e sim pela soma de páginas que compõe o livro”.

* Crônica publicada originalmente na Coluna do Anonymus Gourmet, publicada no caderno Gastrô do Jornal Zero Hora em 6 de dezembro de 2013.

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